<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395</id><updated>2012-01-24T21:31:54.395-02:00</updated><category term='rascunhos literários'/><title type='text'>o limite da parabólica</title><subtitle type='html'>[[[[sobre curvas e capturas, interferências e sinais]]]]</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/'/><link rel='hub' 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começa, e com praia. estive no mar por duas vezes, pois também fui ao rio, ao evento que já é parte da minha agenda, o encontro de literatura contempoânea. cogitei ir para vários lugares, e só cogitei, porque estive-continuei em Itabira, ouvindo as vozes familiares, ouvindo os conselhos, ouvindo os pedidos de estar. dando aulas, que oscilavam em número e valor, pulando de turma em turma, quando deu, quando não deu, com e sem aborrecimentos, e também com tantas alegrias, amor criado e partilhado. lourenço, meu querido escritor, me acompanhou por mais um ano, e estive com ele a revisar, a re-revisar, a conhecer ilustrações, a opinar sobre capas. como eu gosto desse trabalho! pulei daqui-prali, fiz concursos. um deu, outro não deu, e assim foi. estive em ouro preto tantas vezes quanto quis, revi as pessoas, mas também o lugar. o sentimento de estar lá é encorajador e também nostálgico, contemplativo. quando me pego olhando ao longe e vendo mais o de dentro, eu paro, respiro, e mantenho o olhar, tento esmiuçar o que vem em seguida, cogito, repito, crio, invento futuros e desabo o presente. sim, estou. estou lá e aqui, estou em todos os lugares em que pode estar meu coração, as pessoas que desejo perto (e que de fato estão, elas sempre estão perto). cogitei novo curso, comecei um na educação (finalmente), e quero continuar a empreitada, voltar à universidade, embrenhar-me em literatura novamente. não a minha, mas a dos outros. para a minha, tive um propósito recentemente do qual ainda preciso costurar as beiradas. é que encontrei umas cartas, umas cartas bem bonitas, que um dia tiveram resposta. e será que eu, tantos anos depois, conseguiria reconstruir tais estórias? eu já fui tantas, agora eu bem poderia ser mais uma que olha a um si desconhecido, um si que ficou lá atrás, com seus quinze anos. um si que ainda me acompanha mas em nova modelagem. um si travestido. 2011 me desafiou olhar o passado e trazê-lo para o hoje, me reconstruir afetivamente. 2012 me desafia olhar o futuro, olhar lá adiante, lá onde eu nem sei que rumo tem, ou por que direção principia. e aqui estou, e o que faço? vejo a chuva, e reviso mais páginas: um diário.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-8141396683310873504?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/8141396683310873504/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=8141396683310873504' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/8141396683310873504'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/8141396683310873504'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2012/01/2011-um-ano-mais-de-estar.html' title=''/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-7749724237758368505</id><published>2011-12-16T10:20:00.002-02:00</published><updated>2011-12-16T10:24:08.927-02:00</updated><title type='text'>Viver de poesia, de Elisa Lucinda.</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px;"&gt;Há tanto o que fazer com a poesia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left" class="style4" style="font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px;"&gt;que eu quase não dou conta das tarefas.&lt;br /&gt;Trazê-la em estado de circulação&lt;br /&gt;é mais que assumi-la sangue&lt;br /&gt;de tanto me afundar no mangue&lt;br /&gt;decorei o caminho do emergir&lt;br /&gt;a volta do desmaio&lt;br /&gt;do cair em si em mi&lt;br /&gt;e mais todas as notas do percurso e escola.&lt;br /&gt;Há tanto o que transar com a poesia&lt;br /&gt;que tenho estado com ela sem nenhum projeto de anticoncepção&lt;br /&gt;falá-la então é o VT desse sexo explícito de procriação&lt;br /&gt;com direito a prazer e gozo em cada dobra de rima&lt;br /&gt;Trazendo-a em estado vivo exerço a alquimia&lt;br /&gt;de atropelar o efêmero&lt;br /&gt;com o doce trator da perpetuação&lt;br /&gt;agarrada aos motivos eternos&lt;br /&gt;dos versos que eu escrevi&lt;br /&gt;latejante exposição em estado de música e fotografia&lt;br /&gt;é o que faço aqui&lt;br /&gt;e aqui chego com meus cães:&lt;br /&gt;sigo tudo de acordo com as ordens do Deus poema&lt;br /&gt;que é o fiel domador.&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="style4" style="font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px;"&gt;Corro, sento, busco ossos&lt;br /&gt;e inda faço gracinhas&lt;br /&gt;elefante, golfinho, leão, macaquinho,&lt;br /&gt;sopro, tambor, teclado, cavaquinho&lt;br /&gt;vou bebendo vinho.&lt;br /&gt;Há tanto o que fazer com a poesia&lt;br /&gt;Há tanto o que namorar com a poesia&lt;br /&gt;Há tanto o que compreender com a poesia&lt;br /&gt;Há tanto o que viajar com a poesia&lt;br /&gt;que eu com esse excesso de bagagem&lt;br /&gt;passo na cara do vigia&lt;br /&gt;de mãos vazias.&lt;br /&gt;Mas tamanha é a magia&lt;br /&gt;que toda a muamba que ninguém via&lt;br /&gt;agora se esparrama no palco:&lt;br /&gt;ela rainha, galinha&lt;br /&gt;sambando no pedaço,&lt;br /&gt;minha rainha poesia&lt;br /&gt;e de salto alto.&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="style4" style="font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;(Rio, verão de 1991)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-7749724237758368505?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/7749724237758368505/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=7749724237758368505' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/7749724237758368505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/7749724237758368505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2011/12/viver-de-poesia-de.html' title='Viver de poesia, de Elisa Lucinda.'/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-7691410425694239554</id><published>2011-12-03T09:49:00.001-02:00</published><updated>2011-12-03T10:06:51.419-02:00</updated><title type='text'>Para ser reescrito.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa última noite carreguei os olhos, tirei-os da tomada e eles despejaram memórias, lançando-as ao travesseiro, à parede nua, remodelando a sombra do roupão que se projetava, no cabide improvisado no espaço mínimo. A porta triscou o piso gelado, enquanto eu entrava furtiva, madrugada pelo início, a encontrar o quente dos tecidos, e as sombras, e a parede nua, e o travesseiro. Mas vieram as memórias, impedindo-me o sono. Grande mistura de memórias, que por pouco não me tiram a razão. Pois o que eu via, feito Bandeira via o beco, era o branco, tanto encardido, mas não menos dolorido. O branco que inclusive se toca. Pois houve o momento em que eu beijava os travesseiros, e sentia que o branco começava, e ele se instaurou. O branco começa na falta. Estende-se ao estômago, que não come, mas se atiça. Se come, é pouco o gosto. Não descansa enquanto não torna o de dentro, o de fora, tudo, em imenso ele mesmo. Faz-se às cegas, e ordena que se tente preenchê-lo também às cegas, e em vão, pois o branco não nos permite ver, senão por meio de suas lentes que refletem, mas pouco mostram, e supõem olhos livres. Supõem. E o fenômeno que começa nos olhos vai até a ponta dos dedos, que parecem tocar, mas não alcançam. Que se antes falavam, balbuciam. Até a ponta dos pés, que parecem firmar, mas não se fixam. Que ensaiam o salto, mas se arrastam. O branco nada domina, mas cerceia a liberdade, a iniciativa, o pontapé. Oculta outras cores, que, de tão presentes nele, se fazem, também, branco. Escondi bem as orelhas, tapei os buracos do nariz: sem um pouco de ar, sem asperezas que não a própria vontade de voltar a ter ar. Tapei os buracos dos ouvidos: sem um pouco de som, os anseios por um gemido, uns passos de lagartixa, um voo de mosquito. Escondi bem os olhos: no obscuro de mim, afago o branco. E peço que venha a escuridão.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-7691410425694239554?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/7691410425694239554/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=7691410425694239554' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/7691410425694239554'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/7691410425694239554'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2011/12/para-ser-reescrito.html' title='Para ser reescrito.'/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-4097137892336647588</id><published>2011-11-26T17:21:00.001-02:00</published><updated>2011-11-26T17:37:56.861-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sim, Daniel, estou ranzinza. Cinza. Igual a tantos. É que chove dentro e fora de mim. É que chove muitas vezes por dia, e algumas vezes à noite também. Eu elaboro respostas e acho que as digo, mas não digo, e elas ficam assim comigo, eu achando que todos sabem, ninguém sabe. E volta a chuva. Mas isso é só um preâmbulo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O interessante de estar constantemente em estado de chuva é que se está sempre cheio de tudo. Umidade 100%. Mais interessante ainda é perceber blocos imensos de coisas pesadas, prestes a desabar, iluminando relâmpagos e atiçando barulhos. A chuva anuncia, chama, alerta. A chuva tem o poder interessante de seduzir uns que se molham a valer, se divertem, gargalham e soltam gritinhos, sentam-se por vezes nas escadarias de praças a esperar a enxurrada que teima descer as mesmas escadas, e a molhar os espaços entre a roupa e a pele, a parecer um banho forçado, que também pode ser sujo, fedido, sabe-se lá o que pode ter na água além de água!, e de espantar outros, que se protegem, muitas vezes em vão, sob superfícies pífias, tolas, mas também às vezes pink, ou xadrez, ou de cabo douradíssimo, lindo na promoção de quinze reais. Mas quando chovo prefiro um lugar único. Prefiro chover até encharcar, inundar, até não caber mais água. E me guardo, enxurrando demônios e angústias, a vê-los ocupando outros espaços, até que cesse a ventania. Mas qual, dura! Dura a chuva, dura a ventania. Tenho que prender fortemente os cabelos, para que fios teimosos não me irritem olhos e nariz, mas deixar os pés soltos, até que estejam à beira de congelar, e ver os movimentos de dedos e a pequena rachadura - sim, sempre há mais espaços a rachar - da unha teimosa que não sara, e cai, e cresce, e racha, dando novo formato ao dedo, nova impressão de branco. E chove. Chove sem barulhos externos. Chove o silêncio, com vontade. Chove o dia a cair, chove a impressão de fome, de fome de dias novos, de fome de outras tempestades. Chove a falta e a sobra. Chove até não mais poder.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que clareia é o sorriso cheio de margaridas, daquele jardim circular, das músicas dos &lt;i&gt;bítous&lt;/i&gt;. É.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-4097137892336647588?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/4097137892336647588/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=4097137892336647588' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/4097137892336647588'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/4097137892336647588'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2011/11/sim-daniel-estou-ranzinza.html' title=''/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-8375954034176936159</id><published>2011-11-04T19:27:00.000-02:00</published><updated>2011-11-04T19:27:48.567-02:00</updated><title type='text'>Na padaria</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-m-RjPAFYKCg/TrRYuSnn3wI/AAAAAAAAAV0/3p25WoUQUWY/s1600/617_ambiente1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="180" src="http://3.bp.blogspot.com/-m-RjPAFYKCg/TrRYuSnn3wI/AAAAAAAAAV0/3p25WoUQUWY/s320/617_ambiente1.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma padaria pode ser mágica. Entrei pisando duro, os joelhos rachados de tanto baterem rua afora, até que vi o sonho, palmo e meio além das bombinhas que eu já tinha escolhido desde o início da subida da rua. Um sonho de chocolate. Peguei um e meti-o entre as bombinhas, sujando as cebolinhas e os pedacinhos de presunto de chocolate. Foram-se logo as bombinhas, levíssimas, de uma massa molinha; regadas a acerola e aos barulhinhos dos que entravam, saíam, pegavam sacolas. E enquanto, já com o sonho em cheio, me peguei mordendo com cuidado, para sentir bem devagar o chocolate a rechear não mais o dentro, mas o fora do sonho, e meus dedos, escutava as perguntas vindas do balcão. Que diferença tem entre esse e esse? Qual o preço do brioche? Chegou a mortadela defumada? E peito de peru, tem? Aquele suco é de manga? Imaginei que delícia passar a tarde respondendo a essas perguntas, e a chamar a atenção para o delicado do açúcar que colocaram na cobertura dos bolinhos, e no desenho que alguém fez com a calda de cerejas, e o cuidado do traço do sujeito que escreveu "Parabéns" com letras e volutas para alguém que ele nem sabe que faz aniversário, e faz. Mas entra a menina, melindrosa, a pedir coxinhas, que a mãe, por sua vez, pede ao balcão. O que parece ser o irmão a acompanha, mexendo sem parar nas bochechas, feito uma casca de timidez. A mãe pede que todos se sentem, e sai a ver biscoitos de polvilho, enquanto os meninos dividem o salgadinho. Quando volta, o menino chora. Dói, mãe, ele diz, dói, 'tá doendo até agora. Mas dói desde antes de você ir ao dentista, Antônio! Dói porque você mesmo disse que no Mariano doeu, que no Glauber doeu, e aí é lógico que em você ia doer também. 'Tá, mãe, mas 'tá doendo muito. E a menina, a boca cheia de massa, fala segurando o guardanapo manchado de gordura. Ô, Antônio, faz uma coisa que eu aprendi: usa o antônimo. Qual é o antônimo de "Vai doer"? É "Não vai doer". Aí não dói. Entendeu?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Eu entendi.&amp;nbsp;É que na padaria, às vezes, a gente pode presenciar um momento de sabedoria.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-8375954034176936159?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/8375954034176936159/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=8375954034176936159' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/8375954034176936159'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/8375954034176936159'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2011/11/na-padaria.html' title='Na padaria'/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-m-RjPAFYKCg/TrRYuSnn3wI/AAAAAAAAAV0/3p25WoUQUWY/s72-c/617_ambiente1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-1163894397054360086</id><published>2011-10-29T12:02:00.000-02:00</published><updated>2011-10-29T12:02:51.948-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-ZVSyHFO49C0/TqwHUIsLHtI/AAAAAAAAAVs/ZewksP7dYDc/s1600/Bail_4cd1e499d68ce.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="223" src="http://4.bp.blogspot.com/-ZVSyHFO49C0/TqwHUIsLHtI/AAAAAAAAAVs/ZewksP7dYDc/s320/Bail_4cd1e499d68ce.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;eu não sou boa em artimanhas, nesses emaranhados do descobrir o que se...? quando muito, deixo algumas coisas por dizer, para experienciar o desdizer de que são capazes as palavras. quando muito. afora situações assim, digo logo, arredondado, embolotado, cheio de significados, prenhe de bofetões e carícias, subentendimentos - a habilidade, ou o efeito. e se assim o faço é porque acho mais bonito. assim, dizer e experienciar os efeitos do dizer: o modo, o entorno, os lábios e os ouvidos, a música, os sons sentidos. e gosto. o rubem alves andou dizendo umas coisas bonitas por aí, que me lembravam roland barthes, sobre o prazer do dizer, do ler, da experiência com a linguagem, bem bonito mesmo, para o dia da leitura, que já passou, sobre meninos que se encantaram com a odisseia. hoje não é mais o dia da leitura, assim como não é o dia de muitas coisas. mas é meu desaniversário, por exemplo. ou o seu, talvez. o de todos, quem teria nascido hoje? (não sei). e, pois é, eu sumi, como disseram vários, mas se sumi, por que estou eu aqui a escrever? para aparecer - apareci. chame-me o que quiser, aqui estou, a escrever o que me ocorre porque há tempos tenho mais ouvido do que falado, tenho mais lido do que tenho escrito. fiz uma prova que tratava justamente de sons e suas representações, e poetizei o dizer, não me aprovaram. lembrei uma história que ouvi, já deve fazer um ano, algo assim, do sujeito que poetizou a tese de doutorado, a banca de qualificação se descabelou (onde já se viu? na arquitetura!), e ele foi para Paris (Paris é uma festa) e por lá já não sei, mas imagino continue a poetar, para o desespero de quem o ler depois, lá na academia - que não é a de ginástica, senão um estica-puxar de teorias e remendos e parágrafos dependurados uns nos outros, para que se faça o que se quiser (sem poesia no dizer, crendeuspadre!). mas, aproveitando o assunto da academia, farei ainda até o início do próximo ano algumas ginásticas - a financeira, a do bom humor, a da br-381 e a da br-040 - para tentar alguma coisa que funcione - e estou tentando, sim, eu estou a plenos pulmões na subida da curva x recalculando trajetórias. bem, o que tenho já funciona, mas e... e... se eu voltasse a desarrumar tudo? e se...?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-1163894397054360086?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/1163894397054360086/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=1163894397054360086' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/1163894397054360086'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/1163894397054360086'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2011/10/eu-nao-sou-boa-em-artimanhas-nesses.html' title=''/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-ZVSyHFO49C0/TqwHUIsLHtI/AAAAAAAAAVs/ZewksP7dYDc/s72-c/Bail_4cd1e499d68ce.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-2498393377920549352</id><published>2011-07-22T11:09:00.000-03:00</published><updated>2011-07-22T11:09:04.918-03:00</updated><title type='text'>sopro tímido de voz.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;faz 38 anos Luiz Melodia lançou Pérola Negra. faz 6 dias o vi cantar. faz duas semanas eu fiz vinte e nove. ontem contamos até sete. sete meses. sobraram duas aulas por semana nesses 15 dias de recesso. há ainda várias páginas a revisar do livro novo do Lourenço, trabalho que faço devagar porque me sinto muito mal. fiquei dois dias sem tomar banho, porque me sinto muito mal, não quero estar limpa.&amp;nbsp;evidencio a sujeira para eu querer mais rapidamente me livrar dela, é uma estratégia.&amp;nbsp;faz uma semana recebi duas propostas ótimas de re-encontrar amigos via nossos escritos. não quis responder com aquela vontade sorridente porque não houve muito sorriso esses dias, porque me sinto mal. respondi que sim, palavra mágica e doce, que abre jeitos novos. mas um sim também pode ser muito pouco. disse um sim cinza, todo mundo já deve ter percebido. deixo o inferno em mim. escrevo em minúsculas porque a maiúscula é mais corajosa, estou um pouco escondida, sinto. li que saturno está por aí trazendo transformações, basta que decidamos por onde começar. bobagem. encontrei o livro da maria zilda, justo sobre o que eu queria e que ela não me dizia. boa bibliografia, mas sobre áfrica. mia couto, escritor que muito aprecio. mas eu trago aqui. trago fundo. trago noll e hatoum. trago esses sujeitos e seus lugares, minha falta de lugar colore o resto. chamei alexandre para rir comigo de meu projeto, isso deve acontecer, é o que eu quero que aconteça. mudar de lugar pode ser também endireitar essa poeira das prateleiras, os livros que se entortam em uma torre mal construída. ando mais parede rachada do que nunca. ainda bem não tenho visto tantas pessoas. recebi uma pilha de livros, coisa de que muito gostei, e fiquei uma pilha para ler todos, li dois, estou lendo. deu vontade de escrever. &amp;nbsp;me pediram textos, penso se ainda os tenho, se já me escaparam. ando sumida porque há muitas nuvens. tenho andado muito por uma cidade de que não gosto tanto, mas tenho andado. durmo pensando nos amigos, durmo pensando no que eles devem estar fazendo. estar. aquela energia de céu grande, e quase nenhum dinheiro, e conversas doidas sobre a vida, e mesa de petiscos. não quero esse passeio rouco de poucas conversas que valem a pena. não quero essa coisa cinza. o que me aquece é outra coisa. eu me aqueço é com liberdade. quero uma música, uma cerveja, e um poema. e quase nenhuma coerência. tenho ainda vários segundos, que poderei gastar como quiser. faz um minuto pensei uns versos de braços curtos e não pretendo encompridá-los. os próximos dias serão de palavras. mais dos outros que minhas. estou um ouvido aberto.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-2498393377920549352?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/2498393377920549352/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=2498393377920549352' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/2498393377920549352'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/2498393377920549352'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2011/07/sopro-timido-de-voz.html' title='sopro tímido de voz.'/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-5667928698137239214</id><published>2011-04-26T12:27:00.000-03:00</published><updated>2011-04-26T12:27:08.726-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-e1Xsbk9BvQE/Tbbj445OgwI/AAAAAAAAAU4/pxe6cXFSCDw/s1600/24042011383.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-e1Xsbk9BvQE/Tbbj445OgwI/AAAAAAAAAU4/pxe6cXFSCDw/s320/24042011383.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;há algumas noites, que não sei precisar, tenho tomado ciência (não sei se ainda aperto adoidado os dentes enquanto durmo, Fabrício disse que ainda um pouco, sim, mas estou em tratamento, ao qual não compareço há duas semanas, e gostei de não ter ido, dói menos, mas não sei se é por apertar ou não os dentes, tenho tomado ciência) de poemas inteiros indo e vindo à mente, versos que se desdobram em outros mais longos, e que encaixam e desencaixam, enquanto eu tento descobrir (e ainda não sei) se estou acordada ou dormindo. sei que havia umas palavras enlameadas de verdades, e outras coisas mais ou menos pegajosas, que não consigo recuperar, preciso, para essas coisas, de novos sonos, e novos sonhos. e tive muita matéria para sonhar nos últimos dias. é que sentimos juntos muitos momentos em luz baixa, baíxíssima, e comemos nos horários mais malucos, e dormíamos e acordávamos e saíamos e andávamos e víamos tudo. e nem estávamos tão longe. e vimos a água, andamos por entre as pessoas, e por entre nós mesmos. e percorremos trajetos tão bonitos e tão surpreendentes de tão simples para os olhos, e complexos para o sentir. ver é tão simples, mas perceber!? perceber, sim, sem educar os olhos, porque educar os olhos já é como vemos. temos que voltar à condição do neutro para podermos ver bonito, ver claro tudo. é que em "a paixão segundo gh" clarice lispector me disse duas coisas que quero comentar. que o estado de neutro, e que se deve buscar, é virgem de significado, é pré-significado, é o de antes, o sem palavra, o sem limite. mas se já é neutro isso não seria um limite? ah. e disse também que quando acontecem catástrofes, tristezas, coisas amargas, é porque o mundo e as coisas estão precisando voltar à condição de antes, de antes daquilo, de antes desse jeito, para ser de outro, de novo, ou ser igual, diferente. liberar os olhos para ver nos exige tanto, e nem deveria ser assim. é que esse estado de coisa neutra, de coisa sem nome que eu quero experienciar, acaba pedindo um nome, uma classe, uma categoria, um "curti" ou "não curti". mas por que não ser só experiência? por que a experiência tem que ter um nome, não pode ser apenas sensação? por que as coisas têm que significar pouco, como categoria, enquanto poderiam significar muito, como experiência? porque é um perigo. vejam o que digo: é um perigo a multiplicidade de olhares, porque pode fazer pensar. como é perigoso, isso. e como é lúcida clarice quando diz da volta ao de antes, da volta ao modo certa maneira harmônico, pré-catastrófico, de antes da queda, de antes do abismo. voltar não como um retrocesso, mas voltar como nova viagem, novo percurso que é, e que pode ser também perigoso. voltar para perceber as coisas de novo, e analisá-las, voltar para saber como ir. voltar que é também ir, ir a algum lugar. voltar pode ser grandioso. voltar pode ser sábio. eu voltei. ainda não sei como ir, mas tenho dado agulhadas. tenho ido, também, eu sei, porque tenho feito coisas. para algum lugar estou indo. estou em processo, estamos. e vi, sabem, vi uma máquina de ver. cheia de espelhos. e perdi os poemas todos do entressono, devem estar todos nos espelhos do meu vagar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-5667928698137239214?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/5667928698137239214/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=5667928698137239214' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/5667928698137239214'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/5667928698137239214'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2011/04/ha-algumas-noites-que-nao-sei-precisar.html' title=''/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-e1Xsbk9BvQE/Tbbj445OgwI/AAAAAAAAAU4/pxe6cXFSCDw/s72-c/24042011383.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-3183617409262882610</id><published>2011-04-18T17:59:00.001-03:00</published><updated>2011-04-18T18:04:58.542-03:00</updated><title type='text'>Hatoum</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-FTaKN0ebxuk/TayjH44CI0I/AAAAAAAAAU0/EETHvkwTRyc/s1600/milton-hatoum-1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-FTaKN0ebxuk/TayjH44CI0I/AAAAAAAAAU0/EETHvkwTRyc/s320/milton-hatoum-1.jpg" width="250" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Milton Hatoum é de fato um escritor fabuloso. Desde "Dois irmãos", que li primeiro, e depois "Cinzas do norte", e o que terminei hoje de manhã, "Relato de um certo oriente", ando impressionada. O último foi o mais colorido, o mais diverso, o mais sensorial, o mais complexo romance que li nos últimos meses. Lembro quando eu ia a biblioteca do ICHS e lá havia "As vozes do romance", de Oscar Tacca, único volume que (até aquele momento) se dedicava apenas a vozes, de fato, sem rumar para conversas discursivas, para as quais havia prateleiras e prateleiras. E eu procurava algo como "As vozes do romance" para entender a construção do romance, antes ainda de querer me embrenhar pelos campos dos significados. E ainda assim esse volume não resolvia o meu problema que, à época, era Cristóvão Tezza e o seu "O fantasma da infância" (e do C. Tezza também li um recentemente, que foi "O filho eterno", muito diferente de "O fantasma...", mas com boa trama e ritmo), e hoje lembrei de O. Tacca porque soube, assim que terminei a leitura de "Relato...", que ele também não ajudaria a explicar a multiplicidade que Hatoum apresenta. "O fantasma da infância" narra histórias fragmentadas, sob pontos de vistas de personagens diferentes, além do narrador. "Relato de um certo oriente" convoca uma narradora a inventar, imaginar um ponto de vista que narrasse aquilo de que ela não poderia se lembrar, e que faz parte da sua infância primeira, até os acontecimentos que ela não viveu (e por isso são convocadas outras vozes). É uma espécie de narradora/documentarista que ao final revela seu papel no romance, mas, como é uma construtora de tramas, e não exatamente se dedica a falar de si (assim eu imagino), não revela seu nome (e houve quem se aborrecesse com isso). O que eu tenho mais gostado ao ler Hatoum são as surpresas que ele revela, e sempre as há, até o final dos romances. E adorei a tarefa de terminar de ler um romance, voltar ao capítulo inicial, e enfim compreendê-lo. Seria essa uma marca do Hatoum ou uma marca de um editor? Bem, isso eu não sei responder. Mas é uma beleza de literatura. Vale realmente a pena conhecer Manaus e suas vozes, que Hatoum nos apresenta, e nos desconcerta, tamanha beleza exaltada diante de coisas tão rotineiras. Obrigada, Milton Hatoum, por encher de beleza meus olhos de leitora.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dos romances, lerei ainda "Órfãos do Eldorado" e o volume de contos, "A cidade ilhada".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Vale comentar (mais uma vez) que a Companhia das Letras ganhou uma fã da série Companhia de Bolso. O formato é excelente, Companhia! Faça sim livros mais baratos para nós, que gostamos tanto de ler!&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Mais um comentário: quem é leitor de João Gilberto Noll, como eu, não se aborreceria com o fato de uma narradora/embrenhadora de histórias que fala tão pouco de si mesma. Ver pelos seus olhos pode nos dizer muito mais, e eu acho que é assim que fez Hatoum.&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Só mais um: quando minha mãe viu comigo escrito em letras grandes um volume que trazia "Milton Hatoum", comentou: "É um de cabeça branquinha?". Eu disse "É". E ela, animada por reconhecer o nome: "Mesmo? Eu vi ele na televisão, no 'espaço aberto' , ele tem um jeito manso de falar...".&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-3183617409262882610?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/3183617409262882610/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=3183617409262882610' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/3183617409262882610'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/3183617409262882610'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2011/04/hatoum.html' title='Hatoum'/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-FTaKN0ebxuk/TayjH44CI0I/AAAAAAAAAU0/EETHvkwTRyc/s72-c/milton-hatoum-1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-7821911911554976589</id><published>2011-03-30T18:03:00.000-03:00</published><updated>2011-03-30T18:03:14.488-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rascunhos literários'/><title type='text'>um achado no final do caderno vermelho</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;quem me vê, vê também o tal caderno vermelho onde eu anoto tudo e depois sinto falta dos lápis de cor ou da função "localizar" para saber onde está o que. no fim de contas acho tudo, porque os registros ficam também nos resíduos das sensações do escrever, então se acha. acha-se muito, quando se escreve. acha-se por achar mesmo, sem muita preocupação com os outros. acha-se também persuadindo, fazendo-se presente nas impressões dos outros; o que, além de perverso, pode também ser bonito. pode ser lindo ser lembrado, mas também é solitária essa coisa do dizer. cria uma expectativa. se alguém diz, tem que dizer sempre, espera-se com entusiasmo a palavra, essa coisa de poeta é rara. mas sem tanta firula, permito-me dizer: abri o caderno vermelho na última página. e o que se segue foi o que eu achei. não sei ainda como separar linha-linha, mas depois eu edito. acho que eu queria escrever uma coisa lânguida, mas o que saiu foi língua.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;"Se por ora lírico, fora acidente:&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;as palavras escorreram, fugiram-lhe das mãos&amp;nbsp;e do controle do traço.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;Perdidas, ocuparam espaços antes brancos e delimitados - escorrendo-se&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;por eles,&amp;nbsp;num aspecto novo.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;E o poeta, pena, que poderia...? Assistir-lhes o risco e os deslizamentos. E&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;em aparente&amp;nbsp;descontrole, elas, palavras, deslizavam-se umas sobre as outras e misturavam-se - ao que ele, deslumbrado, espantava-se, fingido:&amp;nbsp;linda dança&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;das palavras, jamais repetida."&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;Vanessa sOares de pAiva. 5-6-10.&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-7821911911554976589?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/7821911911554976589/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=7821911911554976589' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/7821911911554976589'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/7821911911554976589'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2011/03/um-achado-no-final-do-caderno-vermelho.html' title='um achado no final do caderno vermelho'/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-551365650945645179</id><published>2011-03-19T13:56:00.000-03:00</published><updated>2011-03-19T13:56:45.695-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh6.googleusercontent.com/-3SYSoEDEsCw/TYTgHyLqBWI/AAAAAAAAAUU/Sq0vj3QrnvA/s1600/biutiful.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="https://lh6.googleusercontent.com/-3SYSoEDEsCw/TYTgHyLqBWI/AAAAAAAAAUU/Sq0vj3QrnvA/s320/biutiful.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;os tons dos dias têm sido pasteis de vento, com pouco gosto, uma angústia fina. assistimos a "biutiful", o último filme de alejandro iñárritu e acho que até hoje não consigo falar muito sobre ele. por isso mais pergunto que digo, mais cogito que afirmo. foi para mim um filme triste, apesar de não ser um filme triste, de fato. triste porque as emoções dele são fundas, como um coração que emite um som de pulso mais alto que os outros sons durante momento de abraço. triste porque me deixou sem saída, a pensar nos limites tênues que a cidade coloca entre as pessoas. limites que se fazem e desfazem. é tênue o que me separa, na cidade, daquilo que eu temo; de fato, não nos separamos. então por que a cidade insiste em separar, se a cidade une, abriga, a todos, em seu território? por que nos sentimos distintos daquilo que de fato somos?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-551365650945645179?