se ele me chama melindrosa, faço de conta que sei rebolar. grito, sapateio, defendo com marra porque assim eu sei pensar sobretudo o que amo. exijo, porque não suporto discursos vazios e palavras sem pretensão nem de voo nem de pouso. gosto das palavras que fazem desenhos porque ali, juntas, ocupam espaços, no ar, por terra, todo lugar é grávido de som-sentido. ele meneia a cabeça, diz eu sou difícil, eu sou teimosa, precisa nada disso, ô trem enjoado, eu sei, já me disseram isso. e daí? se quiserem brigar, juro que grito, desde o sonho: freak out in a moonage daydream. e se, desde o início, fosse preciso uma prova dos nove para saber onde é a dor?
1 comentários:
oh yeah!
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