os tons dos dias têm sido pasteis de vento, com pouco gosto, uma angústia fina. assistimos a "biutiful", o último filme de alejandro iñárritu e acho que até hoje não consigo falar muito sobre ele. por isso mais pergunto que digo, mais cogito que afirmo. foi para mim um filme triste, apesar de não ser um filme triste, de fato. triste porque as emoções dele são fundas, como um coração que emite um som de pulso mais alto que os outros sons durante momento de abraço. triste porque me deixou sem saída, a pensar nos limites tênues que a cidade coloca entre as pessoas. limites que se fazem e desfazem. é tênue o que me separa, na cidade, daquilo que eu temo; de fato, não nos separamos. então por que a cidade insiste em separar, se a cidade une, abriga, a todos, em seu território? por que nos sentimos distintos daquilo que de fato somos?

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