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/551365650945645179/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=551365650945645179' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/551365650945645179'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/551365650945645179'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2011/03/os-tons-dos-dias-tem-sido-pasteis-de.html' title=''/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh6.googleusercontent.com/-3SYSoEDEsCw/TYTgHyLqBWI/AAAAAAAAAUU/Sq0vj3QrnvA/s72-c/biutiful.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-8622752811831082550</id><published>2011-03-03T19:32:00.000-03:00</published><updated>2011-03-03T19:32:44.457-03:00</updated><title type='text'>Moonage Daydream</title><content type='html'>&lt;div&gt;se ele me chama melindrosa, faço de conta que sei rebolar. grito, sapateio, defendo com marra porque assim eu sei pensar sobretudo o que amo. exijo, porque não suporto discursos vazios e palavras sem pretensão nem de voo nem de pouso. gosto das palavras que fazem desenhos porque ali, juntas, ocupam espaços, no ar, por terra, todo lugar é grávido de som-sentido. ele meneia a cabeça, diz eu sou difícil, eu sou teimosa, precisa nada disso, ô trem enjoado, eu sei, já me disseram isso. e daí? se quiserem brigar, juro que grito, desde o sonho: freak out in a moonage daydream. e se, desde o início, fosse preciso uma prova dos nove para saber onde é a dor?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;iframe width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/embed/p79JKclG-oc?fs=1" frameborder="0" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-8622752811831082550?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/8622752811831082550/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=8622752811831082550' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/8622752811831082550'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/8622752811831082550'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2011/03/moonage-daydream.html' title='Moonage Daydream'/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/p79JKclG-oc/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-4360471034346711749</id><published>2011-02-15T16:56:00.000-02:00</published><updated>2011-02-15T16:56:49.683-02:00</updated><title type='text'>saúde pública</title><content type='html'>1.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;descobre-se facilmente que se pode não simplesmente ofuscar-se com a vida, com a beleza do dia, com o claro dos dias de verão; ofuscar-se de puro e mágico encantamento, isso em estado puro é lindíssimo. mas não, não é nada disso: é que depois de todo esse tempo de expectativa de bem operar os olhos (ainda que os exercícios de operação de olhos sejam feitos e renovados a cada manhã, ou a qualquer momento, ou a cada nova maneira descoberta de ver as coisas, a veracidade tão opaca das coisas) aumentou o grau do astigmatismo e, se já havia problema com a percepção do limite das coisas, agora acaba de ser descoberto o seu agravamento.&lt;/div&gt;2.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;e quanto à sua cervical, menina!, minha filha!, como você consegue passar as noites se mordendo desse jeito a ponto de se doer toda - maxilar, dentes, gengiva, boca, pescoço, e pontos esparsos (que só quem sabe torturar conhece bem, mas esse é um comentário meu, não dela) sem se cuidar, travadinha desse jeito? nós vamos fazer raios-x, ver como andam suas articulações, ver o que é que está acontecendo com essa boca ótima, de dentes ótimos, com perfeito espaço e sorriso largo, mas de péssimo hábito - o de ranger dentes. você sabia, menina, que isso é um problema neurológico? há que se descobrir a origem desse problema, o que é que desencadeia o seu vício para, aí sim, tratarmos de maneira eficiente. (oh, céus, tenho um vício - e diagnosticado!)&lt;/div&gt;3.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;no raio-x a moça me alerta: se houver balas perdidas, agulhas, pedras, objetos pontiagudos e esquisitos de maneira geral, serão descobertos. as fotos ficam prontas amanhã. eu já sei de tanta coisa que passa na minha cabeça, e mais um monte que eu não posso identificar. mas será que algo ficou ali, alojado? ainda bem que existem máquinas de raios-x. e... incrível!: quando a máquina gira pela minha cabeça e registra as imagens, eu lembro os dispositivos do cérebro eletrônico de Alphaville, do Godard, indo e vindo, enquanto o protagonista é interrogado. minha situação ali é passiva, bem diferente da dele.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-4360471034346711749?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/4360471034346711749/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=4360471034346711749' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/4360471034346711749'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/4360471034346711749'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2011/02/saude-publica.html' title='saúde pública'/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-2700518803982290397</id><published>2011-02-12T16:42:00.001-02:00</published><updated>2011-02-12T16:42:38.407-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rascunhos literários'/><title type='text'>Aula</title><content type='html'>- Uma pulga! A gente viu uma pulga no microscópio! - e foi assim ela chegou do primeiro dia de aula. - Vimos as patas, as garrinhas... Depois foi apontar os lápis, achar um livro de geografia nas prateleiras, uma imagem do mundo. - Como é que se dispõem as partes de terra e as partes de água nessa bola que eu desenhei? Observa as linhas. - Onde é que ficam os pinguins? - Nossa, olha até onde tem gelo! Verificamos com gosto as cores. -Cuidado na hora de abrir, vão cair os lápis. - Eu sei! Quantas vezes eu abri caixa de lápis pra você? Pausa. - Ah, até que enfim. Eu precisava do amarelo para completar meu sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E muitas são as surpresas simples, as mais bonitas de ver, um orgulho só.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-2700518803982290397?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/2700518803982290397/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=2700518803982290397' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/2700518803982290397'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/2700518803982290397'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2011/02/aula.html' title='Aula'/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-2984175772118429024</id><published>2011-01-31T12:08:00.001-02:00</published><updated>2011-01-31T12:12:16.321-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rascunhos literários'/><title type='text'>erótica</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;... é que enquanto ele me dizia coisas, e me envolvia em bolhas de som e significado, me inclinava a alcançar seu peito e pelos&amp;nbsp;com meu mamilo, a perceber-lhe as curvas e as saliências, os pontos de maior calor, as ondas de perfume - a compreender o inclassificável da linguagem, numa cadência leve, bem leve.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;... e se eu o abraço fundo, parece mais que eu abraço a mim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-2984175772118429024?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/2984175772118429024/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=2984175772118429024' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/2984175772118429024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/2984175772118429024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2011/01/erotica.html' title='erótica'/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-2006735424814662513</id><published>2011-01-29T15:41:00.000-02:00</published><updated>2011-01-29T15:41:53.902-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na minha casa demorou muito a ter um aparelho que reproduzisse LPs. Ouvíamos fitas cassete e o rádio, que nos anos 90 reproduzia loucamente a dance music, e eu ligava, ligava, pedindo Guns`n`roses - e Axl Rose ainda era um cara bonito. Mas ouvir LP era muito diferente. Houve a vez em que troquei um cd do Raul Seixas pelo LP Led Zeppelin III, e voltei cheia de orgulho pra casa, a cogitar que ruídos viriam permear Tangerine, e eles havia. LP que sumiu depois de uma temporada na república em Mariana, assim como meu ímã de A clockwork orange, da geladeira de Juiz de Fora, e minha gata Nina. Lembro que na casa de Fu eu escutava a trilha de O mágico de Oz, The Wall e O papa é pop, indiscriminadamente: era meu gosto musical se formando, algo assim. Lembro que na casa de Fu descobri o que significava a palavra trottoir, li Christianne F. e parte da coleção dele de José de Alencar.&amp;nbsp;Fabrício tinha (e tem ainda) o GLM, que eu escutava, e também costumava trazer pra casa, além de Seventh son of a seventh son, que escutamos ontem mais uma vez. Meu primo Marcelo - que deve ou estar silkando coisas por aí ou em algum encontro de motociclistas, ou casou, não sei, sumiu - me mostrou o Simples de coração e um dia meu pai chegou em casa com Filmes de guerra, canções de amor. Numa viagem a BH com o pessoal da escola, voltamos gritando - e quando fui morar com a Flávia, até nos lembramos disso - &amp;nbsp;a letra de Ouça o que eu digo, não ouça ninguém - eu tinha 15 anos e escrevia poesia, e achava que Além dos outdoors era a minha música favorita, apesar de sentir ímpetos de chorar com Shine on you crazy diamond, Parabólica e Dia branco, também indiscriminadamente. Sweet begônia foi o nome de um projeto meu das aulas de informática e Parabólica está no nome desse blog, mas isso já foi contado em outra captura. Mas, sabem? Toda vez que eu ouço alguma coisa que me remete a histórias das mais antigas, a história volta inteira, e eu me emociono de novo - deve ser eu mesma me ressignificando, me atualizando, um f5 de estado emocional. A música faz isso com a gente, eu acho que até mais que os livros. Quando eu releio um livro ele me diz OUTRAS coisas, já sou eu nova leitora, a se impressionar de outros modos com as mesmas histórias, já percebidas por outros prismas. Mas se sou eu a ouvir o mesmo disco, se sou eu a relembrar as capas do Iron Maiden, quando eu passava e repassava procurando o símbolo da banda, ou tentava desvendar Todos os olhos, meu coração se enche de uma coisa misteriosa, coisa que sinto mas não alcanço, e meu corpo amolece inteiro. Eu recupero em emoção, emoção que já não posso mais tocar, pois meus dedos, esses sim, já caminhando para novas idades, apontam outras direções. Mas meu coração! Ah, coração, que me deixa tonta com suas guinadas pra trás e com o destempo que gasta a recalcular a rota pra dentro de mim. E eu me lembro. lembro ME. Coração que me mostra quem sou, coração despertado por outrem, por um som, um acorde, por um jeito de olhar as coisas que me lembro tão meu, e se eu não recuperasse isso, por pouco não perdia, ou me perdia, pra sempre. E se eu penso via coração, sinto que amor é algo como escutar a procurar ruídos - os próprios, os alheios - com agulha afiadíssima, ouvidos idem, e se encantar com tudo isso, com o amor, tanto!, de novo e de novo e de novo - e no intervalo entre um lado e outro, recuperar o fôlego.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-2006735424814662513?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/2006735424814662513/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=2006735424814662513' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/2006735424814662513'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/2006735424814662513'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2011/01/na-minha-casa-demorou-muito-ter-um.html' title=''/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-5733982709576123784</id><published>2011-01-21T11:33:00.000-02:00</published><updated>2011-01-21T11:33:19.843-02:00</updated><title type='text'>abertura</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TTmLFU-L-xI/AAAAAAAAATk/lDf6DJyZnhI/s1600/cubo+branco.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="297" s5="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TTmLFU-L-xI/AAAAAAAAATk/lDf6DJyZnhI/s320/cubo+branco.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;há tempos não pensava em flores, em coisas que desabrocham, perfumam, existem em beleza. há tempos não pensava em reparar gestos, em rodear a observar detalhes de gente. há tempos não pensava haver companhia para as coisas simples, fazer parte de rotinas, estar presente nos momentos miúdos, passar para dizer oi pessoalmente, não pelo orkut, facebook, email, sms, msn, skype. poder passar para dizer oi porque há proximidade, possibilidade, presença. isso. há tempos não cogitava a presença constante, sentimento de companhia, de pertencimento a um lugar, a um ser-estar. que coisa mais simples. que coisa mais bonita. que presença rica, cheia de importância, sem contar importância alguma! eis a vida, plena, tão aqui, cabível, se mostrando inteira, sem dúvida nenhuma, sem muito esforço. tão aqui!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-5733982709576123784?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/5733982709576123784/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=5733982709576123784' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/5733982709576123784'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/5733982709576123784'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2011/01/abertura.html' title='abertura'/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TTmLFU-L-xI/AAAAAAAAATk/lDf6DJyZnhI/s72-c/cubo+branco.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-9138433501012712490</id><published>2011-01-16T18:40:00.000-02:00</published><updated>2011-01-16T18:40:03.067-02:00</updated><title type='text'>flashes de janeiro</title><content type='html'>&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TTM7POmrtoI/AAAAAAAAASo/EAuu95LResM/s1600/100_1385.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TTM7POmrtoI/AAAAAAAAASo/EAuu95LResM/s320/100_1385.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Allyson, meu companheiro de viagem e amigo viajeiro de muitos anos, não caiu na tentação de olhar pra foto. Esse é meu motorista alto padrão! nosso plano era seguir até Dunas de Itaúnas, mas aí nós chegamos a Vila Velha, reencontramos as pessoas, a Ponta da Fruta, Juliana nos recebeu, e... acabamos ficando por lá.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TTM8jiWuxEI/AAAAAAAAASs/0DsU6Ht2wUY/s320/100_1353.JPG" style="margin-left: auto; margin-right: auto;" width="320" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;A gente esteve na praia de Bacutia, uma das que acho as mais bonitas da região. Essa praia, salvo engano, é parte da Enseada Azul, Nova Guarapari.&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TTM8jiWuxEI/AAAAAAAAASs/0DsU6Ht2wUY/s1600/100_1353.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TTM8jiWuxEI/AAAAAAAAASs/0DsU6Ht2wUY/s1600/100_1353.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TTNF6RqiLuI/AAAAAAAAATU/hUQFdeqKFsQ/s1600/DSC00299.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TTNF6RqiLuI/AAAAAAAAATU/hUQFdeqKFsQ/s320/DSC00299.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Companheiros de viagem.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TTM9Yu9jvKI/AAAAAAAAASw/Ip5nA9HF4JY/s1600/100_1357.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TTM9Yu9jvKI/AAAAAAAAASw/Ip5nA9HF4JY/s320/100_1357.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;A foto com o bombom é um clássico de quem vai a Garoto. A competição com as crianças para poder tirar a própria foto é feroz.&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TTM9587NTHI/AAAAAAAAAS0/5AapYxC1aPA/s1600/100_1363.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TTM9587NTHI/AAAAAAAAAS0/5AapYxC1aPA/s320/100_1363.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Encontrei Danilo e afinamos os projetos para 2011. Aquela velha conversa sobre a vida... e blá, blá, blá. Teve café, queijo, almoço e Brahma. Porque daquela porta pra dentro é um reduto de Minas Gerais em terras capixabas. E tiramos a seguinte conclusão: falar sobre a vida é remexer em baú de fundo fundo.&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TTM-ccPA7rI/AAAAAAAAAS4/b0Czmj1QPTQ/s1600/100_1366.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TTM-ccPA7rI/AAAAAAAAAS4/b0Czmj1QPTQ/s320/100_1366.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Esse foi um dos meus tons da viagem. Uma saudaaaaaade de quem ficou! E, chegando... uma saudaaaaaade da maresia...&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TTM-9qs8kZI/AAAAAAAAAS8/1AceEnKYA0A/s1600/100_1367.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TTM-9qs8kZI/AAAAAAAAAS8/1AceEnKYA0A/s320/100_1367.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Reencontramos Cíntia... no dia da moqueca da despedida, num lugar ótimo em Vila Velha.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TTNAFLxQ-8I/AAAAAAAAATA/kSgWOE4E_eo/s1600/100_1369.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TTNAFLxQ-8I/AAAAAAAAATA/kSgWOE4E_eo/s320/100_1369.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;E o casal dos velhos tempos se reencontrou também.&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TTNArrNnV3I/AAAAAAAAATE/ujKZNdhc3H8/s1600/100_1381.JPG" imageanchor="1"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TTNArrNnV3I/AAAAAAAAATE/ujKZNdhc3H8/s1600/100_1381.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TTNBWMEqg4I/AAAAAAAAATI/Y_fm2RR_Xc0/s1600/100_1383.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TTNBWMEqg4I/AAAAAAAAATI/Y_fm2RR_Xc0/s320/100_1383.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Tentei tirar umas fotos (e o carro em movimento) dos morros capixabas, antes da divisa com Minas Gerais.&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TTNMbt2Aw6I/AAAAAAAAATc/gcQ9hkuo930/s1600/DSC00330.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TTNMbt2Aw6I/AAAAAAAAATc/gcQ9hkuo930/s320/DSC00330.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Até que a gente achou esse lugar, que mais parecia Minas Gerais, com café e tudo. Mas ainda estávamos no Espírito Santo. O café de lá é uma delícia.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TTNDK9ZCMkI/AAAAAAAAATQ/4FqtXjXfbsU/s1600/100_1390.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TTNDK9ZCMkI/AAAAAAAAATQ/4FqtXjXfbsU/s1600/100_1390.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="font-size: medium; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Allyson aproveitou para meditar...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TTNSc9VeqyI/AAAAAAAAATg/H4gG6N0kZK0/s1600/DSC00341.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TTNSc9VeqyI/AAAAAAAAATg/H4gG6N0kZK0/s320/DSC00341.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;E eu viajei mais um pouco.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-9138433501012712490?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/9138433501012712490/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=9138433501012712490' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/9138433501012712490'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/9138433501012712490'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2011/01/flashes-de-janeiro.html' title='flashes de janeiro'/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TTM7POmrtoI/AAAAAAAAASo/EAuu95LResM/s72-c/100_1385.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-4618330975690849312</id><published>2011-01-16T16:34:00.000-02:00</published><updated>2011-01-16T16:34:55.165-02:00</updated><title type='text'>no flashback</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;para um flashback, bem, ainda dá tempo, porque só depois de uma viagem a gente afina as resoluções pra adiante. 2010 foi um ano meio tumultuado, sabem? primeiro porque eu deixei minha casa ótima em Ouro Preto - ótima até mesmo quando os pedreiros da construção do lado insistiam em dar bom dia, e eu tentava o gênero "nem aí", mas acabava dando risada (ps.: só a risada salva) - e voltei pra Itabira.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;daí em diante foi começar tudo outra vez, porque a casa nova me desafiou a me reconhecer nos objetos, nas coisas que trouxe, nas pessoas que reencontrei, nas velhas ruas da mesma velha cidade que não me emocionou tanto de pronto, de imediato. os noventa porcento de ferro nas almas perduram, mas a cidade! o teatro em que pouca coisa acontece, as pessoas que também dispersaram, uma cidade que vejo em sombras de coisas que já foram, e que não se renovou. ou que, para mim, não, não se renovou, não se ergueu em imponência, imponência que acho já sonhei, sim, devo ter sonhado, não há mais. minas há, minas há muita, meu coração é de minas, mas meu coração de itabira não se aqueceu em itabira, preciso admitir isso, para não achar que sonho, que me invento nesse meu sempre lugar, meu lugar de errância, lugar de minha identidade, lugar que me diz sim, eis a sua identidade, continue, erre, não permaneça. meu lugar é só meu porque me diz: siga.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ele disse, eu não ouvi. fiquei. mais para me provocar mesmo, mais para me encontrar, mais para desabafar, ou desabar, e desabei: em trabalho. trabalhei um monte, três escolas mais substituições, aulas esparsas, alunos particulares... ufa! e eu gostei. conheci alunos ótimos, pessoas incríveis, que me ensinaram muito. saímos até no Diário de Itabira, meu caríssimo Prof. Mário e eu, numa matéria sobre o enem, e me diverti muito ao ver as fotos. foi legal. foram várias aprovações, notas boas em redação, coisas assim que me deixam animada. e também com aquela velha sensação de inquietude. é, essa é bem velha. ainda mais depois que fiquei num vaivém itabira-ouro preto até sentir meu coração abandonado de novo, uma tristeza daquelas conhecidas.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;mas antes disso teve viagem a viçosa, para mais um concurso que foi por pouco, bem pouco, como costuma ser nesses concursos: 0,7 em relação ao primeiro lugar para uma vaga de prof. assistente do coluni/ufv. também brasília, de que gostei muito. brasília e aquele céu todo, lindo de morrer, coisa nostra. o concurso que fui fazer lá, bem... não deu certo. mas encontrei giu, alê, mermão... foi ótimo. teve viagem ao rio de janeiro, para um evento de literatura, para encontros literários, nada de velhos encontros. velho encontro rolou mesmo em são joão del rei, onde revi alex e atualizamos as histórias descabidas que bem sabemos contar. alex que esse ano foi candidato a deputado federal, meu queridíssimo amigo de tantas conversas desde os tempos de juiz de fora. não deu dessa vez, alex, vejamos as eleições municipais. mas são joão del rei também teve motivo literário, um evento excelente da ufsj, onde conheci éderson, um gaúcho que me atualizou a respeito de um dos projetos da furg que toca também a produção de joão gilberto noll, meu eterno intrigante escritor do meu personagem favorito: ele, sem nome, viajante, viajeiro, em trânsito. éderson que também escreveu um poema para mim, sobre jeitos de falar, de que gostei muito, e guardei.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;as intocáveis fizeram 14 anos, recebi minha homenagem pelos cinco anos de formatura, foi muito lindo e muito molhado, foram muitos chafarizes e muita bagunça, como sempre, e como sempre ótimo. ali sim muitos encontros maravilhosos, que tanto prezo, em minha eterna casa, minha querida república de mariana-mg.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;carlão fez 30 anos (das muitas festas de 30 anos que virão por aí, não é, amigos?) e estávamos lá, felizes da vida, comendo bombom aberto e lorotando até.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;fabrício me procurou, me achou, e nos achamos, mais de dez anos depois, e ainda estamos nos achando, porque essa vida é de eterno procurar e eterno aprender. mapeando bem as rotas, saberemos ser juntos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;2010, que começou em guarapari, terminou com chuva, e meu reveillon foi em itabira. aprendi uma receita de pão ótima (que prometi enviar a danilo) e também de lombo assado temperado com alecrim. queria que meu 2011 por completo tivesse gosto de alecrim e cor de laranja, para que muitas alegrias possam vir. e virão, eu sei, porque eu comecei esse ano rindo a toa e prometo continuar em estado de risada, e darei as mãos a todos que caminharem comigo, e a todos com quem eu puder caminhar.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-4618330975690849312?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/4618330975690849312/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=4618330975690849312' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/4618330975690849312'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/4618330975690849312'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2011/01/no-flashback.html' title='no flashback'/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-2828485414759939760</id><published>2010-12-19T15:52:00.000-02:00</published><updated>2010-12-19T15:52:53.520-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rascunhos literários'/><title type='text'>superviva</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;nas arrumações de domingo, encontrei uma folha solta de uma agenda de 2006, uma data e um poema. eram 10/01/2006, e o poema é o que segue, uma celebração ao verão:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TQ4-rk0gECI/AAAAAAAAASc/bV2QNlF5s94/s1600/P1020198.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TQ4-rk0gECI/AAAAAAAAASc/bV2QNlF5s94/s320/P1020198.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Superviva&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estive no sol,&lt;br /&gt;sei como é o sol,&lt;br /&gt;corri na areia e vi o final da tarde, o dia&amp;nbsp;caindo.&lt;br /&gt;Eu vi e digo que os raios podem também ser&amp;nbsp;azuis.&lt;br /&gt;Imagem sem reprodução, o ocaso é ao vivo:&lt;br /&gt;as cores do céu são difíceis de transformar em pintura,&lt;br /&gt;altura, racio-passio-nal.&lt;br /&gt;Superviva, essa idéia ampla de céu e cor.&lt;br /&gt;Salve a palavra mar, a palavra mar, que não precisa nada,&lt;br /&gt;é preciso só superviver,&lt;br /&gt;sol superviver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vanessa soares de paiva.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-2828485414759939760?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/2828485414759939760/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=2828485414759939760' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/2828485414759939760'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/2828485414759939760'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2010/12/superviva.html' title='superviva'/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TQ4-rk0gECI/AAAAAAAAASc/bV2QNlF5s94/s72-c/P1020198.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-9123616198119163042</id><published>2010-12-17T17:15:00.001-02:00</published><updated>2010-12-17T17:24:32.395-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ontem peguei a sessão de meia noite de Kramer vs Kramer. Mas aí o filme me fez pensar em alguma coisa que eu ainda não tinha pensado sobre ele, mas sobre a qual ando pensando (por culpa de Milton Hatoum): timing.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Meu irmão mais novo ri de mim porque depois que eu vi uma vez Project Runway eu vi outras vezes também. Ele se pergunta por que alguém como eu se interessa por isso, e quando eu digo "alguém como eu", não é menosprezando o pessoal da moda, mas é que eu não levo jeito para tecidos e sapatos. Primeiro porque eu tenho um pé - um não, dois pés - &amp;nbsp;42. Quem tem um pé, ou dois, com esse tamanho todo não se dá ao luxo de escolher sapato. Compra o que tem, ou o mais próximo do que intentava comprar. E quando eu vou a uma loja (especial) para esse fim acho ótimo. Primeiro porque nessa loja em que eu vou 36 não tem vez; segundo porque o vendedor sempre me diz: "mas veja bem, você tem pés finos, ficaram lindos", e eu amo o papo do vendedor; terceiro porque sinto que só lá tenho autoestima, hahahahahahaha. Para mim, quem calça até 39 é um abençoado - em qualquer loja acha tudo o que quer. Ah, e continuando o caso, é que eu sou bem desencanada para me vestir, eu uso sempre o mais confortável, e, se isso não acontece, logo me aborreço - e troco. O interesse por Project Runway é o seguinte: o sujeito tem que entender o tecido, o movimento que o tecido proporciona, com o que ele combina, escolher a cor, o formato e os cortes, os acessórios, pensar em conjunto, fazer acontecer uma roupa e ainda ter uma explicação para o que fez (bem, pelo jeito é para o que sobra menos tempo).&amp;nbsp;O caso é que, para o sujeito que cria uma roupa, bem, ele tem que imaginar também como ela vai ser mostrada, no caso, numa passarela. Que cores? Que cabelo? Que mais?&amp;nbsp;E isso me faz pensar a construção das coisas. Partir do tecido, ou de uma ideia, ou de uma modelo, ou de uma exigência, ou de uma experimentação de materiais, e criar um todo que faça sentido. Pré, durante &amp;nbsp;e pós criação. Isso me interessa bastante, e, claro, não estou pensando mais sobre roupas. Meu irmão vai continuar rindo, porque, por mais que eu explique, ele acha que é só uma coisa de mulherzinha que as mulherezinhas fazem, e pra ele deve bastar. Eu acho graça, ok, e mudo de assunto.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O caso de Kramer vs Kramer é que o filme tem um ritmo maravilhoso, bem equilibrado. O foco não foi exatamente mostrar a decepção do sujeito que perde uma causa em um tribunal. Não, não foi. Era o caso de mostrar, com os olhos e as cores tão opacas, que havia desejo, que não se realizou. Não se realizou? Que coisa maravilhosa. Porque tudo o que é de se descabelar é rápido: o encontro com Ms. Kramer, quando ela decide que quer a guarda do menino, a demissão de Mr. Kramer, a sentença do juiz. Mas o que importa é lento: a saída da mulher de casa, Mr. Kramer correndo com o menino para o pronto socorro, o olhar de Ms. Kramer enquanto o ex marido é interrogado, olhar de Mr. Kramer quando ela é a interrogada. E, juro, para mim, ainda, a melhor sequência do filme é mesmo ele correndo com o filho para o pronto socorro. É de arrepiar. Isso é timing, porque não é todo mundo que está preparado para contar uma boa história.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hatoum. É o primeiro livro (ai, que vergonha), que leio dele: Dois irmãos. Eu procurava Cinzas do norte, mas Dois irmãos era o disponível na Livraria da UFMG, e numa edição que achei o máximo, desde que li o João do Rio no mesmo formato, que é a de bolso da companhia das letras. Ah, companhia das letras, essa editora bem podia fazer livros mais baratos, as editoras todas, eu sei, são os atravessadores, a fila de distribuidoras, são os impostos, ah, é tanto!, e as pessoas leem pouco ainda. quem sabe bolsa livro?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas lendo Dois irmãos, que ainda não terminei, me ocorrem várias coisas. A que tem me deixado com coceira na nuca é o que o escritor põe em foco. Quem não quiser chamar escritor, pode chamar narrador, pode chamar voz. Ele parece um iluminador de palco que aos poucos mostra o caminho, mostra para onde devem ir os olhos e a imaginação do leitor. E umas coisas que parece vão explodir, ele simplesmente deixa pra lá, faz pouco caso descaradamente, elimina, pum, aconteceu, pronto, agora é outra coisa. e isso me deixa, como leitora, brava e inquieta: eu fico sem resposta porque... será que mais adiante haverá coisa mais bombástica? ou acaso haverá algo mais intrigante? caramba! é um romance e tanto, Dois irmãos. e a inquietação de leitora, palpite meu, é culpa do timing.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu sei que não tenho timing. Não sei contar uma boa história. Eu leio os poemas que escrevo e (ainda bem que deles o Luiz faz música, modifica) acho que os pontuaria diferente, lhes cortaria as pernas e poria braços no lugar, como é típico dos imaginativos, cismáticos feito eu. Um aluno meu disse que tem preguiça de ler as coisas que escrevo aqui porque são extensas. E na hora pensei: além de extensas, estendem braços e caminham para outras direções que não a inicialmente provocada. Sei que isso é um problema, ou pode ser um. Não me espanto, nem me aborreço. Eu gosto é de contar, ainda que histórias ruins.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E pensar Runway, Kramer e Hatoum num mesmo pacote pode até irritar alguém. Mas qual seria a nossa tarefa de observadores de coisas, se não perceber que além das maneiras inusitadas, individualíssimas, há &amp;nbsp;conjuntos, padrões, em tudo? Os estilistas de Runway querem mostrar-esconder, costuram, escondem arestas, Kramer quer e não deve querer, por que querer sozinho?, os personagens de Hatoum, Yaqub, Omar, Halim, Zana, são escondido-mostrados por um olhar de menino que ainda não se sabe, e nem ele sabe, filho de quem é, por que ali está, mas olha, diz, revela, esconde. continuo olhando, olhando muito. uma hora dessas eu vejo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;i&gt;ps. Ainda não comprei Cinzas do Norte.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-9123616198119163042?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/9123616198119163042/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=9123616198119163042' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/9123616198119163042'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/9123616198119163042'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2010/12/ontem-peguei-sessao-de-meia-noite-de.html' title=''/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-2883881097546314601</id><published>2010-12-07T19:12:00.000-02:00</published><updated>2010-12-07T19:12:42.165-02:00</updated><title type='text'>Love will tear us apart</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div&gt;Love Will Tear Us Apart&lt;/div&gt;&lt;div&gt;[Ian Curtis/Bernard Sumner/Peter Hook/Stephen Morris]&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;[Performed by Joy Division]&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;When routine bites hard&lt;/div&gt;&lt;div&gt;And ambitions are low&lt;/div&gt;&lt;div&gt;And resentment rides high&lt;/div&gt;&lt;div&gt;But emotions won't grow&lt;/div&gt;&lt;div&gt;And we're changing our ways&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Taking different roads&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Then love, love will tear us apart, again&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Love, love will tear us apart, again&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Why is the bedroom so cold?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;You've turned away on your side&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Is my timing that flawed?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Our respect runs so dry&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Yet there's still this appeal&lt;/div&gt;&lt;div&gt;That we've kept through our lives&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;But love, love will tear us apart, again&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Love, love will tear us apart, again&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;You cry out in your sleep&lt;/div&gt;&lt;div&gt;All my failings exposed&lt;/div&gt;&lt;div&gt;And there's taste in my mouth&lt;/div&gt;&lt;div&gt;As desperation takes hold&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Just that something so good&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Just can't function no more&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;But love, love wil tear us apart, again&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Love, love will tear us apart, again&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Love, love will tear us apart, again&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Love, love will tear us apart, again&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;iframe width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/embed/3Ii8m1jgn_M?fs=1" frameborder="0"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-2883881097546314601?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/2883881097546314601/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=2883881097546314601' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/2883881097546314601'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/2883881097546314601'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2010/12/love-will-tear-us-apart.html' title='Love will tear us apart'/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/3Ii8m1jgn_M/default.jpg' height='72' 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Programação todinha&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.baladaliteraria.zip.net/"&gt;AQUI&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Campos quis se definir, e citou E.E.Cummings, que disse certa feita ser um "small eye poet". A partir daí, criou a expressão que tenta defini-lo: "an ear eye poet, que faz poesia para ouver". Na mosca.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-6437069873345523069?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/6437069873345523069/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=6437069873345523069' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/6437069873345523069'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/6437069873345523069'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2010/11/no-principio-era-augusto-de-campos.html' title='no princípio era augusto de campos'/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TOx3guE5L0I/AAAAAAAAASY/eak9rpOZWnU/s72-c/100_1307.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-9169990128729803789</id><published>2010-11-23T23:56:00.000-02:00</published><updated>2010-11-23T23:56:48.920-02:00</updated><title type='text'>21 de novembro em flashes - Morumbi</title><content type='html'>&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-bottom: 0.5em; margin-left: auto; margin-right: auto; padding-bottom: 6px; padding-left: 6px; padding-right: 6px; padding-top: 6px; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TOxby_SMiGI/AAAAAAAAAR0/tfqexLMEjhM/s1600/100_1271.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TOxby_SMiGI/AAAAAAAAAR0/tfqexLMEjhM/s320/100_1271.JPG" style="cursor: move;" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="font-size: 13px; padding-top: 4px; text-align: center;"&gt;O pessoal.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-bottom: 0.5em; margin-left: auto; margin-right: auto; padding-bottom: 6px; padding-left: 6px; padding-right: 6px; padding-top: 6px; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TOxcZ4l9m9I/AAAAAAAAAR4/A81SYeUb-k0/s1600/100_1272.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TOxcZ4l9m9I/AAAAAAAAAR4/A81SYeUb-k0/s320/100_1272.JPG" style="cursor: move;" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="font-size: 13px; padding-top: 4px; text-align: center;"&gt;Na chegada.&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TOxhNUE2GTI/AAAAAAAAAR8/_abvegGTxK4/s1600/100_1273.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TOxhNUE2GTI/AAAAAAAAAR8/_abvegGTxK4/s320/100_1273.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Quase lá.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TOxjtKrnL9I/AAAAAAAAASA/3OKXG98uyiU/s1600/100_1277.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TOxjtKrnL9I/AAAAAAAAASA/3OKXG98uyiU/s320/100_1277.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;A chegada, bem tranquila. Pouco mais de seis da tarde.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TOxlnfqWHqI/AAAAAAAAASE/BAy9mmMnHJI/s1600/100_1278.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TOxlnfqWHqI/AAAAAAAAASE/BAy9mmMnHJI/s320/100_1278.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Vista da lateral do palco - nossa entrada foi pelo portão 2.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-bottom: 0.5em; margin-left: auto; margin-right: auto; padding-bottom: 6px; padding-left: 6px; padding-right: 6px; padding-top: 6px; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TOxpHkhs8kI/AAAAAAAAASI/5SPgjyWrzIs/s1600/100_1280.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TOxpHkhs8kI/AAAAAAAAASI/5SPgjyWrzIs/s320/100_1280.JPG" style="cursor: move;" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="font-size: 13px; padding-top: 4px; text-align: center;"&gt;Essa foi a visão do palco que tivemos.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TOxrOM7UZWI/AAAAAAAAASM/kquBCzu9cnc/s1600/100_1289.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TOxrOM7UZWI/AAAAAAAAASM/kquBCzu9cnc/s320/100_1289.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;calor do momento.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TOxtu3G6v-I/AAAAAAAAASQ/FkJc2o26MI4/s1600/100_1303.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TOxtu3G6v-I/AAAAAAAAASQ/FkJc2o26MI4/s320/100_1303.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Na saída. Dá pra sentir o calor do Morumbi?&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TOxutR1qmAI/AAAAAAAAASU/Mz3cGOINI-A/s1600/100_1305.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TOxutR1qmAI/AAAAAAAAASU/Mz3cGOINI-A/s320/100_1305.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Foto tirada às pressas, enquanto Bia gritava: "Não vai dar pra andar separado, não, senão cada um vai pegar o seu próprio táxi". Foi mais prudente ter uma foto desfocada do que discutir com ela.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-9169990128729803789?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/9169990128729803789/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=9169990128729803789' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/9169990128729803789'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/9169990128729803789'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2010/11/21-de-novembro-em-flashes-morumbi.html' title='21 de novembro em flashes - Morumbi'/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TOxby_SMiGI/AAAAAAAAAR0/tfqexLMEjhM/s72-c/100_1271.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-2772155928686653569</id><published>2010-11-17T10:34:00.000-02:00</published><updated>2010-11-17T10:34:03.865-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;hoje de manhã um filhote de andorinha invadiu meu pequeno espaço para toalhas e vasos de plantas. ouvi seu rumor de asas. insistente, insistente. continuei meu livro até me questionar: se eu leio sobre generosidade, por que não ajudaria o filhote a sair dali, encontrar a mãe? ele, que não come sozinho, ele, que ainda não aprendeu a voar? observei-o, alçava voos rasos. até que parou, andava por entre os diversos comprimentos de folha. tentei pegá-lo. resistiu, resistiu, mas não voou mais. o esforço era imenso, o corpo frágil. enterrei-o em um vaso desativado que, em definitivo, tornou-se sua casa. nem tive de pensar em esforço para não chorar, já tinha sido vencida. tão pequeno, as asas abertas para o nada.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-2772155928686653569?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/2772155928686653569/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=2772155928686653569' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/2772155928686653569'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/2772155928686653569'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2010/11/hoje-de-manha-um-filhote-de-andorinha.html' title=''/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-7482366621136328283</id><published>2010-11-17T10:26:00.000-02:00</published><updated>2010-11-17T10:26:15.462-02:00</updated><title type='text'>piada interna</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TOPJIGSZJQI/AAAAAAAAARw/fi6neXSLp2w/s1600/equilibrista.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="212" src="http://2.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TOPJIGSZJQI/AAAAAAAAARw/fi6neXSLp2w/s320/equilibrista.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;as pessoas nos querem por algum motivo. e muitas vezes demora a gente descobrir qual é o motivo nosso para querer os outros, para querer aquele quadro ali em movimento diante dos olhos naquilo que parece mais verdadeiro, e não em sonho, naquilo que tem de mais colorido, mais vivo, mais caloroso. às vezes, para os outros, à gente só basta estar ali, em presença, sem palavras. a presença seria, então, calorosa o suficiente para suprir lacunas e medos. suprir lacunas e medos, essa a tarefa do amor-presente? talvez não seja, não posso acreditar nisso. não nos suprimos, não nos completamos. vemos no outro um espelho nosso, vemos no outro um parâmetro para que possamos, em segundo movimento, nos perceber, isso, a nós mesmos. então eu vejo o outro e passo a me observar também, essa é uma lógica interessante sim. eu olho o outro, eu me olho. e entendo. o que vejo dos outros me faz construir meus próprios parâmetros.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;e eu dizendo assim posso parecer confusa, mas o que acontece não é isso. é uma sensação curiosa, que, em uma comparação meio confusa, essa sim, se tenta explicar no seguinte movimento: sem pensar o futuro, não pensou o presente: viveu-o como pôde. e, ao pensar o futuro, questionou o presente, abriu as comportas, e não comportou - nem tamanho susto nem tamanha quantidade de coisas. bonitas, sim, e a beleza foi exageradíssima. nunca tinha visto alguém que se assustasse com a beleza das coisas (que não fosse o poeta manoel de barros, essa a minha exceção). nunca tinha visto esse prodígio.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ontem abri as minhas comportas. exorcizei-me. meu cabelo ficou mais encaracolado, solto, com o tempo de tão fino e leve se levantou e voou em cachos. gosto quando fica assim, é justo quando não me preocupo em passar as mãos, prender em grampos, esconder-me. andei na chuva, corri para o cinema e vi um filme que todo mundo já tinha visto, mas porque precisava mergulhar-me em realidade em algum momento, pousar. sentei em roda em aula com alunas meninas tão cheias de ideias, mergulhei naquelas ideias ali bonitas ditas pelas mãos de fada das meninas jovens que se vislumbram mulheres quase, no caminho de. feito a Lua que, aqui em casa, ao pensar junto comigo, e dizer quase ao mesmo tempo, que não jogasse fora as cascas do abacaxi, que dariam bom suco; e ela me disse que pensar junto ao pensamento dos mais jovens nos faz mais jovens também, a felicidade da comunicação e do entrosamento faz a emoção dos dias. eu acredito nela, em sua bondade toda, imensa, eu acredito. andei, andei, comprei suspiros. fui à padaria e vi um moço bonito a esperar os fatiados. de pequena estatura, tinha escolhido mal o comprimento da gravata. vi também um antigo patrão que, em sua eterna timidez, que não mudara de dez anos pra cá, me cumprimentou de longe, baixou-levantou o rosto umas três vezes, falou uma palavra sozinho, outra para mim, e acenou, indo para o caixa. uns alunos que conheci em uma substituição de duas semanas numa escola daqui tomavam coca-cola na lanchonete próxima, me gritaram de longe, fazendo corações com as mãos (o coração que eu faço sempre parece que deu errado, não parece um coração, alguém precisaria me ensinar com paciência a fazê-lo), fiz um gesto de volta, fui embora rindo. ri, ri tanto, ri para mim, para os outros, que, claro, fiquei com dor de cabeça. serenidade é um inferno. voltei, desisti da aula de ioga de ontem (mas hoje juro, eu irei), comprei um salgadinho tamanho gigante, tomei um remédio para passar a dor e fiquei mastigando meu salgadinho, pensando justamente que as pequenas felicidades se fazem com o sim de todos os dias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;então, Deus, eu digo sim, digo sim aos dias, digo sim a todas as coisas que me disserem de amor. mas, sabe. não sei mais se acredito nas promessas de amor que, antes de tudo, são só promessas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;as pessoas nos querem por algum motivo. isso. aham. eu ainda não o descobri. e eu que pensei que fosse caminho, agora me sinto a própria encruzilhada. para os outros, não para mim. ou para justo aquele que, ao temer tanto o sim e a beleza, prefere o escuro das coisas, tudo aquilo que não se deixa ver. e se engole todo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-7482366621136328283?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/7482366621136328283/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=7482366621136328283' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/7482366621136328283'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/7482366621136328283'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2010/11/piada-interna.html' title='piada interna'/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TOPJIGSZJQI/AAAAAAAAARw/fi6neXSLp2w/s72-c/equilibrista.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-7800481191180878226</id><published>2010-11-10T13:48:00.000-02:00</published><updated>2010-11-10T13:48:26.220-02:00</updated><title type='text'>The Byrds-Turn! Turn! Turn!</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/G-PaJO0T5BQ?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/G-PaJO0T5BQ?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" width="425" height="344" allowscriptaccess="never" allowfullscreen="true" wmode="transparent" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-7800481191180878226?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/7800481191180878226/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=7800481191180878226' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/7800481191180878226'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/7800481191180878226'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2010/11/byrds-turn-turn-turn.html' title='The Byrds-Turn! Turn! Turn!'/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-1072482987216891872</id><published>2010-11-07T22:56:00.000-02:00</published><updated>2010-11-07T22:56:29.820-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;a mudança de hoje são objetos de prata: daqui para a frente, quero a minha proteção.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;um amuleto para a saga que é cada dia, sem muita explicação. não é assim que se acredita? &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-1072482987216891872?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/1072482987216891872/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=1072482987216891872' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/1072482987216891872'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/1072482987216891872'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2010/11/mudanca-de-hoje-sao-objetos-de-prata.html' title=''/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-5054388010174604047</id><published>2010-11-03T10:00:00.000-02:00</published><updated>2010-11-03T10:00:00.555-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na mesma página em que leio o verbo "transbordar", de um minidicionário que há tempos eu não usava, e que estava guardado em uma bolsa antiga, esvaziada porque já mofava por dentro e por fora, encontro o seu endereço e uma data, com a observação: neste CEP até primeiro de julho. Isso faz sete anos. Desde então penso que você já deve ter feito outros treinamentos e morado em outros alojamentos que não aquele, contratado serviços de operadoras telefônicas em áreas de códigos diferentes, feito contratos de aluguel em lugares inusitados, ou até mesmo que tenha morado sem contrato, feito eu morei uns dois anos, e ainda hoje, em acordo provisório, ou até mesmo que já tenha uma escritura ou algo parecido com isso, seu nome estampado em documentos. Penso ainda que você tenha visto variações de onça e macaco, ouvido uma infinidade de barulhos e silêncios e conhecido muitas coisas também. Assim, separados, nos tornamos adultos, imagino que algumas vezes mais felizes que em outras, e imagino também que muitas vezes imaginamos (porque eu imaginei) como seria se, por exemplo, pudéssemos vivenciar as imaginações um do outro. Mas aí imagino também que a página do dicionário fosse outra, e outros os verbos, em combinações diferentes de sintaxe e semântica. No fim de contas, somos as palavras que acumulamos, página a página. Somos nós também dicionários dos mundos. Dos nossos e dos outros.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-5054388010174604047?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/5054388010174604047/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=5054388010174604047' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/5054388010174604047'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/5054388010174604047'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2010/11/na-mesma-pagina-em-que-leio-o-verbo.html' title=''/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-7361387536607829711</id><published>2010-10-08T17:20:00.004-03:00</published><updated>2010-10-08T17:31:11.163-03:00</updated><title type='text'>parte rima em particípio.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;em minhas melhores lembranças, eu estava descabelada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;minhas maiores gargalhadas dei acompanhada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ando com saudade de uma vida desvairada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e ela não demora a voltar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;andei a ouvir poemas em bocas, descobri um primo aluno meu, andei pela noite e acabei voltando pra casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a ioga tem me mostrado como vão meus apoios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;posso dizer coisas sérias e com um tom adequado (por exemplo, em hiato há um hiato), mas sei que meus alunos já entenderam meus maus exemplos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;cu não tem acento, viado não dicionarizado é com i, não confiem na literatura, aquilo não é de verdade, esteja bem entendido, sabem o que efeito de realidade em literatura? nosso querido amigo é tão popular que vai ler um texto pra nós, já leram uma crônica cabeluda? arnaldo antunes e carlito azevedo são superlegais e a bertoleza, coitada, cortou as tripas, e guimaraens escreveu para uma noiva defunta (não, o defunto autor é outro).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ando com a cara, a coragem e a frase feita, estou sonolenta há duas semanas  e quero passar um weekend com você.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-7361387536607829711?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/7361387536607829711/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=7361387536607829711' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/7361387536607829711'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/7361387536607829711'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2010/10/parte-rima-em-participio.html' title='parte rima em particípio.'/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-3805683588916062266</id><published>2010-10-08T16:50:00.003-03:00</published><updated>2010-10-08T16:54:03.909-03:00</updated><title type='text'>a la twitter, lembrando caion</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;agora entendi o que é estar aos 48 do segundo tempo suando em bicas (tá calor, tá calor!) com mais um monte de aulas pra dar num pré-feriado (amanhã é aniversário de Itabira), parar, ouvir los hermanos e lembrar o que caion dizia: deixa a gente entusiasmado pra caralho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;bem, o palavrão é cortesia da casa, nem precisávamos dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e se fosse o caion dizendo seria: entusiasmaaaaado pra caraaaaaaalho!!!!!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-3805683588916062266?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/3805683588916062266/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=3805683588916062266' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/3805683588916062266'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/3805683588916062266'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2010/10/la-twitter-lembrando-caion.html' title='a la twitter, lembrando caion'/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-6448310314294441131</id><published>2010-09-24T13:17:00.004-03:00</published><updated>2010-09-24T13:26:56.082-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TJzQKxiURgI/AAAAAAAAARg/CrE-Ms_7-PI/s1600/100_1206.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TJzQKxiURgI/AAAAAAAAARg/CrE-Ms_7-PI/s400/100_1206.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5520516126763927042" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-large;"&gt;&lt;b&gt;Parte um – manhã de terça.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Quando cheguei à cidade do Rio eram cinco da manhã. Procurei um café preto e sentei para ler o que trazia comigo: uma cópia da dissertação. Pensei: que resumo mesmo foi o que eu enviei? Procurei entre os papeis, encontrei: era um resumo que envolvia pelo menos uns dois capítulos da dissertação, com o que parecia haver de mais razoável deles. Gostei do resumo, eu que não lembrava mais o que tinha enviado para o evento. Café a postos, sentei-me num ponto a meu ver muito bom para a observação, reli os capítulos saltando parágrafos – sem os saltar de fato, mas era algo que acontecia porque eu era atormentada pelo pensamento de que, fora do ambiente ordinário de todos os dias, é possível concentrar-se de maneira distinta, mais atenta (eis que assim eu própria me mentia). Percebi um moço sentado mais à frente que vez em quando me observava. Parei a leitura para ver se de fato eu o conhecia. E é engraçado isso também, a necessidade de, estando em outro lugar, encontrar alguma coisa que nos remeta a nós mesmos, em lugar anterior àquele. É um movimento interessante, se se pensar que é preciso mudar de lugar, pela inconstância mesmo, e pela necessidade de buscar outra coisa (ah, Dulce Veiga) mas que, ao mesmo tempo, quer-se um lugar para chamar de próprio – e poderiam ser muitos os lugares próprios. Ah, e não, não parecia ser um conhecido o moço do café da rodoviária – mas ele parecia muito um moço que estuda (estudou?) no ICHS, na História, se me parece. E naquela hora pensei que de repente ele me observava por causa da minha mania boba de rir sozinha – às vezes de falar também. Podia ser.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Dentro do primeiro ônibus, arrumo companhia para o segundo café, e o mais engraçado do dia, acompanhado agora de pão de queijo, já no prédio da Letras. É Antônio Carlos, funcionário da UFRJ, que veio com tudo e com todas as cantadas possíveis – a melhor delas foi: sabe que eu sempre tive namoradas mais altas do que eu? Autopromotor de si mesmo (haha) em elevadíssimo grau, e falastrão como muitos cariocas que eu conheço, Antônio Carlos falou pra mim que, ainda que eu não desse meu telefone para ele, ele ia ver na programação do evento o meu nome completo e ia me procurar no Orkut.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;Essa devia ser uma ameaça, que eu respondi coma boca cheia, típica de quem não vai falar naquele momento. E ri muito com ele, que apertava os olhos pra falar comigo, e ajeitava os óculos escuros na testa. Ele me contou histórias de várias mulheres com as quais ele já tinha saído, e eu ouvia com gosto, dando vários palpites – do porquê de a modelo fotográfico tê-lo trocado por outra moça mais jovem, da moça loira que foi embora pra Bahia, da outra que pagou a faixa preta de judô pra ele (e ele que não tinha o menor jeito de quem luta judô, ainda mais faixa preta). Agora imagine tudo isso contado com aquele sotaque arrastado. Adorei conhecê-lo porque ele falou tanta bobagem comigo que eu até dei uma relaxada, eu que tinha viajado a noite inteira – e, claro, aproveitei o café, tomado em espaço aberto, antes de entrar no prédio da Letras. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-large;"&gt;&lt;b&gt;Agora sim o evento&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Era o I Encontro do Fórum de Literatura Contemporânea da UFRJ. A primeira mesa da manhã me deixou eufórica. A segunda, emocionada. O intervalo entre elas, animada e decidida: acho que meu lugar de pesquisadora está ali.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A primeira mesa teve como título “Da ficção do século XXI”. Soube que há uma professora da UNICAMP que estabeleceu uma tipologia para a literatura brasileira contemporânea, e depois vou pesquisar a respeito. Essa tipologia divide as obras de acordo com as seguintes temáticas: mistério, amor, urbana, política, drama familiar, autobiografia, homenagem. Não sei o porquê de se precisar isso, mas parece que esse trabalho foi feito juntamente com uma professora francesa, essa si m presente no evento, que falava em um português excelente (que vacilou apenas na pronúncia da palavra “êxito”, quando ela disse um “e” aberto). Essa professora falava sobre as traduções da literatura contemporânea brasileira na França. Ela disse ainda que o que tem sido estudado em termos dessa literatura na França é a relação entre as figurações da cidade/paisagem, e da paisagem/problemas urbanos, em escritores como Daniel Galera, Ajzemberg, Bonassi, Evandro Ferreira, Marcelo Mirisola – esse último malvisto, dada a sua predileção pela linguagem chula, que os franceses não admiram muito. Ora, ora. Mirisola, associado a Nuno Ramos, foi tema da segunda comunicação da mesa, que estabeleceu um ponto de vista que achei muito bom: o de se pensar a cultura contemporânea a partir do conceito de abjeção, presente em Bataille e Kristeva. Outra comunicação tentou estabelecer o roteiro que levou a literatura nossa a ser o que é hoje, dos anos 70 pra cá (movimento que Flora Sussekind já fez muito bem, em “Literatura e vida literária”), incluindo autores que Flora Sussekind não incluiu, mas sem lhe alcançar o brilho.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;E a última comunicação dizia respeito ao estudo de três romances de Rubens Figueiredo, ex-aluno da UFRJ, que ainda não li. Achei interessante o fato de um professor estudar a obra de um ex-aluno. Normalmente o que se vê é o contrário.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Da segunda mesa, “Da atualidade da poesia”, sou obrigada a citar nomes, porque o encontro de Eucanaã Ferraz, Antonio Cícero, Chacal e Heloisa Buarque de Holanda para mim foi inédito e emocionante. A conversa foi deliciosa. Estou com os flashes todos muito vivos ainda comigo. A palavra precisa de performance. Performance para soltar a palavra – seja pela mídia, seja pelo corpo. Se já me roubaram o marginal, agora me roubam o CEP. Quem tem capa dura e folha de guarda luxuosa é clássico. Quem faz livro de memórias, então! Os anos 70 trazem e não trazem saudade. O século XXI é o século da palavra. O melhor momento da cultura brasileira é sempre o hoje. Tudo demorou muito até que publicasse. Às vezes é tudo muito lento mesmo. O processo de entendimento das coisas não vai deixar de ser um processo individual. Corpo é carne e tempo. Literatura é forma e reflexão, sem engajamento, e entendimento e imaginação, como propôs (o último par) Kant.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Da manhã, guardo com uma confiança que ganhou um ponto os olhares e dizeres de Angela e Tania. É uma certeza misteriosa, mas que não deixa de ser certeza, a de que encontrei possível interlocução. Da comunicação que apresentei, guardo com vigor as palavras de Paulo César, Daniel e Rosa. Do valor da pesquisa até o momento em que ela parou (porque é preciso parar em um momento, senão o mestrado é eterno). Do apoio para continuar a pesquisa no RJ. Do ânimo para projetar o ano que vem como o ano de pensar o projeto. E gostei. Voltei eufórica.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TJzQ2URlaRI/AAAAAAAAARo/bKKR8EzAbZ0/s400/100_1207.JPG" /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Saí do RJ rumo a JF. Fiquei na pousada de uma outra vez, no pé de uma das entradas da UFJF. Tive o banho sabotado pela energia que caiu, e o terminei no frio mesmo, o que deu uma energizada e ao mesmo tempo uma relaxada que me botou pra dormir. Dia seguinte, entreguei os trabalhos, mas não senti nada. Peguei meus comprovantes, agora sim oficiais, da defesa, quase um ano depois. Não senti nada. Fiquei foi com uma vontade de ir logo embora. Peguei meus livros de volta, um material que estava por lá. Revi os espaços que outro dia comentei aqui, o Palace tá revitalizado, o Mascarenhas iluminado e a Halfeld cheia de gente. Não senti alívio, raiva, alegria, nada. Só vontade de continuar viagem, e um cansaço dos dias anteriores.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-large;"&gt;&lt;b&gt;E hoje faz um ano.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; Um ano desde a defesa. Um ano vivendo uma espécie de mágoa, orfandade, tristeza. Tudo isso que agora pretendo reverter em forma de continuidade. Continuidade de algo em que pode ser até que a banca não acreditasse, mas agora achei quem. Achei por onde. E vou continuar. Porque acredito. E encontrei ouvidos, e mãos estendidas. Que dependem, não menos, de meu próprio esforço. Eu sei. Eu sei. Eu sei. E hoje não tenho mais medo. Amanhã não sei.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;E para todos nós, Antonio Cícero:&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;line-height: 18.0pt"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;O PAÍS DAS MARAVILHAS&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;line-height: 18.0pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif; line-height: 16px; font-size: large; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;line-height: 12.5pt"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;Não se entra no país das maravilhas&lt;br /&gt;pois ele fica do lado de fora,&lt;br /&gt;não do lado de dentro. Se há saídas&lt;br /&gt;que dão nele, estão certamente à orla&lt;br /&gt;iridescente do meu pensamento,&lt;br /&gt;jamais no centro vago do meu eu.&lt;br /&gt;E se me entrego às imagens do espelho&lt;br /&gt;ou da água, tendo no fundo o céu,&lt;br /&gt;não pensem que me apaixonei por mim.&lt;br /&gt;Não: bom é ver-se no espaço diáfano&lt;br /&gt;do mundo, coisa entre coisas que há&lt;br /&gt;no lume do espelho, fora de si:&lt;br /&gt;peixe entre peixes, pássaro entre pássaros,&lt;br /&gt;um dia passo inteiro para lá.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; font-family: Arial, sans-serif; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; font-family: Arial, sans-serif; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;A cidade e os livros. Rio de Janeiro: Record, 2002&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-6448310314294441131?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/6448310314294441131/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=6448310314294441131' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/6448310314294441131'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/6448310314294441131'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2010/09/parte-um-manha-de-terca.html' title=''/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TJzQKxiURgI/AAAAAAAAARg/CrE-Ms_7-PI/s72-c/100_1206.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-8118786459243051370</id><published>2010-09-19T16:59:00.002-03:00</published><updated>2010-09-19T17:44:36.882-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TJZ2DS-VkxI/AAAAAAAAARY/x6Atf-9grJY/s1600/confusao_com_orquideas_by_acida.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TJZ2DS-VkxI/AAAAAAAAARY/x6Atf-9grJY/s400/confusao_com_orquideas_by_acida.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5518728192394105618" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;droga de encadernação que não sai. e até que seria divertido enfileirar tipos e grudá-los na capa azul marinho da liberdade igualdade fraternidade. qual era vermelha, branca e azul? a fraternidade, acho, era vermelha. devo ter errado, mas eu falava em liberdades. que minha cabeça me enche mais o saco que o resto do corpo. mais que o nariz que tá pior que tudo. o chá de limão ajudou, mas e o tempo seco? e a poeira danada que parece aumentar a cada tremelique da casa, seja o trem de ferro, seja detonação? e brrrrrr, treme janela-racha parede. tá uma poeira doida. não há água de mangueira que ajude o suficiente. respirar tem sido difícil, imagine sossegar a cabeça. preciso (isso eu sei faz um tempo já) resolver juiz de fora para seguir adiante. por enquanto sigo adiando. a ficha catalográfica demorou horrores, porque a revisora não liberava as pré-textuais de jeito nenhum, ela esperou eu fazer as alterações no formato de todo o texto, pra poder me mandar as pré-textuais (ok, ela estava certa), e foi só assim eu pude pedir a ficha catalográfica - e quem é que leva a bronca por causa da demora entre uma resposta e outra, entre uma orientação e outra? eu. agora saiu, ok, mas aí foi o menino da encadernação pra me aporrinhar mais um dia, mais dois, mais quantos? que coisa. e aí deixo de ver o outro menino (esse sim, mais querido) porque fiquei de castigo esperando o serviço. e aí a orientadora acha que estão comigo uns livros que não estão. e os dois que de fato estão ela não colocou na lista. claro que tinha que ser assim. claro. faz quanto tempo não vou a jf? um tempão. outro dia vi umas fotos da cidade, a respeito de um evento de cinema por lá. deu saudade do palace, cinema de que poucos gostavam (eu gostava demasiado) e houve que dissesse que aquele espaço todo seria excelente pra uma loja de sapatos. lembro de um sujeito (deveria ter tirado uma foto) em uma das sessões de sábado (uma das sessões gratuitas do clube do professor) dizer que aquela sessão estaria suspensa por um período, até os mantenedores decidirem o que fazer com o cinema. bem, o palace ainda está lá. cinema de centro de cidade, sabem, uma coisa linda, uma beleza. sala grande, cadeiras vermelhas. o lugar que eu mais frequentava era lá, mais que as calçadas do jazz do espaço mascarenhas, e as perambulações sebo a sebo do centro e os calçadões da são joão e da halfeld. esfihas maravilhosas. jf é uma grande mistura, e no meio disso muitos árabes e de arredores, bairros de alemães (um em especial se chama borboleta), coisas assim. algumas vezes eu sentei no parque halfeld com minha mochila e os velhinhos do parque faziam cara feia pra mim, e tempo depois eu descobri, quando um veio falar comigo: achavam que eu matava aula. aliás, tem mesmo uma escola bonita ali na rio branco, uma escola num prédio antigo, bem bonito, acho que era dulce (ou denise) que dava aula lá. e havia também as sessões de cinema da funalfa, sempre havia fila, sempre bons filmes. vi várias sequências de robert altman por lá. uma vez teve um professor da psicologia que veio falar comigo, e tudo em inglês, eu fui conversando com ele, e depois de umas cinco frases, falei em português: isso é uma brincadeira? ele riu. tem gente que demora mais a descobrir, ele disse. seria um teste? um dia ainda estudarei psicologia. mas por enquanto deixa eu ir lá ver se meus livros estão prontos e deixa eu ir lá a jf entregá-los logo, e deixa eu ir lá ao rj apresentar mais um texto, e depois eu contarei o resto. não vai dar pra passear muito, e eu ando meio de saco cheio, e mal humorada. hoje o cachorro arranhou toda a minha perna, sangrou em dois pontos diferentes. na coxa direita ficou um desenho de um "k". depois disso, me senti melhor. precisava de alguma ferida de domingo. ouvi aretha franklin e quando tocou a primeira música (since you`ve been gone - sweet sweet baby) e aretha franklin canta babe, babe, sweet babe, minha mãe me diz "era a música?"e morre de rir, achando que era eu cantando pela casa. não teve melhor pra rir. ah, mãe, se eu cantasse bonito feito a aretha franklin... fiz beijinho (o doce com coco e cravo), vim pro quarto, descobri que tá tudo desorganizado demais, tá uma bagunça, e aí entendo muita coisa, como eu fico ansiosa, nervosa, olha só a bagunça por aqui, tá tudo misturado, os livros gostosos e os livros de trabalho, os livros gostosos de trabalho, tudo, tudo doido. dá vontade de sair por aí andando. mas ainda bem que toca "flying" (agora do magical mystery tour, porque tudo acaba em beatles), pra me fazer mudar de idéia. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ps. sexta feira revi tão longe tão perto, de win wenders. como eu gosto dos filmes dele. obrigada, win wenders, por fazer um filme em que um anjo caído se emociona ouvindo lou reed. obrigada, deus, por existir lou reed, george harrison, jimi hendrix e o johnny depp, que, dos canônicos, é o mais bonito. obrigada também, deus, por existir a estrada, as saídas e as entradas. e os encontros. e a saudade, que dá aquela ferida necessária para  a compreensão das coisas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-8118786459243051370?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/8118786459243051370/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=8118786459243051370' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/8118786459243051370'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/8118786459243051370'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2010/09/droga-de-encadernacao-que-nao-sai.html' title=''/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TJZ2DS-VkxI/AAAAAAAAARY/x6Atf-9grJY/s72-c/confusao_com_orquideas_by_acida.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-1369050120832564939</id><published>2010-09-13T00:09:00.004-03:00</published><updated>2010-09-13T00:56:53.654-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI2fsQaW8DI/AAAAAAAAAQw/ccRSawywVV4/s1600/quartodesamparo.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 282px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI2fsQaW8DI/AAAAAAAAAQw/ccRSawywVV4/s400/quartodesamparo.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5516240701267308594" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;danilo e eu nos encontramos em mariana. ele havia se mudado um ano antes de mim, frequentava a minha casa bem antes de eu ir morar lá. nossos amigos daquela época são ainda nossos amigos, das histórias mais malucas e mais emocionantes. ensaiávamos versos, pensávamos a vida em música. fora isso, muito trabalho, dentro e fora da universidade, porque esta não nos bancava a vida que, apesar de barata, para nós, que pouco tínhamos, sempre foi muito cara. e muito cara também em importância, que não tem a ver com dinheiro. muito cara por tudo o que foi aprendizado e por tudo o que foi cabeça rachada na parede dura, que talvez até ensine mais. danilo experimentou e testou seus versos em barulho branco, cujo barco branco na capa branca já sinalizava as ondulações e as persistências. depois sinalizou a possível publicação de qu4rto desamp4ro. antes disso, quando o vi, talvez pela penúltima vez, disse a ele: acho que você anda muito sinestésico. brindamos. a última vez que o vi, disse a ele: até agora o que eu mais gostei foi do seu novo título, qu4rto desamp4ro. era tudo o que até então sabia: o título. rimos, e, conforme a tradição, estávamos de novo a beber. e ele me disse que tinha um segredo a me contar, um segredo que dizia respeito a vários de nós, amigos desde os nossos momentos de mariana, desde os idos de 2000, 2001: ele nos havia dedicado o seu livro. confesso que quando vejo meu nome parece-me mais um outro sujeito que se chama como eu, o que não é espantoso. mas quando o vejo e o revejo e o vejo em conjunto com nomes de pessoas tão queridas, sinto-me prenhe de orgulho. um orgulho que se deixa escapar, bem devagar, sem preencher, por isso mesmo, espaços muito grandes. e também por isso sinto que é um orgulho bem mineiro o que sinto desses escritos do meu amigo também mineiro, que por ora escreve de terras capixabas - uma quase extensão de minas gerais, conforme aludimos, por gostarmos tanto de lá. as cores de qu4rto desamp4ro são mesclas de coisas que vemos e sentimos - sim, danilo anda mesmo sinestésico - e são muitas. os textos colorem e descolorem ao gosto desse escritor que gosta mesmo é de experimentar, e nos leva com ele, nessa irresistível companhia, para os desfalecimentos das relações entre as paredes do quarto-sala, para a imobilidade das extensões das paredes que sufocam e também chamam à vida, para a voluptuosidade das formas ao sol, fora do quadrado-desamparo, a um mais amplo, ao ar livre - mas que também é extensão, também sufoco, também parede, como não deixaria de ser. aguardamos para breve a versão impressa, essa é a nova promessa - e, quando nos encontrarmos, agora pós-leitura, prometo-lhe nova frase. e novo brinde.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;até lá, obrigada!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;Link para &lt;a href="http://quartodesamparo.blogspot.com/"&gt;Download de Qu4rto desamp4ro&lt;/a&gt;, de Danilo Barcelos Corrêa&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-1369050120832564939?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/1369050120832564939/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=1369050120832564939' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/1369050120832564939'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/1369050120832564939'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2010/09/qu4rto-desamp4ro.html' title=''/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI2fsQaW8DI/AAAAAAAAAQw/ccRSawywVV4/s72-c/quartodesamparo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-5485741067796838162</id><published>2010-09-12T23:29:00.003-03:00</published><updated>2010-09-12T23:46:47.772-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI2QRTdDeCI/AAAAAAAAAQo/lkZbZIYQewo/s1600/delicadezaI.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI2QRTdDeCI/AAAAAAAAAQo/lkZbZIYQewo/s400/delicadezaI.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5516223745553037346" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ana amélia escreveu a respeito de cadernos de infância há pouco mais de um mês. fiquei curiosa porque a experiência dela de quase desmaio por causa de um trecho do livro me impressionou muito, e eu pensei comigo, pensei bem forte, que eu queria ler aquele livro. no meio do pedido que envolvia antonio candido e um texto que me comentaram em são joão, veio norah lange. uma escritora de que não tinha ouvido o nome ainda. argentina. esposa do poeta oliverio girondo, que já havia lido não me recordo bem quando ou o que, mas certos nomes ficam presos à memória sem muita necessidade de explicação. daí um novo texto, uma menção, um recorte, resolvem tudo, fazem voltar a experiência de primeira leitura, é incrível. cadernos de infância me trouxe a vontade de contar histórias, de contar segredos, de revelar medos e relembrar minhas experiências terríveis no escuro, ou o pavor que sentia quando via alguém fantasiado, porque sempre parecia verdade - se fossem monstros, então! norah lange conta histórias com uma delicadeza impecável, com uma suavidade que por vezes enquanto leitores somos convidados a conferir se os pés ainda tocam o chão, ou se estamos de fato sentados ou flutuando. tudo fica diferente, como fica de fato quando observado por uma criança. as coisas tidas como as mais simplórias, ou sem importância, ganham uma mágica e um mistério próprios de quem ainda não se adaptou às categorizações, às classificações de coisas. a criança ainda tem uma outra característica muito própria: nem sempre ela tem abertura para perguntar, ou, caso pergunte, nem sempre ouve resposta satisfatória, ou que confirme o que poderia ser o seu "devaneio" (aos olhos dos adultos, aham). daí, imagina. a imaginação de uma criança é a coisa mais fantástica que existe (para os que se dispõem a ouvir, ou para os que têm o privilégio de ouvir), mas, infelizmente, para a maioria, ela "amadurece". e esse amadurecimento pode ser catastrófico.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cadernos de infância, de Norah Lange, é para ser encontrado e lido. A edição brasileira é da Record, de 2009.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-5485741067796838162?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/5485741067796838162/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=5485741067796838162' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/5485741067796838162'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/5485741067796838162'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2010/09/ana-amelia-escreveu-respeito-de.html' title=''/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI2QRTdDeCI/AAAAAAAAAQo/lkZbZIYQewo/s72-c/delicadezaI.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-1337611708639324122</id><published>2010-08-29T15:18:00.004-03:00</published><updated>2010-08-29T16:01:52.410-03:00</updated><title type='text'>umas provocaçõezinhas sem importância.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;na escola, aprende-se vivamente a persuadir, a organizar e a controlar critérios que ajudem a sermos convincentes, e a fazer com que o outro, ouvinte ou leitor, pense conosco, e concorde conosco. é um exercício extremamente cuidadoso realizado também nos preparatórios para os exames vestibulares, e agora com mais força nos preparatórios para o Enem.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;mas por algum motivo em época de campanha eleitoral muito da lógica das coisas se inverte, ou se confunde, com a lógica do afeto, como se algumas áreas pudessem ter mais a ver com outras do que supostamente poderíamos crer. e em um momento em que os eleitores deveriam optar pelo caminho do conhecimento, do estudo de propostas de campanha dos candidatos, sorriem e se divertem diante da televisão com as bizarrices apresentadas em linguagem de propaganda. é no momento em que a campanha eleitoral se transforma em propaganda eleitoral, adicionando-se a esse movimento a ignorância dos eleitores em relação a projetos e propostas de governo dos candidatos, é que a festa ferve, e a festa da democracia bomba.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;importante dizer que muitos nem assistem aos programas apresentados na televisão, por desinteresse ou por cansaço mesmo. outros interessam-se pelos partidos a que estão associados, ok, esses já têm uma postura definida, votam nas respectivas legendas. uma outra classe prefere votar nos candidatos que prometem incentivos para as suas empresas, empregos públicos ou oferecem pequenos presentes (como lâmpadas fluorescentes e geladeiras, conforme uma história que ouvi há poucos dias, em relação a uma cidade do interior de MG). mas e a grande maioria de eleitores, o que é uma pena, assiste embasbacada ao circo dos horrores eleitoral.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;nessa campanha em especial vejo cenas que me chamam muito a atenção: a especialíssima amizade entre candidatos e a indicação de votos, o que acho de extremo mau gosto. as coligações já não me descem bem, imagine toda essa expressão de estima, de afetuosidade. todos muito felizes e com uma palavra que se tornou a grande ordem do dia: MUDANÇA. mas mudança numa atmosfera de perpetuação de conceitos, de ideias, de projetos. de que espécie de mudança pretendem nos convencer? será que os dicionários registraram novo conceito de mudança e esse conhecimento ficou restrito à política? &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mais uma pergunta: qual a diferença entre um governo imposto e um governo que vence pela melhor propaganda eleitoral?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Claudio Weber Abramo escreveu um artigo para o caderno "poder" da Folha de S. Paulo do dia 21/08/2010 intitulado "Unanimidade sobre o vazio". Gostei também do subtítulo: "Nenhum candidato quer sair do lodaçal de mediocridade em que se chafurdam" (sic.). O que mais me chamou a atenção foi o ar de desânimo e também a estratégia de articulação sobre o vazio em que o seu próprio artigo se apresenta, não só em relação ao objeto de estudo, se me fiz bem entender, mas na própria abordagem. É interessante porque trata justo daquilo para que precisamos atentar, as atitudes persuasivas de pouquíssimo valor e baixíssimo gosto dos candidatos, e a grande semelhança que há entre eles. Mas não avança muito a discussão, não. Destaco alguns momentos do texto de Abramo:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFF66;"&gt;&lt;b&gt;"Já, já, se verificará o fenômeno observado no jornalismo de grandes eventos, como Copa do Mundo ou guerras: à falta de assunto, jornalistas e comentadores passarão a entrevistar e a referir-se uns aos outros.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFF66;"&gt;&lt;b&gt;Juntamente com a evidente falta de novas lideranças (participam das eleições as mesmas pessoas de sempre), a inapetência dos candidatos em abordar questões importantes é muito mau sinal.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFF66;"&gt;&lt;b&gt;Significa que ninguém (fora os candidatos do PSOL e talvez os do PCO e PSTU, mas estes são geralmente vistos como livre-atiradores) está disposto a sair do lodaçal de mediocridade complacente em que todos chafurdam.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFF66;"&gt;&lt;b&gt;É um retrato do país, é claro. O Brasil é assim, e os candidatos são o que o Brasil é. Mas eleições não são uma ocasião para propor  mudanças, outras maneiras de ver as coisas, apontar caminhos? Não, ao menos para esses candidatos que estão aí e seus apoiadores."&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nesse último sábado ouvi de um aluno algo que achei fabuloso. Ele disse que não entendia uma campanha eleitoral que se fundamentava na "honestidade" dos seus candidatos. Ele se disse incomodado com a quantidade de candidatos que se apresentava como "ficha limpa". E terminou assim, quando eu verifiquei em silêncio que já havíamos extrapolado 5 minutos do tempo da aula: "A honestidade deveria ser um valor, não é professora, e não um.. um.." "Diferencial?", sugeri. Risadas dos alunos. "Isso, como é que a honestidade pode ser um diferencial entre os candidatos?". Para finalizar, eu disse algo como "Olha, gente, há muito ainda o que pensar a respeito da campanha eleitoral, podemos ter outros momentos para essa discussão, mas, para vocês se concentrarem no texto que vão produzir, não se esqueçam de responder à pergunta sugerida: 'O jeitinho brasileiro é uma forma de corrupção?', certo?" No que concordaram, e alguns faziam algumas anotações, o burburinho cresceu, e o professor de física me deu bom dia. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-1337611708639324122?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/1337611708639324122/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=1337611708639324122' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/1337611708639324122'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/1337611708639324122'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2010/08/umas-provocacoezinhas-sem-importancia.html' title='umas provocaçõezinhas sem importância.'/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-876955948726826382</id><published>2010-08-27T17:04:00.003-03:00</published><updated>2010-08-27T17:30:14.012-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rascunhos literários'/><title type='text'>Ana, não é assim.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/THgcZ58g7nI/AAAAAAAAAQY/l3Rmi0Sq_p8/s1600/flor_azul_a_contraluz.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/THgcZ58g7nI/AAAAAAAAAQY/l3Rmi0Sq_p8/s400/flor_azul_a_contraluz.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5510185375464746610" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Masturbava-se pensando em literatura. Na doçura e embriaguez própria dos versos – ou na dos leitores de versos –, em palavras deliciosas como cálido, lânguido, lascivo. Mas não tardava chegar o momento em que o que se poderia pensar era apenas em algo forte, intumescido, a percorrer-lhe os caminhos e entranhas, num doce violentar, em um não olhar-se nos olhos. A essência do sexo é violenta, era a idéia que lhe vinha, após tudo, e por isso é delirante, linda, desejada. Querer o sexo é querer a violência da invasão, do mostrar-se liberto de pudores, do mostrar-se são e ciente da animosidade que há. Não descartava, porém, o amor. Mas desejava, antes de tudo, um amor inexistente, sim, um amor de inverdade, que pairasse apenas, nunca chegasse. Para que assim pudesse sonhar com todos os amores possíveis e ao seu momento vivê-los, mais por engano que por certeza, mais por dedução do que por hipótese, mais por suspeita que por constatação. A crueza do amor a encantava e ao mesmo tempo afastava-o de si. Não toleraria um amor doméstico, útil para somar linhas de expressão e intolerância aos espelhos, à acusação de si para si, uma acusação dura, ríspida, de “que fizeste?” Teria, talvez, um amor doméstico com um sujeito errante, que passasse de tempos em tempos por casa, cada dia sendo, portanto, uma pessoa, ainda que a mesma, pois as viagens fazem isso, ela sabia, sabia sim, as viagens transformam os sujeitos a todo o tempo, a toda experiência. Queria antes um sujeito viajante, em trânsito, para povoar-lhe a imaginação romântica, não, não romântica, mas perversa, e cada dia um sujeito, sendo o mesmo, cada dia um amor, mais do mesmo amor, sem espelhos, sem estigmas, sem promessas, sem prisão nenhuma. Se fosse longa a viagem de um dia inteiro, então, certamente, o aceitaria de volta, com a missão de nova viagem.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Vanessa Soares de Paiva, 27/08/2010, 17:01h.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-876955948726826382?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/876955948726826382/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=876955948726826382' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/876955948726826382'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/876955948726826382'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2010/08/ana-nao-e-assim.html' title='Ana, não é assim.'/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/THgcZ58g7nI/AAAAAAAAAQY/l3Rmi0Sq_p8/s72-c/flor_azul_a_contraluz.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-9185188195742851244</id><published>2010-08-26T16:11:00.005-03:00</published><updated>2010-09-01T14:15:03.818-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/THbO4YEOyuI/AAAAAAAAAQQ/GNqn148vFSw/s1600/100_1172.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5509818662062574306" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/THbO4YEOyuI/AAAAAAAAAQQ/GNqn148vFSw/s400/100_1172.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/THbONTHAFmI/AAAAAAAAAQI/5qNp9jnyhFs/s1600/100_1169.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5509817921997641314" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/THbONTHAFmI/AAAAAAAAAQI/5qNp9jnyhFs/s400/100_1169.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;revi lugares que amo: o teatro, a rotunda, a estação de trem, as pontes sobre o canal, as casas de épocas misturadas. de alguma maneira, e sem explicações claras, são joão del rei é uma cidade que me deixa deslumbrada, sempre, com uma sensação intensa e lúcida ao mesmo tempo. sjdr me deixa plena, cheia de ar nos pulmões, cheia de alguma força estranha, uma força clara, limpa, iluminada mesmo. e foi uma viagem deliciosa: fui e voltei dirigindo (não morri nem matei ninguém) e, logo na ida, ao parar pra comer rocambole em lagoa dourada, michel me encontra. michel estava na mesma disciplina que eu na ufmg nesse primeiro semestre, e lá ia ele também a sj apresentar um trabalho. gostei do encontro, terminei o café, segui viagem. entrei em sj e já me veio a tal sensação boa. no que eu cheguei, dei uma volta longa, aproveitando a noite e a lua cheia (infelizmente, de carro e sozinha). parei no único lugar o qual eu sabia ter referência claríssima de onde estava e para onde poderia ir: em frente à tecelagem, perto do campus dom bosco. ligo pro alex, companheiro (ou camarada?) dos tempos de juiz de fora, ele me diz que morava justo ali, nos vimos, foi ótimo, acabei ficando por lá. conheci o famoso nanico e seu tira-gosto, e umas cervejas até o bar fechar (ah, fechou cedo), e depois outro bar e, depois de constatar que os bares de são joão estavam fechando cedo demais, fomos pra casa fechar as portas também para o dia. a apresentação foi no dia seguinte, manhã cedo. acabei acordando cedo demais e aproveitei para reler o texto, e imaginar uma maneira de apresentá-lo. o interessante dessa apresentação foi que estavam reunidos quatro pesquisadores de lugares diferentes que estudavam autores diferentes e produziram trabalhos que se orientavam por uma perspectiva próxima: a relação escritura e sujeito. a conversa não acabava - depois de apresentarmos (e os quinze minutos da apresentação não serviram pra ninguém, pois todos nós extrapolamos o tempo) foram dados mais quinze minutos para discussão (tempo também insuficiente, pois continuamos a conversa café afora, corredor afora, rua afora). fiquei muito satisfeita com o resultado do trabalho e com os contatos feitos, e gostei muitíssimo de saber a respeito de um projeto que se está iniciando na furg, cujo objetivo é reunir a fortuna crítica de escritores gaúchos contemporâneos. o que me animou mais ainda foi saber que joão gilberto noll será um dos primeiros da lista. e eu quero entrar na fila para consultar material, quem sabe daqui a... uns dois anos? parece ser este o prazo colocado pelo grupo de pesquisa. mas que que tem? importante é botar o projeto pra funcionar. e muitos e muitos aplausos ao grupo sul-riograndense! &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;saldo da viagem: trouxe um rocambole de lagoa dourada; reencontrei na mesma sessão de comunicações josé roberto, que estava na mesma oficina (documentário) que eu na mostra de cinema de tiradentes de 2006; ouvi mais uma vez os cds 1, 2 e 3 do led zeppelin; ao terminar a minha apresentação, volto a sentar-me na plateia, sinto um cutucão: era alguém a me entregar um papel. nele havia um poema que tratava sobre um certo jeito emocionado de falar (quando eu tiver um infarto não serão necessárias muitas explicações ao respeitável público); dei carona para um figuríssima professor de educação física, mais conhecido como "dançarino" na região de são brás do suaçuí e entre rios de minas; rimos muito, alex e eu, e constatamos que não houve tempo suficiente para conversarmos sobre tudo; aprendi com o avô do alex: "só vota em dilma quem nasceu ontem". ganhei duas edições da lombello amaral editora. uma vez em são joão, daqui pra frente ao infinito e além. amém.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-9185188195742851244?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/9185188195742851244/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=9185188195742851244' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/9185188195742851244'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/9185188195742851244'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2010/08/revi-lugares-que-amo-o-teatro-rotunda.html' title=''/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/THbO4YEOyuI/AAAAAAAAAQQ/GNqn148vFSw/s72-c/100_1172.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-4843501049080926514</id><published>2010-08-24T09:48:00.003-03:00</published><updated>2010-08-24T10:03:48.360-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/THPCXJjTPiI/AAAAAAAAAQA/RRW9CiY2M_E/s1600/100_1016.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5508960472161009186" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/THPCXJjTPiI/AAAAAAAAAQA/RRW9CiY2M_E/s400/100_1016.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Amor e outros males&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Rubem Braga&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma delicada leitora me escreve: não gostou de uma crônica minha de outro dia, sobre dois amantes que se mataram. Pouca gente ou ninguém gostou dessa crônica; paciência. Mas o que a leitora estranha é que o cronista "qualifique o amor, o principal sentimento da humanidade, de coisa tão incômoda". E diz mais: "Não é possível que o senhor não ame, e que, amando, julgue um sentimento de tal grandeza incômodo". &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não, minha senhora, não amo ninguém; o coração está velho e cansado. Mas a lembrança que tenho de meu último amor, a-nos atrás, foi exatamente isso que me inspirou esse vulgar adjetivo – "incômodo". Na época eu usaria talvez adjetivo mais bonito, pois o amor, ainda que infeliz, era grande; mas é uma das tristes coisas desta vida sentir que um grande amor pode deixar apenas uma lembrança mesquinha; daquele ficou apenas esse adjetivo, que a aborreceu.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não sei se vale a pena lhe contar que a minha amada era linda; não, não a descreverei, porque só de revê-la em pensamento alguma coisa dói dentro de mim. Era linda, inteligente, pura e sensível – e não me tinha, nem de longe, amor algum; apenas uma leve amizade, igual a muitas outras e inferior a várias.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A história acaba aqui; é, como vê, uma história terrivelmente sem graça, e que eu poderia ter contado em uma só frase. Mas opior é que não foi curta. Durou, doeu e – perdoe, minha delicada leitora – incomodou.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu andava pela rua e sua lembrança era alguma coisa encostada em minha cara, travesseiro no ar; era um terceiro braço que me faltava, e doía um pouco; era uma gravata que me enforcava devagar, suspensa de uma nuvem. A senhora acharia exagerado se eu lhe dissesse que aquele amor era uma cruz que eu carregava o dia inteiro e à qual eu dormia pregado; então serei mais modesto e mais prosaico dizendo que era como um mau jeito no pescoço que de vez em quando doía como bursite. Eu já tive um mês de bursite, minha senhora; dói de se dar guinchos, de se ter vontade de saltar pela janela. Pois que venha outra bursite, mas não volte nunca um amor como aquele. Bursite é uma dor burra, que dói, dói, mesmo, e vai doendo; a dor do amor tem de repente uma doçura, um instante de sonho que mesmo sabendo que não se tem esperança alguma a gente fica sonhando, como um menino bobo que vai andando distraído e de repente dá uma topada numa pedra. E a angústia lenta de quem parece que está morrendo afogado no ar, e o humilde sentimento de ridículo e de impotência, e o desânimo que às vezes invade o corpo e a alma, e a "vontade de chorar e de morrer", de que fala o samba?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por favor, minha delicada leitora; se, pelo que escrevo, me tem alguma estima, por favor: me deseje uma boa bursite.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-4843501049080926514?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/4843501049080926514/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=4843501049080926514' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/4843501049080926514'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/4843501049080926514'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2010/08/amor-e-outros-males-rubem-braga-uma.html' title=''/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/THPCXJjTPiI/AAAAAAAAAQA/RRW9CiY2M_E/s72-c/100_1016.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-2344630288575030805</id><published>2010-08-23T19:22:00.003-03:00</published><updated>2010-08-23T19:36:05.041-03:00</updated><title type='text'>ê, Mçu!</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/THL3SzsZyGI/AAAAAAAAAPw/NiONGOc4kGU/s1600/Manhu.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5508737196713691234" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/THL3SzsZyGI/AAAAAAAAAPw/NiONGOc4kGU/s400/Manhu.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;&lt;strong&gt;Na foto: A queridíssima Elê, e os professores num dos nossos encontros (devia ser uma terça-feira).&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Manhuaçu foi uma grande aventura. Por 3, 4 meses, convivi com alunos figuríssimas. Até a última semana, quando puderam encontrar um professor que fizesse uma viagem mais curta e que já trabalhasse em outras escolas da rede. Ok, por essa eu não esperava, eu pensei continuar lá pelo menos até dezembro, mas, "let`s go! ok! alright!", como cantara john na música do pato fu.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Victor, um aluno do 9o ano, foi o que mais fez contato nesses últimos dias. e qual não foi a minha surpresa ao receber a mensagenzinha: tem você no meu blog. Então, Victor, &lt;/strong&gt;&lt;a href="http://victormiranda4.tumblr.com/post/995823661/saudades"&gt;&lt;strong&gt;tem você &lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;no meu blog também! Um beijão! Boa sorte! E muito Pink Floyd!&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-2344630288575030805?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/2344630288575030805/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=2344630288575030805' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/2344630288575030805'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/2344630288575030805'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2010/08/manhuacu-foi-uma-grande-aventura.html' title='ê, Mçu!'/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/THL3SzsZyGI/AAAAAAAAAPw/NiONGOc4kGU/s72-c/Manhu.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-4061475231299549968</id><published>2010-08-22T18:12:00.005-03:00</published><updated>2010-08-27T17:48:21.902-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rascunhos literários'/><title type='text'>o contador de pulso eletromagnético</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/THGTiVn9etI/AAAAAAAAAPo/xxxi9FBcb8Y/s1600/Electromagnetic_Pulse_Counter.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5508346037380414162" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/THGTiVn9etI/AAAAAAAAAPo/xxxi9FBcb8Y/s400/Electromagnetic_Pulse_Counter.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;daniel queria uma máquina fazedora de pulso eletromagnético&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;conte os pulsos, daniel&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;e faça um verso com essa máquina, é tão sonora a palavra, ficaria bonita num verso longo&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;alcance, logo, o rabo do cometa&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;vou estar justo dando alô alô do primeiro planeta&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;conte, conte os pulsos&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;segue bonito cometafora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffcc;"&gt;sabe que isso podia até virar música do tom zé!?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffcc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffcc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffcc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffcc;"&gt;mas agora o que ouço é bob marley, é bem diferente. então, desacelero. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-4061475231299549968?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/4061475231299549968/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=4061475231299549968' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/4061475231299549968'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/4061475231299549968'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2010/08/o-contador-de-pulso-eletromagnetico.html' title='o contador de pulso eletromagnético'/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/THGTiVn9etI/AAAAAAAAAPo/xxxi9FBcb8Y/s72-c/Electromagnetic_Pulse_Counter.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-3555658190822277586</id><published>2010-08-22T12:16:00.002-03:00</published><updated>2010-08-22T12:34:32.309-03:00</updated><title type='text'>e-vento</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/THFDdPFIp4I/AAAAAAAAAPg/nQtHS8YdLZQ/s1600/pico+do+amor.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5508257988794165122" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 266px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/THFDdPFIp4I/AAAAAAAAAPg/nQtHS8YdLZQ/s400/pico+do+amor.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;ontem por acaso quando eu já tinha começado a ver taxi driver, minha última aquisição do scorsese, justo naquele momento em que ele fala sobre uma mulher que se destacava de tudo o que ele via, justo naquele momento em que ela está de vestido branco, o cabelo loiríssimo, os óculos escuros, e diz a um outro homem que aquele motorista de taxi está olhando fixamente para ela - e o sujeito pergunta: que motorista? o meu telefone toca e uma amiga me diz que tem ingressos para ver uma apresentação do coral da vale em parceria com o grupo ponto de partida, quer ir? e há outra pergunta que não "claro!"? ou eu disse "claro" ou eu disse "lógico", não lembro. a apresentação foi na concha acústica do parque do intelecto, justo ali, no pico do amor, onde também fica o memorial carlos drummond. ah, as alegrias aparecem aqui à medida que acontecem. uma pequena primeira alegria: o cruzeiro voltou pro pico do amor. uma segunda alegria: a concha acústica é uma maravilha. uma terceira alegria: mais uma vez, o ponto de partida arrebentou. e o coral que eles fizeram com os funcionários da vale é divino maravilhoso (perdão, gal). eu lembrei muito a fernanda, amiga do mestrado (ah, mestrado que me deixou trincada por dentro), que escreveu sobre o ponto de partida. ainda não li o trabalho dela. esse grupo de barbacena arrebenta, é um talento sem medida, pro canto, pra encenação, pra tudo. a apresentação de ontem tinha uma direção de arte maravilhosa, eu a assisti quase que como a um filme, quando você pode reparar os movimentos e os still que se podem fazer. lindo artisticamente. lindo em tudo. aí eu descobri a segunda parte da história: o ponto de partida fez uma parceria de quase quatro anos com a vale, e um dos projetos consistiu em botar pra ferver o coral da empresa, e também em fazer um cd. nesse cd inclusive há uma versão para o hino de itabira (e ontem eu descobri que a última parte do hino, a que fala sobre os pássaros - que quem fala em pássaros é o joão gilberto noll, o hino fala sobre pássaros - eu não lembrava com exatidão) que ficou muito bonita, sim, muito bonita. quando eu estudava no major lage, no ensino primário, hoje fundamental I, a gente fazia fila - o que eu não gostava na fila era o fato de eu já ser grande, e ter de ficar sempre mais ao final da fila, longe de todas as meninas, tão delicadas, tão miudinhas (menos eu) - e cantava o hino da escola, o hino de itabira, o hino à independência e o hino nacional, rezava pelo menos uma oração, cantava uma música religiosa-católica e entrava pra sala de aula. assim eu aprendi os hinos. o que eu não gostava também era das músicas religiosas, porque elas implicavam em pequenas encenações, gestos, que eu tinha vergonha de fazer, por timidez mesmo. lembro particularmente uma que era algo assim "eu preciso de você/você precisa de mim/ nós precisamos de cristo/ até o fim/ sem cessar/ sem parar/ sem vacilar/ sem temer/ sem chorar". e toda ela era cantada acompanhada pelos gestos que me matavam de vergonha. anos depois, já com fernanda (agora uma fernanda de itabira, nanda beat) fui à casa de fred, um primo dela. chega a mãe de fred. quem era? justo a professora que nos incentivava a "encenar" as músicas. não sei descrever o que senti. ah, mas voltando ao evento de ontem, a notícia dada foi a de que acabou a parceria do ponto de partida com a vale, o que é uma pena, pois não teremos eventos como o de ontem aqui na cidade tão cedo. e a parte estranha do evento foi a exigência de entradas num espaço que é aberto, e aquela eterna distinção vale e não-vale (adorei o trocadilho) que existe aqui na cidade. só vale o que é vale. e nada mais. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-3555658190822277586?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/3555658190822277586/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=3555658190822277586' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/3555658190822277586'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/3555658190822277586'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2010/08/e-vento.html' title='e-vento'/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/THFDdPFIp4I/AAAAAAAAAPg/nQtHS8YdLZQ/s72-c/pico+do+amor.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-6882711788968413091</id><published>2010-08-20T10:30:00.005-03:00</published><updated>2010-08-21T09:56:08.033-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rascunhos literários'/><title type='text'>historieta.</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TG6Grqx2yaI/AAAAAAAAAPY/phZgAYQRRfk/s1600/100_0672.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5507487479096592802" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TG6Grqx2yaI/AAAAAAAAAPY/phZgAYQRRfk/s400/100_0672.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TG6Fp_809pI/AAAAAAAAAPQ/MBrn6_TVxgQ/s1600/100_0787.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;ele disse que sentia saudade, ela também disse, também havia saudade. e também um frio, uma ventania, indicando que a qualquer momento tudo ia passar, o vento cuidaria de tudo. depois só supertramp salva, ela disse, enquanto segurava a cabeça como quem quer se curar de uma ressaca brava, violenta mais que o mar. dia seguinte é o de se pensar que amar é violento sim, amar ressaqueia, amar é desvairado. seu miolo desmiolado, assim ela o definiria, algo bem dentro dela mas ao mesmo tempo prestes a se desfazer, e a se refazer em outra noite de abraços. acordar é um eterno desmanchar-se. pra poça d'água, basta o sol. o que fica é um pó de saudade.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-6882711788968413091?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/6882711788968413091/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=6882711788968413091' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/6882711788968413091'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/6882711788968413091'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2010/08/historieta.html' title='historieta.'/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TG6Grqx2yaI/AAAAAAAAAPY/phZgAYQRRfk/s72-c/100_0672.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-2428737693023173560</id><published>2010-08-13T10:37:00.002-03:00</published><updated>2010-08-13T10:45:55.597-03:00</updated><title type='text'>de volta à Fundação.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;2054. 2054? Sim. 2054, 2054, 2054. Seu nome? Sobrenome? Vou ver lá dentro. Olha, eu acho que a sua carteirinha sumiu, mas eu achei a sua ficha. 1994! 1994 foi o ano em que fiz a ficha, olha só a data, olha só a letra redonda. Sexta série. Escola Estadual Major Lage. Seu endereço ainda é o mesmo? Esse daqui é sempre o mesmo. Faz muito tempo você não pega livros aqui? Não sei mais, algumas das vezes em que estive na cidade eu vim, mas não lembro se peguei livros. É por causa da carteirinha... Jogaram fora, será? Não, sumiu. Ah. Dois livros, então? Dois. Semana que vem? Isso, sexta que vem. José Veríssimo escreve é história da literatura ou histórias de literatura? Os dois, eu acho. Sorrimos. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Depois vem o sol e esse tempo seco que me mata de tossir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-2428737693023173560?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/2428737693023173560/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=2428737693023173560' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/2428737693023173560'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/2428737693023173560'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2010/08/de-volta-fundacao.html' title='de volta à Fundação.'/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-6395205949546536368</id><published>2010-08-04T20:14:00.005-03:00</published><updated>2010-08-07T15:17:56.783-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rascunhos literários'/><title type='text'>minha canção do hoje.</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TFn1V3hfWUI/AAAAAAAAAPI/x0ByLj-E7JQ/s1600/100_0951.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5501698175840246082" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TFn1V3hfWUI/AAAAAAAAAPI/x0ByLj-E7JQ/s400/100_0951.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;eu quero viver um amor&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;(isso é muito simples)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;por falar em dizer, hoje eu canto&lt;br /&gt;por falar em você, hoje mencionei, bem querer, vida,&lt;br /&gt;meu encanto em coletar conchas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quem sabe nos cabe no interior das ondas, daquelas&lt;br /&gt;escondidas nas conchas, que formam&lt;br /&gt;os barulhinhos do mar, ainda que bem longe dele?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;perambulando, ondulando, modulando,&lt;br /&gt;vislumbremos um pouco.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;[mais uma coisa de jato escrita por uma antena.]&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;[ouvindo agora: "Tanto", do disco "Clube da esquina 2".]&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-6395205949546536368?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/6395205949546536368/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=6395205949546536368' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/6395205949546536368'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/6395205949546536368'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2010/08/minha-cancao-do-hoje.html' title='minha canção do hoje.'/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TFn1V3hfWUI/AAAAAAAAAPI/x0ByLj-E7JQ/s72-c/100_0951.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-7598426879168038569</id><published>2010-07-28T08:53:00.003-03:00</published><updated>2010-07-28T09:18:00.657-03:00</updated><title type='text'>recapitulando.</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TFAbOfW3DZI/AAAAAAAAAPA/2Haou2zYzaE/s1600/100_0800.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5498925080768875922" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TFAbOfW3DZI/AAAAAAAAAPA/2Haou2zYzaE/s400/100_0800.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;faz tempo não escrevo, vou botar as coisas em ordem.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;as velas do aniversário aumentaram e, depois de alguns anos (uns nove), eu voltei a comemorar meu aniversário em Itabira, o que achei foi muito bom. tem sido bom estar aqui por esses tempos, ver as coisas, apesar de não me envolver tanto. aqui continua não me cabendo direito, tô sem espaço para trabalhar e cada hora eu tô na mesa de um, ou no quarto mesmo, preferencialmente onde há menos barulho. teve um show do uakti em ouro preto que achei um tanto burocrático mas, sendo uakti, foi admirável. perdi todos os shows do festival de inverno de itabira, me ausentando da cidade (ainda pertenço?). tive (estou tendo?) um periodozito de férias e estou ainda escrevendo trabalhos (sem férias). continuo achando que não consigo me desvencilhar do Noll, ele tá grudado comigo (como se diz em minas gerais, viva minas gerais!), eu grudo nele. final de agosto estarei em São João del Rei, cidade que amo-amo, para apresentar um trabalho num congresso de literatura e cultura - o que me impressiona é que eu, depois de um tempo escondida de congressos e de vida acadêmica de estudante, meio que por escaldo mesmo, saco cheio, cansaço, intolerância, tudo junto, invento de mandar um trabalho e me aceitam. acabei mandando um trabalho que eu queria ter publicado na revista em que Ana Amelia trabalha, mas cujo edital ocorreu justo num período de crise afetiva, e o trabalho simplesmente não saiu (eu devia colocar essa minha moleza na lista de desejos para o novo ano, quem sabe funciona?!). agora ele sai, pelo clac, publicado, graças à vida, essa arte da reviravolta. vai ser um artigo adaptado de uma das seções da dissertação que escrevi, sobre Berkeley em Bellagio, claro, de João Gilberto Noll. escolhi o trecho que trata das Leituras de um si que o romance implica. eu estou justamente trabalhando nessa adaptação para o formato de artigo, espero que fique bom. fora isso acho que vou também escrever sobre Noll para o trabalho da disciplina que fiz sobre peregrinações urbanas e literatura. mas a culpa não é minha, foi a professora que colocou Noll na bibliografia, haha. que será de mim no doutorado, ainda não sei. sei que por enquanto continuo trabalhando em tudo diferente do que gosto de fazer, que é pesquisar literatura contemporânea. estou em três escolas, em duas cidades diferentes, viajando toda semana, falando pra gente que nem sempre quer ouvir, ou pra uma minoria. o que me anima é a minoria, o que me intriga é a maioria. quando cansar, cansou, aí bau bau, termino de novo pra recomeçar, recomeço diferente pra ficar igual, e quando ficar igual, termino de novo. depois ainda acho que vida é reviravolta. pura ingenuidade minha. e aos 28 anos! que preguiça de mim. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;a tempo&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;1&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;: Ilha Grande me fez bem. Quero voltar e dar a volta à ilha em julho do ano que vem. Comprei o livro de José Bernardo, uma pequena maravilha: Caminhos e trilhas da Ilha Grande. Quem já tiver dado a volta à Ilha, me conta uma história, sim? Ando procurando a respeito.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;a tempo&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;2&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;: Leon-felino, a gente precisa se ver. e grudar também, o tempo que houver. fazer haver tempo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;a tempo&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;3&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;: virá setembro e nova prova em brasília.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-7598426879168038569?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/7598426879168038569/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=7598426879168038569' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/7598426879168038569'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/7598426879168038569'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2010/07/recapitulando.html' title='recapitulando.'/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TFAbOfW3DZI/AAAAAAAAAPA/2Haou2zYzaE/s72-c/100_0800.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-1242380339432862051</id><published>2010-07-07T17:36:00.002-03:00</published><updated>2010-07-07T17:42:12.585-03:00</updated><title type='text'>redescoberta</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TDTmiO_J-yI/AAAAAAAAAO4/FSp7f_C0IF4/s1600/capa+.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5491267321484409634" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TDTmiO_J-yI/AAAAAAAAAO4/FSp7f_C0IF4/s400/capa+.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;cartiano marra&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;cartiano marra&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;cartiano marra&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;cartiano marra&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;cartiano marra!!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;hoje eu ouvi, pela segunda vez, 14 anos depois, a minha primeira música do uakti. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;eis minha redescoberta.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;o disco inteiro pode ser baixado &lt;a href="http://amusicaquevemdeminas.blogspot.com/2010/07/uakti-2-1982.html"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;nesse link&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;agora só falta descobrir qual é mesmo a do yamandu.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-1242380339432862051?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/1242380339432862051/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=1242380339432862051' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/1242380339432862051'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/1242380339432862051'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2010/07/redescoberta.html' title='redescoberta'/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TDTmiO_J-yI/AAAAAAAAAO4/FSp7f_C0IF4/s72-c/capa+.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-2910134614778731551</id><published>2010-06-27T21:33:00.005-03:00</published><updated>2010-06-27T21:41:19.756-03:00</updated><title type='text'>domingo de manhã</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TCfvhr_7ydI/AAAAAAAAAOw/WmsLvRpG2-k/s1600/100_0773.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5487618032999844306" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TCfvhr_7ydI/AAAAAAAAAOw/WmsLvRpG2-k/s400/100_0773.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TCfvCEKlQrI/AAAAAAAAAOo/Wn8jClD-Oew/s1600/100_0772.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5487617489731142322" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TCfvCEKlQrI/AAAAAAAAAOo/Wn8jClD-Oew/s400/100_0772.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TCfubfme4EI/AAAAAAAAAOg/4GJzIQ2oGRc/s1600/100_0788.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5487616827081023554" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TCfubfme4EI/AAAAAAAAAOg/4GJzIQ2oGRc/s400/100_0788.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;as imagens do domingo: um filhote de peru no meio da futura salada e as galinhas d`angola se esbaldando com milho. melhor impossível.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-2910134614778731551?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/2910134614778731551/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=2910134614778731551' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/2910134614778731551'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/2910134614778731551'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2010/06/domingo-de-manha.html' title='domingo de manhã'/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TCfvhr_7ydI/AAAAAAAAAOw/WmsLvRpG2-k/s72-c/100_0773.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-5481423740205842066</id><published>2010-06-26T08:41:00.000-03:00</published><updated>2010-06-26T08:42:11.693-03:00</updated><title type='text'>viva, Érico, viva!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;“Desde que, adulto, comecei a escrever romances, tem-me animado até hoje a idéia de que o menos que um escritor pode fazer, numa época de atrocidades e injustiças como a nossa, é acender a sua lâmpada sobre a realidade de seu mundo, evitando que sobre ele caia a escuridão, propícia aos ladrões, aos assassinos e aos tiranos. Sim, segurar a lâmpada, a despeito da náusea e do horror”. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;[Érico Veríssimo, em Solo de Clarineta.]&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-5481423740205842066?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/5481423740205842066/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=5481423740205842066' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/5481423740205842066'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/5481423740205842066'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2010/06/viva-erico-viva.html' title='viva, Érico, viva!'/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-1972662886398621856</id><published>2010-06-19T12:33:00.002-03:00</published><updated>2010-06-19T12:47:35.467-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;um flash. um átimo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;se hoje ando nebulosa, sei que um dia, qualquer dia, um vento mais forte sopra.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;tudo acontece em movimento. enquanto conversamos, ando pela cidade barulhenta, sem paciência para os barulhos, sem conseguir te ouvir direito. é uma necessidade de sair andando, uma necessidade de cidade, de todos e ninguém por perto. barulho e silêncio. misturo tudo quando estranhamente o silêncio parece estar do lado de fora, e tudo se ignora, e todo o barulho ou o barulho maior acaba vindo de dentro, e por isso talvez não te ouço direito.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;antes disso, também o telefone. é que por telefone fiquei sabendo os resultados, e saí andando. parei no ponto de ônibus sem reparar os ônibus, mais para aproveitar o movimento mesmo e para os barulhos interromperem meu pensamento, e simplesmente ficar. minutos depois, já no ônibus, não exatamente na melhor rota, nem na rota mais rápida, penso numa música do queen: some day one day. penso e insistentemente e insistentemente. a música fica tanto na minha cabeça que faz doer.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;eu adoro brian may, ele é um guitarrista fabuloso. e a letra dessa música é dele também, o que a faz um tanto mais especial. &lt;a href="http://www.youtube.com/watch#!v=q6bVW3t5dc0&amp;amp;feature=related"&gt;aqui&lt;/a&gt; um vídeo de some day one day com imagens ótimas da banda. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A letra:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;You never heard my song before the music was too loud&lt;br /&gt;But now I think you hear me well for now we both know how&lt;br /&gt;No star can light our way in this cloud of dark and fear&lt;br /&gt;But some day, one day...&lt;br /&gt;Funny how the pages turn and hold us in between&lt;br /&gt;A misty castle waits for you and you shall be a queen&lt;br /&gt;Today the cloud it hangs over us and all is grey&lt;br /&gt;But some day, one day...&lt;br /&gt;When I was you and you were me and we were very young&lt;br /&gt;Together took us nearly there the rest may not be sung&lt;br /&gt;So still the cloud it hangs over us and we’re alone&lt;br /&gt;But some day, one day...We’ll come home&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[um dia, dia, dia, um dia - eu sei.]&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-1972662886398621856?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/1972662886398621856/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=1972662886398621856' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/1972662886398621856'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/1972662886398621856'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2010/06/um-flash.html' title=''/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-3479131223727514969</id><published>2010-06-17T14:59:00.002-03:00</published><updated>2010-06-17T15:02:42.553-03:00</updated><title type='text'>é um tal deixa estar.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A moça de botas cinza e olhos insistentemente pintados de um colorido cintilante às sete e meia da manhã não me faz tirar os olhos dela, balançando as mãos finas com as do namorado. O dia clareando em azul e tons de música que tocam a memória no violão do Zé Cláudio. O cheiro de doce de leite industrializado mescla-se ao ensaio de quadrilha de grande, grande roda. A expectativa de um dia inteiro por uma chance de cinqüenta minutos. O campus florido, o lago frio, o café preto, forte. Uns aproveitam o pós-almoço para dormirem na grama. Não gostei do resultado de química. Acontece. Não, na livraria não tem nada sobre contracultura. E eu, pra biblioteca morrer de sono enquanto começa a fazer sentido a aula que preparei.&lt;br /&gt;Depois escuto Jorge Ben, os meninos sorriem juntos, felizes, jovens, é uma alegria bonita. Guardo-me em sim, sinto-me só e os olhos pesam, pesa o mundo. Vou ali tomar outro café enquanto imagino os nomes dos nossos filhos. Antes, digo pra mim, deixa só a bateria do notebook acabar. Aí acaba o Jorge Ben. Bem, também. Ben Jor cantando belezas de flor de laranjeira. Engraçado como anda de um lado para o outro e para com as pernas abertas. Esse ensaio é patético. Cansei. Prefiro o Led Zeppelin e o ar de enfado de Robert Plant a cantar Babe, babe, babe, Babe. Cloaca. Deixa pra lá os 10%. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;É, mas isso foi ontem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-3479131223727514969?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/3479131223727514969/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=3479131223727514969' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/3479131223727514969'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/3479131223727514969'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2010/06/moca-de-botas-cinza-e-olhos.html' title='é um tal deixa estar.'/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-7436739305136169998</id><published>2010-06-17T12:34:00.002-03:00</published><updated>2010-06-17T13:50:11.457-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;NOSSAS ALDEIAS ITABIRANAS&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Ana Miranda&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Percorre os meios literários a máxima de que, se descrevemos nossa aldeia, descrevemos o mundo. Autores partem em busca da própria geografia, ou indo ao seu encontro, ou a se distanciar mais, e mais, tanto que acabam por alcançá-la no outro extremo. A aldeia do poeta, digamos, uma pequena cidade mineira de nome Itabira, assim como as montanhas em que se passa a máquina do mundo, ferrou-se em nossa lembrança pela imagem de uma dolorosa fotografia na parede. Desde então, todos temos o melancólico retrato de nossa saudade. Ele julga ser triste, orgulhoso, de ferro, alheio à porosidade e à comunicação, por ter nascido naquela cidade de noites brancas e sem horizonte. As lembranças, o abandono, a destruição pelo tempo, foram fixados na imagem de nossas paredes interiores. Mas há outras aldeias. A de uma dama esquisita e requintada talvez seja o interior de uma igreja em sua cidade, e sua casa um oráculo, uma geografia pessoal adequada a uma poesia profundamente religiosa, em que o verso é uma prece. Na poesia que tem como título o nome da sua cidade, a poetisa fala de si mesma, e não sobre a cidade. Seu corpo é a própria geografia, pois há infinitas geografias. A geografia de um escritor pode ser um recanto de terra, um remanso de rio, ou a fazenda arraigada no sertão que se estende sob o sol arcaico, paisagem imóvel da qual ele recebeu suas vistas largas, seu sopro aceso, ou uma metrópole impessoal, ou as melancólicas ladeiras de um povoado colono… Um poeta desliza pelo rio geográfico que tudo sabe do lodo e da ferrugem, entre palavras que são lâminas a cortar suas flores de ferro. E nos livros de uma escritora sertaneja a geografia é fazenda na caatinga em seca, no espírito viril, na força do vaqueiro de sua aldeia. E o sertão metafísico éuma geografia criada por palavras escritas em processos alquímicos, recolhendo sonhos e distâncias. Nítidas geografias…&lt;br /&gt;Mas há outras bem menos compreensíveis, que podem ser uma espécie de deserto amplo e misterioso, povoado apenas por vagas impressões de outros seres, abstrações, um limbo em que a palavra é o próprio ser. Ou a fumaça de algo fervendo no tacho, o som do piano pelas janelas em nossas cidades do interior bucólico, ecos de um tempo perdido que talvez jamais tenha existido. Outros paíes são a solidão, a angústia, o sentimento de exílio, o voo de um pensamento… Para uma nefelibata, por exemplo, sua cidade são as nuvens. Para o escritor, a verdadeira e íntima geografia, afinal, são as palavras.&lt;br /&gt;Às vezes a geografia pessoal éuma escolha, à vezes uma imposição. Mas todos a temos, mesmo que ainda não revelada, e dela nunca nos afastaremos. A geografia pessoal dá forma ao nosso mundo, é uma maneira de não perdermos o passado, não ocultarmos o rosto, é a sensação de pertencermos a algo ou de sermos alguém, e ela nos torna originais. O exílio é a distância daquilo que amamos, o exílio é sonho. O tempo nos leva sempremente à infâcia. E jamais deixamos nossa geografia, ela faz parte de nós, mesmo quando a renegamos, ou pensamos que dela nos esquecemos, mesmo quando vamos embora.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas quando lá retornamos&lt;br /&gt;Vemos que nunca nos fomos&lt;br /&gt;Pois o lugar onde estamos&lt;br /&gt;O lugar onde estaremos&lt;br /&gt;É sempre o lugar que somos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;[Texto publicado no Suplemento Literário de Minas Gerais, Maio de 2010, Edição especial - Biografias, p.9.]&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-7436739305136169998?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/7436739305136169998/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=7436739305136169998' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/7436739305136169998'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/7436739305136169998'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2010/06/nossas-aldeias-itabiranas-ana-miranda.html' title=''/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-6014057909044489223</id><published>2010-05-23T22:04:00.002-03:00</published><updated>2010-05-23T22:33:16.784-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/S_nXSl5xfHI/AAAAAAAAAOQ/UOgX0nGupQE/s1600/100_0696.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5474643536457596018" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/S_nXSl5xfHI/AAAAAAAAAOQ/UOgX0nGupQE/s400/100_0696.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sabe o que é parar e pensar: por que estou eu aqui hoje, pensando sobre o que eu estou fazendo; pensando se há motivo; pensando no valor das coisas? por que estou aqui e não em outro lugar, por que aqui sozinha nesse lugar cheirando a umidade, e o barulho do prédio vizinho, e amanhã acordar entre alunos, depois de uma viagem para a qual é preciso uma carona do pai, e um ônibus meio desconfortável (ônibus são confortáveis?) por cerca de três horas? e atravessar uma avenida, e a praça da igreja, e atravessar tranquilamente as ruas - aqui os motoristas gentilmente (não era exatamente para ser gentileza, senão tarefa) param se o pedestre quer atravessar na faixa - e perceber nesses lugares daqui nada que seja de fato meu? por quê? esse dois mil e dez, bem. esse dois mil e dez começou engraçado, começou com perdas e final de coisas - dos contratos de trabalho, dos afetos, do contrato de aluguel - e, bem, até esse maio, é, até esse maio, eu não tive um salário propriamente dito. parece que a partir de junho a coisa vira, mas não sei pra que lado, mas a coisa vira porque nesse maio, bem, nesse maio eu trabalhei um pouco mais, graças ao Danilo, que me arrumou uma vaga numa cidade tranquila do leste mineiro, de cujas esquinas, certo ponto da cidade, se pode sentir o cheiro maravilhoso do café da região, nos galpões das beneficiadoras. Inclusive há um trecho que eu ainda não fotografei, mas na verdade daqui ainda não fotografei quase nada, enfurnada que fico nessa escola que me abriga e me abraça, literalmente, mas ainda não fotografei as paredes dos galpões com datas e mensagens em inglês que identificam uma exportadora de café. É curioso ver essas coisas - as pessoas, hospitaleiras mesmo, como eu nem esperava, as meninas sonhando com seus casamentos e me fazendo repensar minhas escolhas, hahahahahahahah, os outros professores, também em trânsito, a maioria. Tudo isso me espanta, ainda, e acho que vai continuar me espantando. Encontrei semana atrás meu amigo Bruno que ficou a me perguntar sobre estabilidades, e me fez pensar. Fiquei remoendo essa conversa até me decidir pelo caminho de que, ainda, eu acho, não tive uma escolha que me convencesse a de fato ficar, permanecer, continuar, e todos os verbos de ligações possíveis. Aliás, ainda não tinha encontrado espaço tão apropriado para o campo semântico dos verbos de ligações, ai, ai. Ligação! Ligação. E a ligação acontece onde menos se espera. Pois me apareceu um coração corajosíssimo que me disse: "tu sempre foste una, e sempre foste minha", via palavras de Affonso Romano de Sant`anna, e me disse não, não se engane, sempre, sempre eu soube, você soube. e me matou de medo. e me fez tremer até ter mais coragem que medo. mais curiosidade que receio. e fui. e segui. assumi, sentido oposto, as viagens também. estou no meio da história tentando a conciliação de tudo, que está a caminho. Que pode demorar pouco, muito, pouquíssimo, mas há esse hiato, novo hiato, em que as coisas se acertam, se assentam, e aí se decide novo rumo, nova casa, talvez novo tudo, tudo de novo, tudo em dois, de dois lados, de duas partes. É engraçado estar separado-junto, juntoseparado, mas saber mais junto que tudo, isso é bem bonito. Essa foi a minha surpresa de dois mil e dez. Essa é a minha alegria do hoje, de todo dia, de todo o tempo, eu, que sempre soube. Minha alegria sou eu, é você, sou você, somos dois. E como isso é bonito. Disso eu quero cuidar. Isso faz a viagem, a umidade, as costas meio doloridas, o trabalho a começar, os alunos me comparando entre eles com o antigo professor, os alunos me lançando desafios, os calendários correndo contra mim, os dias voando como eu não queria, tudo isso, tudo, tudo desaparece quando eu paro e penso: sim, estou aqui, porque quis fazer parte de algo, eu, que senti muito as perdas, que senti os finais, agora quero começos, quero um começo cheio de vida, de alegria, de amor. Meu começo de amor. Meu bonito. Feito a música, capte-me, que eu, antena, deixo-me levar, deixo-me, permito-me, me doo. Estou aqui, em mim, em você. Meu bonito. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-6014057909044489223?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/6014057909044489223/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=6014057909044489223' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/6014057909044489223'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/6014057909044489223'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2010/05/sabe-o-que-e-parar-e-pensar-por-que.html' title=''/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/S_nXSl5xfHI/AAAAAAAAAOQ/UOgX0nGupQE/s72-c/100_0696.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-2485035484107368852</id><published>2010-05-13T19:15:00.004-03:00</published><updated>2010-05-13T19:20:52.687-03:00</updated><title type='text'>licks, nei &amp; a curiosa desmemória - cliques.</title><content type='html'>estou encantada com o blog&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://augustolicks.wordpress.com/"&gt;http://augustolicks.wordpress.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;que será também divulgado na barrinha à direita, logo ali mesmo, para o acompanhamento das postagens.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;aí eu entendi tudo. foi uma coisa parecida com a música do uakti que eu não ouvi de novo, e com a música do yamandu que executada ao vivo rendeu um sem explicação de ouvir de novo, sem saber. pois inventei ver cenas recortadas de deu pra ti anos 70 - disponíveis no blog feito pro augusto licks - e ouvir nei lisboa em quantos anos tem meu coração? e lembrar que sim, então era isso, eles tocaram mesmo juntos, e aquele dia, sabe, em que você me mostrou as músicas, eu não lembrei, e sentir o clique maldito que não me revela onde quando, mas me revela a sensação deliciosa que é a de uma música que emociona, e que já emocionou antes não sei bem quando, mas pelo menos um tanto bom de boa sensação. aí eu entendi sem entender e nem por isso doeu. e viva a música viva.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-2485035484107368852?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/2485035484107368852/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=2485035484107368852' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/2485035484107368852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/2485035484107368852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2010/05/licks-nei-curiosa-desmemoria-cliques.html' title='licks, nei &amp; a curiosa desmemória - cliques.'/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-5117409409580568910</id><published>2010-05-13T10:54:00.003-03:00</published><updated>2010-05-13T11:51:04.824-03:00</updated><title type='text'>nau à deriva</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-91eda2371cfdda01" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v9.nonxt7.googlevideo.com/videoplayback?id%3D91eda2371cfdda01%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1330024822%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D7222CE6F37A4F9AB6E79280EF81EB90B7D11DF62.CA9A3B79194AFEFE5A7764E7F24123D4D2BDB43%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D91eda2371cfdda01%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DAEm7RDBXm-UydmO8Ka8h4AoKO1M&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v9.nonxt7.googlevideo.com/videoplayback?id%3D91eda2371cfdda01%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1330024822%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D7222CE6F37A4F9AB6E79280EF81EB90B7D11DF62.CA9A3B79194AFEFE5A7764E7F24123D4D2BDB43%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D91eda2371cfdda01%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DAEm7RDBXm-UydmO8Ka8h4AoKO1M&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;eu tinha uma camisa igual a essa do h gessinger nesse vídeo. isso aí é enghaw. de resto, bobagem.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;essa semana, em papo de professores, estávamos falando sobre quem é que teve uma adolescência tardia. ih, eu passei longe disso. vivi todas as bobagens que me foram possíveis e inventei outras mais, registradas em diários e nas (des)memórias. fiquei pensando tanto nessas coisas de adolescência que inventei rever uns vídeos dos engenheiros do hawaii, a banda que eu mais escutei. ainda hoje me emociono com as músicas deles. incrível como a gente guarda essas coisas. pena que os vhs que eu tinha, de vários shows da banda, mofaram, se perderam, arrebentaram. uma pena. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;e sabem duas tristezas? Uma: eu não assisti ao vivo ao show filmes de guerra, canções de amor, e para mim foi o que os engenheiros fizeram de mais bonito na carreira deles. E a derradeira: eu não fui ao show de o papa é pop - e olha que foi em Itabira - porque, no dia, a ansiedade me trouxe um piriri.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;tive também um desgosto quando os enghaw (já em formação de minuano) vieram mais uma vez a Itabira, dessa vez numa festinha de funcionários da vale. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;mas é isso aí, né, todo mundo quer uma grana. que que tem?&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-5117409409580568910?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='enclosure' type='video/mp4' href='http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=91eda2371cfdda01&amp;type=video%2Fmp4' length='0'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/5117409409580568910/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=5117409409580568910' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/5117409409580568910'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/5117409409580568910'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2010/05/nau-deriva.html' title='nau à deriva'/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-1350180193047528374</id><published>2010-05-06T15:47:00.002-03:00</published><updated>2010-05-06T16:06:59.509-03:00</updated><title type='text'>de drummond.</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/S-MTOq6pFcI/AAAAAAAAAOI/3C00JE73Reg/s1600/aleph-08-above.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5468235515317261762" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 399px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/S-MTOq6pFcI/AAAAAAAAAOI/3C00JE73Reg/s400/aleph-08-above.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Procurar o quê&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O que a gente procura muito e sempre não é isto nem aquilo. É outra coisa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Se me perguntam que coisa é essa, não respondo, porque não é da conta de ninguém o que estou procurando.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Mesmo que quisesse responder, eu não podia. Não sei o que procuro. Deve ser por isso mesmo que procuro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Me chamam de bobo porque vivo olhando aqui e ali, nos ninhos, nos caramujos, nas panelas, nas folhas de bananeira, nas gretas do muro, nos espaços vazios.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Até agora não encontrei nada. Ou encontrei coisas que não eram a coisa procurada sem saber, e desejada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Meu irmão diz que não tenho mesmo jeito, porque não sinto o prazer dos outros na água do açude, na comida, na manja, e procuro inventar um prazer que ninguém sentiu ainda.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Ele tem experiência de mato e de cidade, sabe explorar os mundos, as horas. Eu tropeço no possível, e não desisto de fazer a descoberta do que tem dentro da casca do impossível.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Um dia descubro. Vai ser fácil, existente, de pegar na mão e sentir. Não sei o que é. Não imagino forma, cor, tamanho. Nesse dia vou rir de todos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Ou não. A coisa que me espera, não poderei mostrar a ninguém. Há de ser invisível para todo mundo, menos para mim, que de tanto procurar fiquei com merecimento de achar e direito de esconder.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Carlos Drummond de Andrade. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;In:&lt;em&gt; Boitempo I. 5a ed. Rio de Janeiro: Record, 1998, p. 142-143.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-1350180193047528374?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/1350180193047528374/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=1350180193047528374' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/1350180193047528374'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/1350180193047528374'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2010/05/de-drummond.html' title='de drummond.'/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/S-MTOq6pFcI/AAAAAAAAAOI/3C00JE73Reg/s72-c/aleph-08-above.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-3953494758604509913</id><published>2010-04-19T14:32:00.002-03:00</published><updated>2010-04-19T14:35:49.565-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#33ff33;"&gt;&lt;strong&gt;PROCURA-SE UMA CASA&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;que caiba tudo o que não se pode carregar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;saudade&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;espaço para pensar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;a calma cheirosa de café&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#33ff33;"&gt;&lt;strong&gt;PROCURA-SE UMA CASA&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#33ff33;"&gt;&lt;strong&gt;especialmente&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#33ff33;"&gt;&lt;strong&gt;para onde se possa voltar.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-3953494758604509913?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/3953494758604509913/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=3953494758604509913' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/3953494758604509913'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/3953494758604509913'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2010/04/procura-se-uma-casa-que-caiba-tudo-o.html' title=''/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-6491385700890283999</id><published>2010-04-08T16:03:00.007-03:00</published><updated>2010-04-08T17:12:17.497-03:00</updated><title type='text'>umas histórias e músicas.</title><content type='html'>&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 382px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5457859270985404610" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/S742FwkoUMI/AAAAAAAAAN4/-KpYU4wSrxo/s400/pink1968_n.jpg" /&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;[&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;&lt;em&gt;essa não é a formação do live at pompeii, mas adorei essa foto. hey, syd!&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;]&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;ontem, revendo live at pompeii e lembrando as sensações pink floyd na madrugada não sei porque inventei lembrar não exatamente umas histórias de músicas, mas histórias com músicas. em juiz de fora eu tinha um vizinho guitarrista. pode ser assustador para alguns, mas para mim era maravilhoso, principalmente porque o meu vizinho guitarrista era fã do pink floyd e tocava maravilhosamente. com ele ouvi mtas e mtas vezes meddle, um disco que adoro. a piração dele era tocar echoes. e é uma piração mesmo, pra quem toca e pra quem ouve, e ainda mais pra quem gosta do live at pompeii e acompanha david gilmour em uma espécie de transe. isso deve ser a prova de que o divino existe.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;em mariana houve o tempo em que chovia e tudo caía, não só a chuva. houve a chuva em que caiu o muro do guarani, o que parecia um riacho transbordou e o povo ficou ilhado no ichs (dessa vez, literalmente) e houve o dia em que choveu choveu choveu tanto que a luz da cidade acabou e os relâmpagos não cessavam. a gente costumava receber nessa época uma então estudante de arquitetura tresloucada alguns dias por semana durante um tempo de estágio no iphan. e numa chuva dessas estávamos juntas, e, claro, queríamos sair, não queríamos ficar em casa, sem luz e sem nada pra beber. naquele tempo o satélite era um lugar interessante para ir (quando teve satélite em mariana) e fomos mesmo. tinha ainda um resto de chuva, tudo escuro e umas conversas vindas do jardim. chegamos ao satélite, pedimos não lembro o que para beber e ficamos lá conversando à luz de velas, até que voltou a luz. e que música tocou primeiro? pra ficar comigo, do ira!. daí toda vez que escuto essa música lembro das risadas minhas e da fernanda no satélite nesse dia de chuva. a música é ruim, mas a lembrança é boa. devia ter mais alguém da república junto, mas não lembro.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;aliás, foi no satélite mesmo que teve uma história bizarra de alguém que cantava "knock knock knock on jeffen's john" (antes fosse a versão do zé ramalho, "bate bate bate na porta do céu", que aí pelo menos não se arriscava numa língua tão misteriosa). nesse dia ainda bem eu não estava lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;travis me faz lembrar gabi ao seu violão na varanda lá de casa, normalmente após o almoço. devia ter sonífero nas notas das músicas do travis. ou no almoço.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;é, eu costumo lembrar os amigos pelos gostos musicais deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;com gaulês ouvi as músicas de elomar, na casablanca. e sabia cantar, dizia que o pai dele gostava. e ouvíamos e tomávamos a cachaça que tinha alguma coisa a ver com o pai dele, se bem lembro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;meu avô tocava violão e cavaquinho, cantava umas músicas bonitas, eu gostava de ficar perto quando ele tocava. ele ficava feliz com música, muito feliz. eram boas as tardes em que chegavam os senhores com os seus instrumentos para juntarem-se a ele. quando não havia os outros senhores, ele me pedia que cantasse. mas eu só conhecia os roquezinhos dos anos 80, não ajudava muito. foi quando ele me ensinou "romaria", e era bom cantar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;por duas vezes me apresentei no teatro cantando, por causa dumas oficinas de percussão de que participava, todo ano, nos festivais de inverno. numa foi "magamalabares", n'outra foi "d'oxum", que de vez em quando ainda canto. eu gosto de cantar, gostaria mais se fosse qualquer tanto afinada.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;mais do que de cantar, gosto mesmo é de lembrar. e deixar uns risos de canto de boca para provarem a história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;aos poucos devo completar essa postagem, sempre há outras histórias que merecem ser contadas.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;[&lt;em&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;lado b&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;]&lt;/p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 394px; DISPLAY: block; HEIGHT: 392px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5457859457685334258" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/S742QoFXKPI/AAAAAAAAAOA/PYIB5gX63cI/s400/David%2BGilmour.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;[&lt;em&gt;&lt;span style="color:#33cc00;"&gt;em off&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;] rever live at pompeii fez lembrar que eu suspirei por muito tempo por david gilmour, aquele pretensioso, isso até eu descobrir que meninos havia de verdade, que eu não precisava ficar nos pôsteres. mas demorou, sabem? bonito mesmo era o david gilmour. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-6491385700890283999?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/6491385700890283999/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=6491385700890283999' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/6491385700890283999'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/6491385700890283999'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2010/04/umas-historias-e-musicas.html' title='umas histórias e músicas.'/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/S742FwkoUMI/AAAAAAAAAN4/-KpYU4wSrxo/s72-c/pink1968_n.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-452976833193566941</id><published>2010-04-05T16:35:00.003-03:00</published><updated>2010-04-06T10:12:31.590-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/S7syu4qkeJI/AAAAAAAAANw/DfJg-8-vkpE/s1600/tran%C3%A7a_2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5457011154555795602" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 212px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/S7syu4qkeJI/AAAAAAAAANw/DfJg-8-vkpE/s400/tran%C3%A7a_2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;eu não sou menininha, não tenho bons modos. quero um amor de gente grande. falo palavrões quando preciso e quando não preciso. saio apressada, esqueço os detalhes. presenteio e depois encontro o cartão do presente, que ficou para trás. às vezes acho que dou atenção a coisas secundárias, perco tempo. às vezes ouço música para me desvencilhar do dia. há músicas que dão cara para o dia, principalmente a que toca durante o sonho ou a primeira lembrança da manhã. sinto falta de amanhecer com nuvens e céu azul entre montanhas escuras - sol em impressão de frio. guardo comigo os cheiros e os barulhos das coisas importantes: o pão de queijo da mãe, o quintal após a chuva, risadas nos mais diversos matizes, o abraço da noite inteira, o bom dia cheio de sono, as declarações e os sinais de amor. livros devem estar por perto e fazer saber, despertar, lembrar. os sonhos são os sinais claríssimos dos desejos. ouvir histórias aquece, contar histórias diverte. compartilhar coisas as mais diversas é maravilhoso. ter com quem. eu queria saber diferenciar os tipos de salto alto. eu queria voar todas as manhãs. eu queria uma pedra que me trouxesse a coragem para os dias, a coragem de ir mais ao alto. eu queria o não medo do salto. eu queria explorar mais fundo. queria não querer ir mais devagar. gosto de poemar poesiar versificar o mundo, tomando emprestados os versos dos outros, arriscando os meus próprios - escrever é risco e pena, salvos trocadilhos. ouço conselhos, escuto os meus. saio desvairada quando sinto nós no peito. meu coração se acelera com facilidade - é a taquicardia dos afoitos, dos apressados em viver. quero que tudo aconteça ao mesmo tempo, me desespero quando tudo acontece ao mesmo tempo, esqueço tudo e vou tomar uma cerveja, para que ela dissolva as coisas acontecentes em um todo compreensível. e dissolve. e reformula. e dá novo ângulo. as cervejas e as conversas, até as mudas, desaceleram. meus amigos carrego comigo - eles sabem. tenho aprendido as aproximações entre longe e perto. tenho aprendido que saudade alimenta, não anula. que saudade pode ser sinal de coisa inteira, não metade. que saudade é mais certeza que dúvida. que saudade é para ter todo dia, e ativar a memória - também as recentes. tenho saudade do que acabei de esquecer, tenho saudade do gosto de beijo, da voz ao ouvido, das mãos que me acalantam, acalentam, aca tudo. tenho saudade do amor que ora vivo. quero uma vida compartilhada. quero uma vida em amor. tenho uma vida em amor. sou flashebólica, hiperbólica, curvatura. gosto de altos e baixos, gosto dos exageros, exagero também. preciso lembrar coisas para saber quem sou. preciso escrever coisas para ler depois. gosto de deixar palavras, semear palavras, colher novas, plantar, usar a terra, pisar a terra, afofá-la. que as palavras desenhem os dias que virão. que os dias que virão desenhem puro amor, de um jeito bruto, de um jeito assim muito de verdade, franco, claro, extremo como o amor que se descobre poder ser, quando nem se esperava sentir novo amor. aprenderei a sentir, aprenderei com o meu amor diferente a sentir tudo novo. todo dia amor. ser eu, tu. ser duas, ser nossa. assim, para mim e para ti. e ser eu mesma, igual, todo dia diferente. para que sempre haja certeza e dúvida. para que seja sempre encontro. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-452976833193566941?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/452976833193566941/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=452976833193566941' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/452976833193566941'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/452976833193566941'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2010/04/eu-nao-sou-menininha-nao-tenho-bons.html' title=''/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/S7syu4qkeJI/AAAAAAAAANw/DfJg-8-vkpE/s72-c/tran%C3%A7a_2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-9139034569130795782</id><published>2010-03-31T17:38:00.003-03:00</published><updated>2010-04-06T09:17:28.323-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/S7O1q3Cw-xI/AAAAAAAAANo/SAVT6NzXa-4/s1600/1094329_sleeping.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5454903321610484498" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 224px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/S7O1q3Cw-xI/AAAAAAAAANo/SAVT6NzXa-4/s400/1094329_sleeping.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;assim, excessiva, volto ao início das coisas - início dos tempos, dos laços. tudo ao redor me intimida e acanho-me comigo. penso que queria ter nada, mas também eu apenas não resistiria, preciso de algo com que me ocultar e algo para me rotular - é mais prudente.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;desconheço o que é que me acelera nesse momento em que o que eu pensava acontecer era uma pausa dramática da vida. rio por dentro: isso não existe.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;mais e mais e mais uma vez vejo-me em guerra com as regras. tenho sérios problemas em agir todos os dias com horário marcado. mas penso que esse momento - que não é pausa dramática - é justo aquele em que se desprende de umas coisas e se prende a outras.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;confesso que tenho saudade do meu antigo silêncio.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-9139034569130795782?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/9139034569130795782/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=9139034569130795782' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/9139034569130795782'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/9139034569130795782'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2010/03/assim-excessiva-volto-ao-inicio-das.html' title=''/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/S7O1q3Cw-xI/AAAAAAAAANo/SAVT6NzXa-4/s72-c/1094329_sleeping.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-5438901381933447858</id><published>2010-03-24T11:02:00.006-03:00</published><updated>2010-03-24T12:28:05.267-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p align="right"&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/S6otY64vH6I/AAAAAAAAANY/IsZgA0Vqif8/s1600/100_0535.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5452220205032742818" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/S6otY64vH6I/AAAAAAAAANY/IsZgA0Vqif8/s400/100_0535.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;mapa na mão&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;olho no mapa&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;mão no olho&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;vamos tentar encontrar a cidade&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;nicolas behr&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;fui e voltei de ônibus. pernas e joelhos condenados. primeiros momentos por lá, procurei um biscoito de queijo e alguém pra perguntar como se saía da rodoferroviária e, pelo que dava pra ver, qual das estradas pegaria. o café, que já vinha adoçado, tinha açúcar além da conta. um locutor faz o seu programa de rádio AM dali mesmo, do café. colocaram um banner na parede com o nome do programa e a frequência, e algo como "fulano de tal: a voz do povo". chegam dois entrevistados, de jaleco branco, para falar sobre o perigo da dengue a essa época do ano, em que chove muito. algumas pessoas aproveitavam a manhã de sol para andar pelas alamedas, no meio das árvores, só ou com o cachorro. as pessoas andam depressa, observo. pego um ônibus e o trocador me dá bom dia. respondo. reparo que a janela do ônibus é bem mais alta do que estou habituada a ver. um sol e um céu imensos. um calor diferente, e meu nariz e garganta "arranham". chego, agora sim, à rodoviária. toca rebolation e algumas pessoas se movimentam conforme a música. pessoas pedem dinheiro o tempo todo, é preciso ensaiar e repetir com a cabeça um não, não tenho, e um olhar baixo. segundo ônibus, o trocador diz que não sabe me dizer onde fica a 412. a moça de quem sento ao lado me diz que pode me ajudar, que vai me mostrar onde descerei. até agora as pessoas com quem converso têm um sotaque mais cadenciado, cantado, como o nordestino, inclusive a moça do ônibus. quando ela encontra uma conhecida, comprovo: esse sotaque não é daqui. desço e os prédios me parecem idênticos, todos, tenho uma impressão engraçada de repeteco, de visualizar uma vila em frames, em câmera lenta, quando os prédios são na verdade vestígios do anterior. o alfabeto dos prédios vai longe, e ainda não consigo saber pra que lado irei, até avistar um jeito de andar bem conhecido, cá dos tempos de mariana. pronto, resolvido o problema do endereço.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;depois foi chegar, e colocar o assunto de muito tempo sem se ver em dia. resultado: várias cervejas, risadas, confissões e petiscos. esqueci o cansaço da vinda. depois mais cervejas e mais pessoas conhecidas. há quem diga que é bairrismo. eu chamo saudade e oportunidade de rever os amigos. e sempre se chega ao ponto de: ai, que saudade de mariana/ai, que saudade de ouro preto.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;acordei cedo e com um céu colorido que vi da janela. aproveitei para ler mais umas coisas. e aí veio a prova. melindrosa, capciosa, longa. gastei a tarde e o que sobrou de energia. difícil resultar em algo produtivo, mas sinto que valeu pela experiência. valeu pela viagem.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;fomos a um lugar de que gostei muito. alguém fez uma seleção muito divertida de reggae/ska. umas pessoas bonitas dançavam. quando o negócio enveredou pra um tipo brega/indefinido, estávamos já namorando os doces e os ímãs da audrey hepburn na saída do bar. andamos um pouco, antes do táxi. achei bom andar pelas ruas planas, e sempre há árvores, o que faz sentir um certo receio que normalmente se sente andando à noite por alguma cidade: alguém pode nos observar, alguém pode nos abordar, estou dando muito na cara de que bebi? normal, ela me disse, mas aqui não há perigo. não há perigo? e torno a observar. é pouca ou quase nenhuma a gente que anda na rua.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;acordei morrendo de preguiça, sinapses produzindo pouca faísca. ela vai pro rio, me dá uma chave. demoro a agir, gasto o tempo, o sol está forte demais. arrumo os cacarecos todos, boto o lixo pra fora, tomo um café forte e sem açúcar. compro a passagem, vamos almoçar, agora alê e eu. ela se emociona quando se lembra de que estamos ali porque moramos na mesma república, em épocas diferentes. não moramos juntas em mariana mas estamos ali, juntas, almoçando em brasília. ela pede um suco de mexirica com gengibre. ótimo o lugar, depois ótimo o café. pedimos uma bola de sorvete de creme, que foi parar dentro da xícara. delícia. e a ventania toda, quase leva a gente, a mesa, tudo. o céu superazul. quanto azul ali, quanto azul, e isso me impressiona. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sozinha de novo, agora é a minha vez de andar. e ando ando ando. fotografo. são poucas, reparo mais uma vez, as pessoas que andam por ali. converso com os vigilantes, os funcionários. bahia, ceará, rio grande do norte. eles falam bonito. chegaram com os pais, eram meninos à época. ah, se fossem escolher, voltariam aos seus estados. sei lá se acredito. enquanto vou caminhando e fotografando, vou comendo as frutas secas que carrego. cocada com damasco adorei. e a barra de castanha de pequi também. dividi a banana passa com o vigilante do espaço oscar niemeyer, que me deu direções para o percurso. ele me diz que se fosse construir uma casa, nunca seria como aquela - e aponta para o espaço em frente, dedicado a israel pinheiro - "já viu uma laje assim? é muito esquisita. as construções aqui são todas doidas, visse?". acho graça e vou embora, ainda quero ver outro museu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5452222078679951682" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/S6ovF-xCqUI/AAAAAAAAANg/eOi21dR4iko/s400/100_0502.JPG" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;anunciaram a utopia&lt;br /&gt;mas foi brasília que apareceu&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;nicolas behr&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;encontro alê ainda mais uma vez, ela que guardou parte das minhas coisas no carro dela. vamos até o parque da cidade, agora já início de noite. lembrando o que gil disse, foi lá que eduardo e monica se encontraram. quando chego lá lembro isso. o pessoal que alê foi encontrar já está no aquecimento. conseguimos um táxi quase no laço, sigo até a rodoferroviária de novo. n`a hora do brasil, ouço comentários sobre uma sessão que assisti ao vivo, à tarde. rio sozinha enquanto lembro uma coisa que me chamou a atenção, que foi a moça gravando a sessão em linguagem de sinais, para ir ao ar na tv.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;uma moça me pede que eu pague uma marmita, como ela disse, para ela e os dois filhos. vamos andando juntas. penso que se ela estiver mal intencionada, outra pessoa estará um pouco adiante, esperando para me abordar, o que não acontece. entramos no mesmo lugar do café da outra manhã, a da chegada. lá servem jantar também. observo que o posto do locutor está vazio, sobrou apenas o banner com o título de "a voz do povo". a voz do povo está calada, pensei. peço uma pra ela e um prato pra mim, peço que sirva igual, e comemos as mesmas coisas. quando ela diz que vai sair, e me agradece, vejo os dois meninos na porta, esperando que ela leve a parte deles. penso que eles poderiam ter entrado, mas esperam do lado de fora. ela não me olha nos olhos, ela me olha dos ombros pra baixo, nunca nos olhos. não sei por que.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;saio e vejo a revistaria, entro. lá um moço de seus cinquenta anos silencioso me observa do balcão. passo por muita coisa até escolher uma revista pra me distrair o tempo em que preciso ainda esperar, esperar. no que estou saindo, vejo várias capas de revistas semanais com a foto do garoto acusado de assassinar glauco, o cartunista. comento que é um rapaz muito jovem o acusado do crime. e ele desanda a falar. ele me diz que tem gente adulta que dá mais trabalho que adolescente, que eu ouvisse a história do irmão dele próprio, e me conta a história. ele me diz que quer voltar para o sertão, lá a vida é mais barata, o lugar é mais bonito e ele se sente em casa, que não gosta de morar ali, mas que tem que cuidar da mãe e do irmão, que lhe dão muito trabalho. diz ainda que ele já comprou várias coisas, bens, mas que ainda assim ele quer voltar, porque para ele fazer dinheiro ali naquela cidade significa pouco. digo a ele que assim como ele vai conseguindo as coisas com o trabalho dele, uma hora virá a oportunidade de viajar, de voltar. ele me diz, quase no volume máximo: "ah, se tu falasse pela boca dum anjo!". saio sorrindo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;o funcionário da empresa de ônibus é ruivo, e ele aponta pra mim e pergunta: "belo horizonte?". digo que sim. ele diz: todo horário para belo horizonte é assim: as pessoas chegam cedo. acho graça primeiro porque pensei: aqui é longe da cidade e corre-se o risco do trânsito. na dúvida, chega-se cedo. não seria uma coisa lógica?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;fim da viagem, espero que os outros passageiros sigam para que eu me levante. um sorriso bonito e largo me dá passagem, agradeço, desço. ainda um café antes de vir para itabira, e aqui estou, recolhendo essa história toda e lembrando as passagens que ficaram inscritas na memória, visualmente falando.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-5438901381933447858?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/5438901381933447858/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=5438901381933447858' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/5438901381933447858'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/5438901381933447858'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2010/03/mapa-na-mao-olho-no-mapa-mao-no-olho.html' title=''/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/S6otY64vH6I/AAAAAAAAANY/IsZgA0Vqif8/s72-c/100_0535.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-5052100845806511208</id><published>2010-03-04T22:32:00.003-03:00</published><updated>2010-03-04T22:57:15.777-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;abriu-se o espaço para o novo, a novidade, o inédito, e eu listaria aqui todas as palavras toda a semântica do inesperado, da página em branco, do sorriso que se abre quando uma coisa boa começa, dos começos, sim, são os começos, são outros começos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;a sensação do espaço esvaziado é tão maluca que me faz rir e chorar. tudo ficou mais branco, claro, tudo, tudo, tudo! a claridade veio pro pensamento, a claridade veio pra música que meu coração faz, pros versos que imagino, pra leveza do meu passo de pé grande, de corpo que balança desengonçado, mas que cisma em balançar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;se não fosse tanta a chuva, já teria sido a estrada, a carona, o tropeço, o sem lugar, o sem destino. eu queria muito uma estrada, mas poderia até mesmo ser uma estrada enigmática, uma estrada que se passasse só em minha cabeça ou nas sensações de euforia que uma caminhada nova pode trazer, uma estrada nova, de curvas nunca planejadas, de circunstâncias inéditas. mas como há tanta chuva, peço a presença, peço o calor, peço que não, não me deixem só, não me deixem, não me deixem só que eu não consigo mais, eu não consigo. eu quero a presença, eu não quero a solidão, eu quero a presença, ainda que seja mais a presença de mim, e que minha presença seja forte, que seja forte a palavra, que seja forte o sorriso e a vontade de fazer outros sorrirem também.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;toca supertramp há duas horas ou mais, e eu me emociono de novo, porque ver esse espaço que de repente ficou assim tão amplo, e ouvir músicas que me trazem uma atmosfera já muito reconhecida me conforta. sim, é um conforto de estar comigo, estar em mim, e estar forte. forte pra começar tudo de novo, forte pra começar igual, forte pra começar diferente. forte pra começar com medo e tudo, com tropeço, mas com muita, muita muita coragem. e assim eu quero amar.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;e eu quero, ah, eu quero, eu quero da vida o meu tudo. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;e para todas as coisas, darei amor.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;meus amigos queridos, obrigada.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-5052100845806511208?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/5052100845806511208/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=5052100845806511208' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/5052100845806511208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/5052100845806511208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2010/03/abriu-se-o-espaco-para-o-novo-novidade.html' title=''/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-3679694701861430541</id><published>2010-03-02T00:30:00.004-03:00</published><updated>2010-03-02T00:42:32.567-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rascunhos literários'/><title type='text'>como um nicholas behr leonino</title><content type='html'>&lt;strong&gt;foi o beijo punk que eu te dei&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;por timidez vontade desejo malícia falta de jeito suspense nonsense, ato atroz&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;que me fez pensar em como é&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;deixar rastro em alguém&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;sem pólvora laço bússola cartão de memória acaso ou sede, senão puro lapso. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[vanessa soares de paiva, 00:41 no monitor que brilha mais que devia, de uma terça, então dois de março, doismiledez.]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-3679694701861430541?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/3679694701861430541/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=3679694701861430541' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/3679694701861430541'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/3679694701861430541'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2010/03/como-um-nicholas-behr-leonino.html' title='como um nicholas behr leonino'/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-5473402466720582707</id><published>2010-02-23T08:34:00.005-03:00</published><updated>2010-02-23T09:17:47.268-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/S4PFalxo1JI/AAAAAAAAALA/f_ZwnTAJINc/s1600-h/P%C3%93STUDO.gif"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 281px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5441409835401270418" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/S4PFalxo1JI/AAAAAAAAALA/f_ZwnTAJINc/s400/P%C3%93STUDO.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;tenho falado muito em casa, percebi. tenho falado muito em percursos também, e talvez esses sejam os assuntos de sempre. pensei hoje pela manhã que o poema de augusto de campos diz tudo o que eu preciso saber, e o trouxe para cá, para ilustrar meu post. é "pós-tudo", de 1984, muito presente nos livros didáticos de português e literatura, haha.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;alguns problemas de logística têm me ocupado, e por enquanto estou cuidando deles, o que me dá um trabalho que acho bom, bem prático, diferente do que costumeiramente faço, é outro o raciocínio. bom porque vamos consertando daqui-dali e fazendo novos arranjos de espaço e coisas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;li santiago nazarian falando sobre fazer coisas sozinho, principalmente do que é ultrapassar a barreira do comer sozinho. achei graça porque eu comi tantas vezes sozinha, cozinhei pra uma, saí sozinha, algumas vezes também voltei sozinha, ainda prefiro o cinema sozinha... é, as pessoas olham mesmo - por que alguém estaria sentado ao restaurante sozinho quando a maioria, por puro pavor do não ter o que fazer com o tempo da espera, estava acompanhada? mas talvez ele esteja falando mesmo é sobre um possível medo de uma possível mudança de cidade, coisa que acho que já percebi.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;acho ainda que tanto o medo quanto a mudança são positivos, e porque: o medo indica uma preocupação de fazer coisas direito, do melhor jeito; e a mudança traz a deliciosa e aterrorizante incerteza do que virá em seguida.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;estou nesse barco também. tentando fazer do melhor jeito. nada mais interessante do que bagunçar, desordenar, mover de lugar, para depois encontrar nova ordem, que novamente será subvertida. as ordens são momentâneas, como tudo o mais. basta ter o medo bom.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-5473402466720582707?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/5473402466720582707/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=5473402466720582707' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/5473402466720582707'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/5473402466720582707'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2010/02/tenho-falado-muito-em-casa-percebi.html' title=''/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/S4PFalxo1JI/AAAAAAAAALA/f_ZwnTAJINc/s72-c/P%C3%93STUDO.gif' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-4112030728848567343</id><published>2010-02-06T13:27:00.000-02:00</published><updated>2010-02-06T13:33:00.972-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Clareou. Minha mente, como num repente, clareou. Não escrevo mais, escrevo o mínimo. Borboleteio. Gosto de acordar onde ainda não estive. Gosto de estar entre desconhecidos. Gosto do risco. Morro de medo. As palavras vinham me escondendo, então agora quero ser pele. Fôlego e calor, como no poema da outra vez, que meu querido Luiz musicou. Faz tempo as coisas têm se repetido, aprendi a pensar nisso com maior nitidez ontem, mas comecei mesmo foi da outra vez em que conversei com Danilo. Meu coração formou uns pares muito parecidos, depois de uma certa viagem ao norte do país e até hoje. Hoje, ou ontem. Porque hoje estou ímpar. São pares muito parecidos (como isso soa engraçado), e tudo estava ali sempre tão visível, tão, tão visível, menos para mim. Tanto são pares engraçados que o fechamento do ciclo foi com outra viagem, dessa vez para o sul. E eu me mantenho aqui neste ponto, o mesmo ponto de onde outros partem. Aqui eu fico, estou, sou. Formam-se milhões de linhas que me atravessam e atravessam espaços vizinhos. Viver é isso, então? Talvez eu continue me perguntando até fazer 30 anos (2012), para daí pra frente me dedicar a desfazer os emaranhados e rir de tudo. Daí, talvez, se eu me pegar menos rebelde aos controles e descontroles  que o amor pode trazer, daí talvez eu possa vir a estabelecer vínculos que sejam previamente acordados como frágeis, e não criar expectativas do contrário, que minha eterna moleza de espírito – é, é uma espécie de carência – me incentiva a fazer. E que eu aprenda – isso pode ser logo, isso pode ser já – a viver e a propor e a curtir loucamente o tal do amoroje, e não o amoramanhã. Que amanhã não se sabe, e hoje é a maravilha, o dia do mais lindo amar. O amor-tudo, o amor com ou sem par.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Ouvir Breeders ajuda a energizar. Sonhei com alguém botando L7 pra tocar – quem?&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-4112030728848567343?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/4112030728848567343/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=4112030728848567343' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/4112030728848567343'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/4112030728848567343'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2010/02/clareou.html' title=''/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-2089592244553353532</id><published>2010-01-28T11:55:00.003-02:00</published><updated>2010-01-28T12:07:37.643-02:00</updated><title type='text'>outra vez Ouro Preto.</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/S2GYyIYXtkI/AAAAAAAAAKw/3HjDH2WMZ_0/s1600-h/100_0314.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5431790612596110914" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/S2GYyIYXtkI/AAAAAAAAAKw/3HjDH2WMZ_0/s320/100_0314.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vista da casa da Roberta, hoje de manhã. Nubladão, mas agora até que apareceu um sol tímido. Achei engraçado como se percebe a igreja da Conceição misturada às casas e aos telhados, como uma espécie de fortaleza, e não se vê a rua. De lá tem-se uma vista bonita, com a Escola de Minas, a Rua do Ouvidor, a igreja de S. Francisco e o Museu da Inconfidência. O café foi compriiiido e bom. E olha quantas parabólicas observando! É, eu gosto mesmo daqui. Se acontecer de me mudar, vai ser muito difícil ficar longe. Não é a minha cidade natal, mas é minha casa também. A casa da gente deve ser aquela que a gente escolhe. Deve ser... mas... isso tem a ver com identidade ou com pertença? Ou é tudo muito parecido?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-2089592244553353532?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/2089592244553353532/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=2089592244553353532' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/2089592244553353532'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/2089592244553353532'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2010/01/outra-vez-ouro-preto.html' title='outra vez Ouro Preto.'/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/S2GYyIYXtkI/AAAAAAAAAKw/3HjDH2WMZ_0/s72-c/100_0314.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-5533422383896561376</id><published>2010-01-22T22:06:00.005-02:00</published><updated>2010-01-22T22:21:25.370-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Fui em busca de caixas novas de som. Enquanto pedia para o vendedor testar todas as disponíveis, uma a uma, ia comentando sobre as minhas impressões e fazendo comparativos. Volta pra essa, libera só a caixa da esquerda agora, e assim íamos ouvindo umas músicas que eles - porque nessa altura os outros funcionários se animaram com a cena incomum de música alta naquela loja pequena, era sexta, quase seis, e também com a possibilidade de escolherem a próxima música, e para isso já combinavam uma espécie de revezamento. Eles falavam das últimas do verão  - mas ainda é alto verão! - das que estavam "com tudo", ou as "boas demais". Até que o primeiro vendedor, ao me observar de ouvido atento tentando diferenciar as caixas e estabelecer um ranking entre elas para começarmos a negociação, me pergunta, assim, sério, pra encurtar conversa:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;- Você é música?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não preciso nem contar que saí de lá dando passos no mais elaborado fraseado. No ato da pergunta o que eu lembrei mesmo foi a música do Wando e aquela história de luz, raio, estrela e luar. Acho que pela graça da coisa mesmo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Foi divertido. Mas eu acabei comprando em outra loja. Caras demais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-5533422383896561376?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/5533422383896561376/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=5533422383896561376' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/5533422383896561376'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/5533422383896561376'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2010/01/fui-em-busca-de-caixas-novas-de-som.html' title=''/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-1204096366226173994</id><published>2010-01-22T13:21:00.007-02:00</published><updated>2010-01-22T13:54:55.221-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rascunhos literários'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/S1nKJij5xPI/AAAAAAAAAKg/Rr9n5Wbh-To/s1600-h/100_0303small.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5429593091016869106" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/S1nKJij5xPI/AAAAAAAAAKg/Rr9n5Wbh-To/s400/100_0303small.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Depois de ontem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descubro um canto da casa onde nunca antes havia me sentado&lt;br /&gt;Descubro: um sabor novo para refazer a mesmíssima comida com um gosto diferente,&lt;br /&gt;um jeito enviesado de abraçar o travesseiro,&lt;br /&gt;novos intervalos para tarefas domésticas.&lt;br /&gt;Testo limites do meu corpo para a bebida&lt;br /&gt;Testo habilidades em dispensar os homens.&lt;br /&gt;Não quero ninguém comigo, senão eu,&lt;br /&gt;enquanto me proponho esse constante interrogar-me: estive sã?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já fui sua prenda, sua flor&lt;br /&gt;Hoje sou artigo comum, despetalado&lt;br /&gt;Hoje sou hiato, intervalo, semínima&lt;br /&gt;Mínima&lt;br /&gt;Que ainda não se configura em vazio, claro, mas&lt;br /&gt;Ainda que algo sempre aconteça&lt;br /&gt;É muito pouco o que emociona de fato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de ontem, vanessa soares de paiva, 22/01/2010, após o almoço.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-1204096366226173994?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/1204096366226173994/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=1204096366226173994' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/1204096366226173994'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/1204096366226173994'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2010/01/depois-de-ontem-descubro-um-canto-da.html' title=''/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/S1nKJij5xPI/AAAAAAAAAKg/Rr9n5Wbh-To/s72-c/100_0303small.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-105596549948859038</id><published>2010-01-19T15:04:00.000-02:00</published><updated>2010-01-19T15:06:34.703-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rascunhos literários'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Poema parco &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que se tornará&lt;br /&gt;Além dessa ânsia de abismo&lt;br /&gt;Dessa certeza de ar&lt;br /&gt;Desse chão que evapora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu efeito&lt;br /&gt;Tenho certeza em abismo&lt;br /&gt;Palavra em desmembramento de significante&lt;br /&gt;O concreto não delineado, chão a evaporar&lt;br /&gt;Mas quero por algum motivo&lt;br /&gt;Essa textura de nuvem, esse movimento&lt;br /&gt;Premeditado, essa conversa muda&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vanessa soares de paiva, s/d.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-105596549948859038?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/105596549948859038/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=105596549948859038' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/105596549948859038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/105596549948859038'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2010/01/poema-parco-e-o-que-se-tornara-alem.html' title=''/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-596547797024568778</id><published>2010-01-14T09:58:00.003-02:00</published><updated>2010-01-14T10:18:19.167-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/S08LDPoQIPI/AAAAAAAAAKY/I0ybiP_900A/s1600-h/lou_reed.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5426568226367611122" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 350px; CURSOR: hand; HEIGHT: 335px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/S08LDPoQIPI/AAAAAAAAAKY/I0ybiP_900A/s400/lou_reed.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Liguei o rádio de manhã e tocava um especial Marisa Monte. O bom foi ter ouvido Pale blue eyes, delícia de música. O que eu não tinha ouvido ainda, sequer sabia, é que a composição é de Lou Reed (Luigi, de acordo com a Bia). E acabei gostando mais da versão com o Velvet underground, do disco de 1969. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Para ouvir, &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=LNafWbdriW0"&gt;aqui&lt;/a&gt;!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E a letra:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Pale blue eyes&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;(Lou Reed)&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Sometimes I feel so happy&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Sometimes I feel so sad&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Sometimes I feel so happy&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;But mostly you just make me mad&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Baby you just make me mad&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Linger on, your pale blue eyes&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Linger on, your pale blue eyes&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Thought of you as my mountain top&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Thought of you as my peak&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Thought of you as everything&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;I've had but couldn't keep&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;I've had but couldn't keep&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Linger on, your pale blue eyes&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Linger on, your pale blue eyes&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;If I could make the world as pure and strange as what I see&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;I'd put you in the mirror &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;I put in front of me&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;I put in front of me&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Linger on, your pale blue eyes&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Linger on, your pale blue eyes&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Skip a life completely, stuff it in a cup&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;She said money is like us in time&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;It lies but can't stand up&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Down for you is up&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Linger on, your pale blue eyes&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Linger on, your pale blue eyes&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;It was good what we did yesterday&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;And I'd do it once again&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;The fact that you are married&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Only proves you're my best friend&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;But it's truly, truly a sin&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-596547797024568778?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/596547797024568778/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=596547797024568778' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/596547797024568778'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/596547797024568778'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2010/01/liguei-o-radio-de-manha-e-tocava-um.html' title=''/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/S08LDPoQIPI/AAAAAAAAAKY/I0ybiP_900A/s72-c/lou_reed.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-3054511151915924372</id><published>2010-01-12T12:19:00.003-02:00</published><updated>2010-01-12T12:45:21.317-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/S0yKIbDVq3I/AAAAAAAAAKQ/Oozn6gsb7GE/s1600-h/mepris7.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5425863528379951986" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 225px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/S0yKIbDVq3I/AAAAAAAAAKQ/Oozn6gsb7GE/s400/mepris7.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em um dos momentos de O desprezo (Le Mépris, França/Itália, 1963), de Godard, o marido escritor, Paul (Michel Piccoli), tenta compreender porque Camille (BBardot) não o ama mais. segue-se o lenga lenga de daqui pra lá no apartamento muito branco e com vestígios de recém-mudança, e a câmera movimenta-se para a esquerda e a direita, fixa em um ponto, e os dois andam e discutem em tom ameno - sem muitas explicações, mas com constatações vagas - o não mais amar. Num momento de nervosismo mais insistente de Camille, ela diz um palavrão. O marido comenta algo como "esse linguajar não fica bem para você". o que segue: uma lista de pelo menos outros seis palavrões. atrevida essa Camille, esse personagem delicioso.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;perdi a conta de quantas vezes ela mostra a bunda. é, a bunda dela é bonita, mas que coisa. deve ser muito bizarro saber que alguém te despreza mas te mostra a bunda. fiquei pensando: e a bunda, o que é então? desbunde?, hahahaha.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;o enredo do filme é o seguinte: Paul recebe a proposta para roteirizar a Odisséia, e o filme todo se passa entre a dúvida: ir para a Itália acompanhar o trabalho da equipe de filmagem e continuar o roteiro (e assim ganhar dinheiro para pagar o apartamento para o qual acabara de mudar com Camille) ou desistir do roteiro e do seu casamento, pois a esposa subitamente descobre que não mais o ama. Eu gostei de vê-los discutindo o trabalho em uma sala de projeção, e também no cine-teatro (quando teatro), e também com a equipe, ajustando os aparatos. eu gosto de metalinguagem. gostei também da casa para onde vai a equipe, em uma formação rochosa, alta, com escadarias que chegam ao mar. inclusive o teto da casa possui uma escadaria, e pode-se andar pelo alto também. muito curiosos os formatos e as possibilidades de trânsito pela construção e pela rocha.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;gostei. bom filme. =)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;muito bom: nesse &lt;a href="http://doheart.tumblr.com/post/239399774/le-mepris-o-desprezo-1963-jean-luc-godard"&gt;link&lt;/a&gt; pode-se ver uma pequena sequência das cenas no apartamento.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-3054511151915924372?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/3054511151915924372/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=3054511151915924372' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/3054511151915924372'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/3054511151915924372'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2010/01/em-um-dos-momentos-de-o-desprezo-le.html' title=''/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/S0yKIbDVq3I/AAAAAAAAAKQ/Oozn6gsb7GE/s72-c/mepris7.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-6379618643562371565</id><published>2010-01-11T12:01:00.003-02:00</published><updated>2010-01-15T12:37:38.879-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rascunhos literários'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;sobre o sonho.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;tudo ao redor era água, visto das janelas de um lado a outro do quadrado em que estava. depois era a estrada e a ventania louca, fortíssima.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;acaso isso teria a ver com sexo?&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-6379618643562371565?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/6379618643562371565/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=6379618643562371565' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/6379618643562371565'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/6379618643562371565'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2010/01/sobre-o-sonho.html' title=''/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-5746875984556830229</id><published>2010-01-11T10:25:00.007-02:00</published><updated>2010-01-11T11:57:40.284-02:00</updated><title type='text'>pequenas iluminações.</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;Mas o título completo dessa postagem bem que poderia ser pequenas iluminações de Vanessa para Oswaldo, e para as vozes lindas que não se cansa de ouvir. E quando essas vozes parecem as mais distantes, são as que inexplicavelmente nos sussurram o ouvido clamando por uma mudança, uma andança, uns passos a mais, uns abraços a mais, terrivelmente lúcidas.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/S0scB_8KYrI/AAAAAAAAAJo/WkmhFEUhrCg/s1600-h/100_0276.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5425460996767113906" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 258px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/S0scB_8KYrI/AAAAAAAAAJo/WkmhFEUhrCg/s320/100_0276.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A imagem que ilustra essa postagem é: Vanessa dançando Léo e Bia, querendo ser ela também Bia e &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;sonhando com muitas viagens e terras e corpos distantes vistos por todos os enquadramentos possíveis. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Ah, os quadros possíveis...!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Às vezes falar em pássaros e pensar em música acontece quando nem se espera. Quando uma cerveja pode virar vinte, quando em uma tarde perde-se o sentido de quanto tempo se passou, quando se permite um torpor, ouvir uma canção de que se tem saudade, ver o dia iluminado desde a horizontal. Por dentro o vazio de sempre, estou repleta de um vazio doído, uma angústia estranha, um quase não se adaptar. Mas, enjoada de um vazio então desprestigiado, só me restam os olhos fechados e os braços por abraçar. Com rima besta e tudo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;++&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Mas......&lt;/p&gt;&lt;p&gt;++&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;Outro dia falei sobre Léo e Bia, e o Nem, muito besta, disse que os Beatles tinham feito uma versão dessa música, em um disco de mesmo nome. Aí ontem fiz a bobagem de ligar a televisão justo na hora em que um repórter do fantástico (?) sugeria a todo o tempo que o Oswaldo Montenegro estava louco. Era o cantor dizendo que ele começou um dia a pintar e não conseguiu parar até cobrir todas as paredes do seu apartamento de um colorido caótico, e o repórter: para você, o que é a loucura? Eu também não entendo o porquê de um sujeito conseguir manter a mente tranquila em um local tão cheio de cores tão extravagantes. Mas e daí, por isso ele é louco? Louca é a gente que nem sabe sobre essas bobagens de limites e limitações e escancara-se todo, para o mundo, ou para dentro de si. E daí?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E - ah, eu não sabia - Léo e Bia era musical e virou filme, dirigido pelo próprio Oswaldo Montenegro. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Leo e Bia": uma adaptação do musical que escreveu em 1984, o filme conta a história de sete amigos que, em 1973, fazem parte de um grupo que sonha viver de teatro em Brasília. Para ver mais da notícia, &lt;a href="http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2008/06/09/oswaldo_montenegro_que_faz_show_nesta_sexta-feira_no_rio_adapta_musical_leo_bia_para_cinema-546717152.asp"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Da música linda, a letra:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;"No centro de um planalto vazio&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Como se fosse em qualquer lugar&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Como se a vida fosse um perigo&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Como se houvesse faca no ar&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Como se fosse urgente e preciso&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Como é preciso desabafar&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Qualquer maneira de amar varia&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;E Léo e Bia souberam amar&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Como se não fosse tão longe&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Brasília de Belém do Pará&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Como castelos nascem dos sonhos&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Pra no real, achar seu lugar&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Como se faz com todo cuidado&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;A pipa que precisa voar&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Cuidar de amor exige mestria&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;E Léo e Bia souberam amar."&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E um trechinho de uma das coisas do filme [acho que é da narração, haha. É que criaram uma personagem, Marina, que não é Bia, porque Bia é inspirada em Madalena, antiga namorada e até hoje presente na carreira de O. Montenegro, para a Paloma Duarte, que faz algo como narrar alguns momentos da história do filme]:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Quando a gente viu Brasília lá em baixo, eu comecei a achar que era mais do que tudo aquela possibilidade de vôo. Eu sentia a dor que o Léo tava sentindo, mas era inevitável achar tudo pequeno. Era céu demais! Era demais! Eu amava o Léo. Ele sabia disso. Bia, todo mundo sabia. Eu amava a possibilidade do novo. O Rio me assustava. Eu tinha um medo tão grande. Mas até ter medo era novo.A gente tinha um tédio lindo, porque era tédio de tudo. E aí, eu percebi que seria diretora e protagonista do filme da minha vida. E que nós faríamos esse roteiro. E eu não ia permitir que nenhum patrocinador influísse. Não ia mesmo!Começou o nosso filme! E ele não é bom nem mal. É o nosso filme!Mesmo que doa, é o nosso filme! E daí por diante nós conduziríamos o barco. E para mim, o caminho era mais lindo que o barco. E muito mais lindo do que qualquer lugar para onde pudesse ir. Valeu Brasília, já fomos!&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Eu busquei esse texto em &lt;a href="http://www.oswaldomontenegro.com.br/"&gt;http://www.oswaldomontenegro.com.br/&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;[[[[Ah, não tem muito propósito não. É mais pra ficar pensando mesmo. Pra depois iluminar e partir.]]]]&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-5746875984556830229?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/5746875984556830229/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=5746875984556830229' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/5746875984556830229'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/5746875984556830229'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2010/01/pequenas-iluminacoes.html' title='pequenas iluminações.'/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/S0scB_8KYrI/AAAAAAAAAJo/WkmhFEUhrCg/s72-c/100_0276.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-8163316100678485849</id><published>2010-01-04T21:24:00.007-02:00</published><updated>2010-01-04T21:58:39.747-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/S0KAhDUyBhI/AAAAAAAAAJg/M8LRn1VXbD8/s1600-h/100_0066.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5423038206624007698" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/S0KAhDUyBhI/AAAAAAAAAJg/M8LRn1VXbD8/s320/100_0066.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;achei graça ao ler a lu quando disse que quando a gente volta pra casa entende exatamente o porquê de ter saído de lá. ah, a casa da gente não é tédio, não é horror, não é martírio. a casa da gente é a gente exagerado, com aqueles efeitos pra ver os detalhes. a casa da gente é a gente retratado. é a gente no espelho. e é horroroso mesmo perceber todos os nossos defeitos. porque as qualidades a gente só percebe as dos outros. a dos nossos a gente percebe mais é a reclamação, é a cobrança, o ronco, a chatice, a beberrice, o modo como fala alto às vezes, o cansaço ou a falta de descanso, o enfado, o bode. a minha casa é tão engraçada como todas as outras. tem gente de tudo quanto é jeito. tem gente muito igual ao que sou, porque vim de lá. tem gente que me ensinou e me ensina coisas, que briga comigo, que me liga pra dizer que eu esqueci de ligar e desliga pra receber a chamada. é com eles que eu rio e choro, é pra eles que eu ligo quando a expectativa é a de solidão, é pra eles que eu ligo quando estou feliz demais e no meio da bagunça, do caos. eles são comigo, eu sou com eles. fui pra lá no natal, voltei, viajei, voltei pra cá e meu pai me liga dizendo "ah, mas não era para você ter voltado por aqui?" e eu penso que até poderia, mas eu queria um pouco ficar sozinha e pensar. e também preciso trabalhar, já que quero terminar logo as correções que estou fazendo aqui, e tenho prevista mais uma revisão, enfim, janeiro é trabalho também, viva a vida.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;fiz um passeio que me melhorou, vi o mar, o mar é sempre lindo e barulhento de um barulho bonito, bom, claro. voltei achando a vida engraçada porque ouvi muitas histórias e lembrei de uma que diz mais ou menos assim: se você puder lançar, junto com outras pessoas, os seus problemas em uma grande pilha, um monte, algo parecido, pra depois ter o direito de escolher quais problemas quer, vai pegar todos os próprios problemas de volta. só sabe quem vive. vivemos, logo, sabemos. sabemos pelo menos o que escolher. se não sabemos o que queremos, pelo menos o que não queremos, isso sim, saberemos. se não quisermos saber de nada, dormimos, conversamos no msn com gente estranha, ou ficamos invisíveis só observando.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;2010 está vindo para mim como um ano de começar coisas de novo. ou começar, simplesmente. meus trabalhos estão terminando, e logo estarei aí, na pista, como diz um irmão meu. a expectativa é a de acelerar e preparar a mente para um possível doutorado possível, e confabular muito com os maus e os bons pra saber por onde ir. ou confabular comigo mesmo, vai saber quem vai ter o melhor conselho!? queria viajar um pouco mais, mas estou cautelosa. quero observar mais, sentir. estou achando que tudo está rápido demais e eu estou confusa a sentir sem conseguir experimentar, só sentir, e eu quero experimentar também. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;quero saber o que vai ser do meu amor, mas não adianta eu querer saber. eu não gosto de esperar, então o recurso é mesmo a rabugice. e nisso sou boa. sei ser teimosa e rabugenta com grande facilidade. sei também apagar as coisas da mente, e transformar em outras coisas, em dores em lugares diferentes. hoje é a barriga. ontem foi o machucadinho que fiz de tanto andar de chinelo de dedo. a gente desvia as dores, os horrores, os amores. a gente consegue desviar tudo quando dói.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;quero estar mais entre os meus, e prometi à minha mãe, sim, em breve vamos ver os tios, os primos, todo mundo. os bisnetos da vó que não conheço ainda, as atualizações dos museus de são paulo, umas bandas em bares pequenos, as sessões de cinema (eu forcei a barra pra não botar o cinema em primeiro na lista). outro dia lembrei que ainda não conheço o museu da língua portuguesa. vai ser uma boa. não sei se minha mãe vai querer ir ver essas mesmas coisas, enfim, mas irei. quem sabe não encontre uns amigos que estão por lá? e a primaiada acompanha também, sempre rindo dos trens, dos uais, dos sôs e dos nossinhoras.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;um lampejo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- quer esquecer? transforme em literatura.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;e feliz ano novo, do jeito feliz que for.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-8163316100678485849?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/8163316100678485849/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=8163316100678485849' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/8163316100678485849'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/8163316100678485849'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2010/01/achei-graca-ao-ler-lu-quando-disse-que.html' title=''/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/S0KAhDUyBhI/AAAAAAAAAJg/M8LRn1VXbD8/s72-c/100_0066.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-1716338043200424565</id><published>2009-12-23T09:59:00.003-02:00</published><updated>2009-12-23T10:31:38.097-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ffff;"&gt;Eu gosto de mapas. Eu gosto de estar no litoral e visualizar ali, por exemplo, no recorte da areia, um possível entorno de mapa. Gosto de ver as placas que delimitam os estados. Gosto de ver as placas que delimitam os municípios. Gosto de viajar por terra e durante o dia, ver as paisagens. Gosto de perceber as mudanças de relevo, os contornos dos rios, as pontes, se altas, se baixas, as curvas, se loucas, se brandas. Muitas vezes parei e pensei sobre o ser-no-mundo. Sobre o eu no mundo. E aí vem Saramago e diz, para confirmar algumas dessas inquietações:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff99ff;"&gt;Uma pessoa olha o mapa e fica logo cansada. E, no entanto, parece que tudo está ali perto, por assim dizer, ao alcance da mão. A explicação, evidentemente, encontra-se na escala. É fácil de aceitar que um centímetro no mapa equivalha a vinte quilómetros na realidade, mas o que não costumamos pensar é que nós próprios sofremos na operação uma redução dimensional equivalente, por isso é que, sendo já tão mínima coisa no mundo, o somos infinitamente menos nos mapas. Seria interessante saber, por exemplo, quanto mediria um pé humano àquela mesma escala. Ou a pata de um elefante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;SARAMAGO, José. A viagem do elefante: conto. São Paulo: Companhia das Letras, 2008, p. 159.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ffff;"&gt;O curioso é que Vinícius me deu esse livro e, agora que o presente vai completar um ano, somos, nós dois, em pequeníssima escala humana, dois pontos dispostos no mapa, e, às vezes em pequena, às vezes em grande escala, é a linha que nos separa, que depende sempre da maneira como se a sente. Isso traz de início uma tristeza insistente feito chuva fina, mas ao mesmo tempo uma alegria de sabermo-nos pontos no mapa e, como tais, podemos nos encontrar. Basta ajustar os instrumentos, aferir a velocidade do vento, aferir a quantidade de poeira ou de chuva, afinar a direção a ser tomada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-1716338043200424565?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/1716338043200424565/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=1716338043200424565' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/1716338043200424565'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/1716338043200424565'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2009/12/eu-gosto-de-mapas.html' title=''/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-599484584377389291</id><published>2009-12-16T22:54:00.003-02:00</published><updated>2010-01-15T12:38:52.343-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rascunhos literários'/><title type='text'></title><content type='html'>não consigo ter discernimento, equilíbrio, clareza, claridade, para saber-me em lugar que de perto passa a longe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o estado de vírgula é sempre mais instável, há um desequilíbrio por vir, uma pausa que não se encerra, mas que, enquanto pausa, é um estorvo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;isso, isso, continue chovendo, meu pensamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;prefiro a frieza do úmido à caloria suorenta dos dias azuis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;blues estou eu, por dentro e por fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é uma tristeza fria e úmida, sonora, blues.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-599484584377389291?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/599484584377389291/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=599484584377389291' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/599484584377389291'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/599484584377389291'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2009/12/nao-consigo-ter-discernimento.html' title=''/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-7041944554389200097</id><published>2009-12-16T22:49:00.003-02:00</published><updated>2010-01-15T12:39:38.010-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rascunhos literários'/><title type='text'></title><content type='html'>quero me apegar, saber que estou segura&lt;br /&gt;quero me agarrar, saber que tenho rumo&lt;br /&gt;quero me encolher, reconhecer-me frágil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;queria, dissimulada, fazer tudo parecer calmo&lt;br /&gt;queria, calmamente, descabelar-me com a chuva&lt;br /&gt;queria, propositadamente, desnudar-me, desmascarar-me&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;esse seria o momento ideal para voar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;para me traduzir, só um poeta dos meus favoritos, Marcos Prado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-7041944554389200097?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/7041944554389200097/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=7041944554389200097' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/7041944554389200097'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/7041944554389200097'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2009/12/quero-me-apegar-saber-que-estou-segura.html' title=''/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-6654561138164108423</id><published>2009-12-16T22:46:00.001-02:00</published><updated>2009-12-16T22:48:15.682-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>PENÚLTIMA  &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;(Marcos Prado)  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como posso agora estar alegre? &lt;br /&gt;era de se esperar que eu desesperasse &lt;br /&gt;talvez mais tarde eu desintegre &lt;br /&gt;entre o penúltimo gole do último porre &lt;br /&gt;e leve ao meu lado os que me seguem &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sim,  perdi a razão do que eu achava e do que eu acho, &lt;br /&gt;mas aprendi que o céu é mais embaixo &lt;br /&gt;ainda não sei o quanto dei  a tantas quantas amei &lt;br /&gt;ainda não sei ao certo se eu errei&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-6654561138164108423?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/6654561138164108423/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=6654561138164108423' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/6654561138164108423'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/6654561138164108423'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2009/12/penultima-marcos-prado-como-posso-agora.html' title=''/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-5514282912562445528</id><published>2009-12-13T15:39:00.004-02:00</published><updated>2009-12-13T15:48:30.537-02:00</updated><title type='text'>Noll para o Jornal Rascunho (Curitiba-PR)</title><content type='html'>Veja &lt;a href="http://rascunho.rpc.com.br/index.php?ras=secao.php&amp;amp;modelo=2&amp;amp;secao=45&amp;amp;lista=0&amp;amp;subsecao=0&amp;amp;ordem=3258"&gt;esse texto no Rascunho&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;A última edição de 2009 do Paiol Literário - projeto promovido pelo Rascunho, em parceria com a Fundação Cultural de Curitiba e com o Sesi Paraná - aconteceu no dia 17 de novembro. O convidado foi o escritor gaúcho JOÃO GILBERTO NOLL, nascido em Porto Alegre (RS), em 1946. Noll é autor de 13 livros, entre eles, Acenos e afagos (Prêmio Portugal Telecom 2009), Mínimos, múltiplos, comuns, O cego e a dançarina, A fúria do corpo, Bandoleiros e Lorde. Por sua obra, recebeu inúmeros prêmios, incluindo o Jabuti em cinco ocasiões: 1981, 1994, 1997, 2004 e 2005. O romance Harmada consta da lista dos cem livros essenciais brasileiros em qualquer gênero e em todas as épocas, organizada pela revista Bravo!. Seus livros já foram adaptados para o cinema e o teatro e ganharam traduções na Argentina, na Inglaterra e na Itália.&lt;br /&gt;No bate-papo entre o autor e os seus leitores, mediado pelo escritor e jornalista José Castello, Noll falou sobre as características mais marcantes de sua escrita e de seus personagens, reforçou o amor que sente pela poesia e analisou a influência do cinema na sua obra, além de ler, para o público, vários trechos de seus romances Lorde e Acenos e afagos.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;• A expressão de uma voz&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Gosto realmente de ler trechos dos meus livros. Porque tenho a impressão de que escrevo principalmente para a expressão de uma voz. O que interessa nos meus livros, se alguma coisa realmente interessa, não é a sua trama, não é o seu enredo. É a percepção que este meu pequeno herói tem do mundo (Noll mostra o seu romance Lorde). A percepção dele em relação ao mundo, às coisas, aos objetos. Ele é extremamente contemplativo. Gosta muito de olhar e de traçar comentários sobre as coisas que vê. Isso, inclusive, é um dos seus problemas básicos. Essa vocação para a contemplação num mundo que exige, o tempo todo, a produtividade.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;• Fusão perigosa&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Outra coisa capital nos meus livros é o erotismo, sem sombra de dúvida. Um erotismo às vezes pesado, às vezes mais lírico. Esse desejo de conviver com a interioridade do outro, essa possibilidade de se fundir ao outro, também é muito forte no que eu escrevo. A ponto de o personagem central de um dos meus livros, Lorde, haver conseguido esse intento. No livro, ele se transforma em outro. Ou o outro o introjeta. Seu aspecto exterior é do outro, não é dele, mas é ele quem articula a visão do outro. Isso é muito perigoso. Porque, se você quer se fundir ao outro, é claro, o amor pode pintar nesse momento. Os franceses dizem que o orgasmo é uma pequena morte. E justamente aí é que está o lado perigoso desse "se fundir" ao outro. Quer dizer, quando você se funde demais ao outro, e isso acontece com o cara do Lorde, bye-bye. A identidade dele vira uma terceira coisa.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;• Sem flashbacks&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Escrevi Lorde em Londres, com uma bolsa de escrita do King's College. Fiquei quatro meses lá, escrevendo esse livro, da manhã até as entranhas da madrugada. E foram os dias mais felizes da minha vida, não tenho a menor dúvida disso. Porque eu vivia, ali, o princípio do prazer freudiano o tempo todo. Eu não estava exatamente na realidade. Eu estava ficcionalizando uma série de coisas que eu vivia. Claro que Lorde não é um livro autobiográfico. Nem tenho jeito para fazer coisas autobiográficas, para fazer um documentário sobre o meu eu. Mas, realmente, se eu não tivesse ido a Londres, eu não teria escrito esse livro. Dos meus livros, Lorde é o livro que mais admiro. Justamente por sua concisão. Nele, só falei sobre as coisas que eu estava vivenciando naquele momento. O que eu via, o meu quarto, o ônibus que eu pegava, o bairro em que eu morava. Tudo partia da realidade empírica, ali, daquele momento. E não faço nenhum flashback em relação ao Brasil. Porque o cara (o seu personagem) é brasileiro, escritor. E eu não fazia flashback. Isso de não fazer flashback também é muito meu.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;• Todo mundo e ninguém&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;A primeira frase do livro A fúria do corpo é: "O meu nome não". Não queira saber meu nome, não queira saber da minha cidadania. Quero algo além da cidadania. Eu disse: "O meu nome não". Aqui (mostra o Lorde) também tem isso. Meus personagens jamais têm nome. Às vezes, faço algumas brincadeiras com João, João Evangelista, por exemplo. É para não ficar muito psicologista: o cara foi ofendido na infância, chega à idade adulta, faz isso e faz aquilo. Isso realmente dá ao personagem uma cidadania exagerada, que eu não quero. Eu quero falar de todo mundo e ninguém através desse meu protagonista que é sempre o mesmo homem. Só descobri isso há pouco tempo. Ele é sempre o mesmo homem. Ele vai continuar comigo. Tenho plena certeza disso. Ele habita em mim. E, se ele se for, eu vou junto. Então, realmente, quero que ele fique vivinho e com saúde dentro de mim. (passa a ler trechos de Lorde e, logo depois, de Acenos e afagos). &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;• Atração pela perversão&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;A importância da literatura na vida cotidiana se faz por conflitos. Por atritos. São coisas muito diferentes. A vida cotidiana pede uma praticidade que eu geralmente não tenho, confesso. Mas, aos trancos e barrancos, estou indo muito bem na minha vida de escritor. Sobre a vida cotidiana, ela é o que é, digamos assim. E a literatura, para mim, é transfiguração. Se não for transfiguração, não é literatura. E você não pode viver o seu dia-a-dia em estado de transfiguração. Impossível. Para mim, é algo irresolvível. São duas coisas bastante distintas. A literatura pede um espaço muito grande de ócio, de contemplação; e a realidade pede o aspecto emergencial das coisas. Tudo é muito emergencial na nossa contemporaneidade, por motivos óbvios. E você não escreve ficção com pressa. Eu uso muito a pressa e o emergencial na minha sintaxe, por exemplo. São sintaxes, em geral, muito longas, que querem justamente alcançar o simultaneísmo. Por isso, são longas. Elas não têm tempo para o ponto final. O que é ponto vira vírgula. E é por isso que leio as minhas coisas assim (em voz alta), meio sôfrego. Porque a pontuação é muito escasseada, pelo menos o ponto gramatical. Acho que isso vem da emergencialidade, dessa ânsia da simultaneidade. É como um antídoto, como uma vacina que pega o mal para matar o mal. Porque, se não fosse assim, não teria graça ser um escritor. Não dá para ficar o tempo todo denunciando o que não presta. Você tem que ter certa atração pelo que não presta, pela perversão. E, muitas vezes, você pode fazer uma espécie de acusação, usando aquilo que o mundo - ou que você mesmo - condena, como potencial estético. Pode. Senão tudo seria literatura politicamente correta.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;• Um escritor de linguagem&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Essa história da presentificação é muito importante. A Clarice Lispector também tinha isso. Essa coisa de relatar, mas expressando também a sua dificuldade de relatar. E é muito penoso mesmo. A expressão da linguagem é uma coisa muito penosa. E eu sou um escritor de linguagem, não sou um escritor de tramas. Começo a escrever um livro escrevendo qualquer coisa. Começo pela palavra, e não por idéias pré-estabelecidas. Começo e vou me aventurar, vou ver aonde vai dar aquilo. Então, num determinado momento, surge o tom que eu estava querendo e eu nem sabia que estava. Porque esse início é um tatear, um aquecimento, à procura daquilo que não sei bem o que é, mas que seria bom que pintasse. Então, sou um escritor de linguagem. Escrevo ficções de linguagem, de voz. A voz é muito importante para mim. E lendo, lendo, lendo assim (em voz alta) para possíveis leitores, me dei conta de que estava fazendo uma voz bastante demencial. Mesmo fisicamente. Estou a ponto de sucumbir, tamanho o peso dessa voz. Não é a &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;minha voz, exatamente. Ela se encarnou em mim.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;• Inveja dos músicos&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Esse homem (o seu personagem) representa certa carência que eu tenho. Uma falta. Uma falta de mundo, de aconchego. Enfim, de tudo que é gostoso. Eu escrevo porque me falta. Começo a escrever pela falta, pela carência. Não tenho nada na cabeça. Minha cabeça está vazia. Tanto isso é verdade que, em Acenos e afagos, num determinado ponto do livro, vi minhas mãos caminhando sozinhas. Mesmo. Tenho muita inveja, no bom sentido, dos músicos. Porque os músicos não materializam idéias. Estou falando de música - vamos abstrair as letras de música, ou aquelas músicas chatas, descritivas, Tchaikovsky... E a literatura é uma coisa sumamente intelectiva. Por mais que seja poética, ela é um fator intelectivo. A língua é um fator intelectivo. Então, minha utopia, porque isso é uma utopia, e não podia ser diferente, é que a literatura tenha esse aspecto não-intelectivo da música e, muitas vezes, da poesia. Então eu tento fazer esse amálgama entre poesia e música, que são coisas mais artísticas. Já os romances tratam das questões fundamentais de seu tempo - os grandes romances, claro. São coisas mais analíticas. E um grande romance sempre vai ter relações de personagens abundantemente ricos. Mas eu queria fazer mais arte do que literatura. E é por isso também que leio para as pessoas. Porque, quando leio, crio um momento muito mais artístico.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;• Esquizóide &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Eu não sou um escritor da família. Meus personagens centrais são desfamiliarizados. Não têm mãe, nem pai, nem nada. Porque já houve um autor brasileiro que tratou desse assunto às mil maravilhas: Nelson Rodrigues. Eu quero pegar os seres avulsos mesmo. Mas não acho legal dizer que meus personagens fizeram uma escolha, porque, enfim, é muito difícil determinar se alguém faz uma escolha ou se é impelido a alguma coisa. Há essa procura insana por algo, essa procura que faz com que esse cara (o seu personagem) viva vagando, pegando um ônibus de uma cidade a outra sem ler para que destino ele vai. Tudo tem muito a ver com o fato de que, depois do meu terceiro livro, eu voltei para o Sul, para ver se conseguia escrever mais. E consegui. Realmente foi uma escolha muito acertada. Mas, lá, passei a não me encaixar no ambiente à minha volta. Fiquei, eu próprio, muito avulso. Por um lado, essa condição me permitiu escrever muito sobre esse cara que vive, também, de lá para cá, sem destino. De certa forma, encarcerei esse cara dentro de mim: "Você fica aqui, você fica quieto". Mas não é só isso. É uma relação extremamente amorosa também. É uma coisa que você guarda, porque é um filão - a palavra é horrível -, um filão de futuros livros. Não quero me desfazer dele, mas, em nenhum momento, eu acho que seja real. Ou que eu seja um esquizóide por causa disso. Até posso ser, mas não por isso.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;• Vontade de ser o outro&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Tenho muita vontade de ser o outro. Com essas revistas comercializadas por aí, hoje, com seus belos jovens, todo mundo tem um pouco de vontade de ser o outro. De ser aqueles corpos. Para se dar bem nos amores, na profissão, etc. Então, é um pouco isso, também. Ele (o seu personagem) quer ser o outro. Ele está insuficiente naquele seu papel cotidiano. Ele se sente insuficiente. Daí, o desejo, principalmente no Lorde, de ser o outro. Ele quer ser o outro. Há momentos em que ele se maquia, em que pinta o cabelo. Mas isso não resolve nada. É um pouco também aquela coisa do brasileiro em Londres, chegando lá, vendo aquela elegância. Ele queria ser aqueles passantes tão bem educados. Até que, um dia, ele começa sua carreira de ladrão de carteiras em estações de trem. E tem orgasmos com isso. Quando dá um esbarrão em um inglês, de uma forma muito bacana, com um gesto muito bacana, e lhe toma a carteira, ele vai para o banheiro, que é onde poderá ver que notas estão guardadas ali. E descobre que há uma boa disponibilidade de grana dentro da carteira. Então, ele tem realmente uma vertigem. Aquele lugar estava fedendo, era um banheiro público. E ele transcende aquilo, e se eleva pela possibilidade de poder gastar mais durante os próximos tempos. Ele também é muito tentado à prostituição. Mas não dá. Ele não tem mais idade para isso.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;• Na canoa da solidão&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Meus livros são tristes. É a solidão. A solidão radical em que esse cara (o seu personagem) vive, completamente. Ele não troca nada com ninguém. É impressionante. E a solidão também é um tema bastante atual no mundo contemporâneo. A solidão é uma questão crucial. É muito político falar da solidão hoje. É muita gente nessa canoa. Mas talvez meus livros não sejam tristes o tempo todo. Eles têm momentos líricos, também. Bem líricos.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;• São esses&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;É Drummond. É Fernando Pessoa. É tanta gente. É Cecília Meireles. É T. S. Eliot. São esses. É desses que eu gosto.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;• Uma canga&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;A narrativa é uma canga para o romancista, para o contista. Você não pode se afastar do relato, da forma capital do romance do século 19, de Balzac e tal. E quando você coloca a possibilidade poética no relato, é como se o tempo se coagulasse um pouco, se libertasse um pouco do próprio relato. Porque o relato tem muito a ver com a história humana, está muito colado a ela. Mesmo na ficção. Ele tenta administrar as coisas como a história administra: numa seqüencialidade. Meus livros se desesperam diante da seqüencialidade, dessa seqüencialidade muito automática, de causa e efeito. Mais uma vez, por isso, é que eu procuro limpar, deles, o passado, e trazer a poesia um pouco mais para perto da prosa. É esse o momento em que você coagula. Como naquele momento entre um pai e seu filho (em um vestiário, numa cena de Acenos e afagos que Noll tinha acabado de ler). Não acontece nada. Mas é um momento de consagração, de celebração da beleza jovem. É algo impossível que está se travando ali.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;• O eu da narrativa&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Às vezes, acho que o que faço é também um pouco de poesia lírica e narrativa. Porque estou preocupado é com o eu da narrativa. Geralmente, uso a primeira pessoa. Às vezes, alterno a primeira com a terceira, mas geralmente uso a primeira. Gosto de saber a opinião que o sujeito tem do mundo. Nem tanto o que está acontecendo no mundo.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;• Minha madrasta&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Em nenhum momento quis desistir. Mas, realmente, renunciei demais pela literatura. Demais. Foi excessivo. Em termos materiais. Sou de um grande despojamento material. Um horror. Eu acho um horror. E me arrependo um pouco. Mas, como pude escrever tantos livros, esse horror se amaina um pouco. Eu morava no Rio de Janeiro. Morei lá por 21 anos. E, no início, o fato de eu ter deixado o Rio e voltado para o Sul quase me enlouqueceu de tanta dor. Eu nem tinha consciência, na época, de que eu estava voltando para poder me doar um pouco mais à literatura. E foi o que aconteceu. Os livros estão aí. Mas fiquei muito indigente, humanamente falando. Indigente em todos os sentidos - claro, num país como o Brasil... Por isso é que eu chamo a literatura de "minha madrasta". Ela exigiu muito de mim. Tenho a impressão de que isso vem da minha infância, sabe? Da religião católica. Fiz o primário e o ginásio numa escola católica. E tinha essa coisa da missão, não é? A coisa da missão, de ter que doar o máximo de você. Agora, neste momento da minha vida, aos 63 anos, quero dar uma maneirada. Mas, quando penso nisso, estou pensando também que já tenho um novo projeto na cabeça. E há a necessidade de me entregar a ele completamente.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;• Afásico, neuroconturbado e pobre de espírito&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Sou tudo isso.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;• Afásico&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Acho que sou um pouco afásico. Mais na infância do que hoje. Mas, mesmo hoje, me custa tirar as palavras a... Como é que se chama aquela coisa que pega e...? Fórceps. Mas a aspiração ao silêncio também está na minha obra. Eles (os seus personagens) muitas vezes não querem saber da palavra. Estão de saco cheio de ter que expressar, o tempo inteiro, o mundo e as coisas do mundo. Vamos descansar um pouco, gente.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;• Neuroconturbado&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Tive um momento muito sério na minha vida, durante a adolescência. Muito grave, pelo menos para mim. Não queria mais estudar. Ficava em casa. Ou então, para fingir que ia ao colégio, eu saía caminhar. A mania de caminhar, já presente naquela época. Era o momento de despistar rastros.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;• E pobre de espírito?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Isso, eu acho que não sou. Eu só estava brincando.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;• Na imprensa&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;No Rio, eu trabalhei na Última Hora, no Correio da Manhã. Eu era redator do caderno cultural. Entrevistei pessoas maravilhosas, como Jeanne Moreau, na época em que ela veio ao Brasil fazer Joana Francesa. Também entrevistei vários músicos brasileiros. Mas eu sentia, sempre, que tudo me roubava um pouco da ficção. O jornalismo me ajudou muito no aspecto da síntese, nisso de limpar o texto sem clemência. Nesse sentido, ele foi muito bom para a minha literatura. Como experiência, o jornalismo me dispersava, mas eu não sofria muito com isso, não. Porque conheci muitas pessoas que eu amava como artistas. Entrevistei o Tom Jobim, no Bar Veloso. Ele me disse que gostava muito de Debussy e Satie.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;• O desdém de John Wayne&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Não tenho essa visão de ser isso ou aquilo em relação à literatura brasileira. Realmente não penso nisso. O que posso pensar é que, talvez, eu esteja escrevendo coisas muito contemporâneas. Isso eu posso pensar. Mas não que eu faça parte de um cânone da literatura brasileira. Até porque discuto um pouco essa coisa de literatura brasileira, isso de ela ser um setor das letras internacionais. As coisas estão todas misturadas. Os estrangeiros, os brasileiros. E tem outra: o cinema da minha infância foi muito importante para as coisas que escrevo hoje. Muitas vezes, nos meus livros, o cinema se torna quase que uma segunda natureza para o cara (o seu personagem). Então, imagine, eu lá, com oito, nove anos, vendo todos aqueles filmes, sobretudo os americanos, por razões óbvias. Aquilo foi inoculado na minha cabeça de uma forma muito profunda. E está presente nas coisas que escrevo. Como, por exemplo, o olhar de John Wayne, aquele machão protótipo da força norte-americana. Sempre fui muito curioso quanto ao olhar de desdém dele, principalmente para as personagens femininas. Ele olha sobranceiro, assim, não é? Dá um minissorriso. E esse minissorriso, essa coisa desdenhosa, eu levei para os meus personagens. Porque eu não tenho isso, não sou um cara de desdenhar. Mas, como é bom colocar coisas que não são suas no seu protagonista! Então, não é só da realidade brasileira que eu trato. Imagine o que o cinema americano não fez com a cabeça das crianças latino-americanas. É inconcebível. Escrevi coisas até muito explícitas sobre isso. No meu primeiro livro de contos, de 1980, O cego e a dançarina, tem um faroeste. Faroeste mesmo. Só que se passa na Baixada Fluminense, naquela poluição tremenda.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;• Esvaziado&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Tenho que manter um intervalo, sim, entre um livro e outro. Agora, por exemplo, estou terminando um. Já terminei, na verdade. Só estou polindo esse livro, que fiz a convite da editora Scipione. É uma narrativa longa, juvenil. O personagem central é adolescente e a linguagem é a mesma dos meus livros para adultos. Não houve nenhuma mudança. Não tive a menor complacência. E, realmente, esse garoto é o meu personagem de sempre. Só que na adolescência. Todas as suas questões estão ali. Mas, enfim, a história se passa no Rio. Chama-se O anjo das ondas, porque trata de um surfista. Um surfista que vive coisas muito escabrosas. O livro sai no começo do ano. E a Scipione também está lançando, neste momento, dois livros de contos meus. Cada um, um volume diferente, de contos novos. Mas não escrevo um livro e passo prontamente para outro projeto. Não, não dá para fazer isso. Você fica um pouco esvaziado.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;• Mundo de viagens&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Viajo muito. Este ano foi uma loucura. O mundo de viagens que fiz. Para o exterior também. Fazendo palestras. Coisas assim. Fui para a Argentina, a Bolívia, a Espanha, a Inglaterra. Para vários estados brasileiros. Saíram cinco livros meus traduzidos na Argentina, e os livros hispano-americanos circulam muito pelos mais diversos países. Não é como aqui, em relação a Portugal.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;• Pequenos romances&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Foram contos que fiz para a Folha de S. Paulo, para a Ilustrada. Eu escrevia dois microcontos por semana. Uma produção muito alta, muito alta mesmo. São trezentos e poucos, no total. Gosto muito do que o Wagner Carelli escreveu no prefácio desse livro (Mínimos, múltiplos, comuns). Ele disse que esses microcontos têm, cada um, a função de um romance inteiro. Não são microcontos que tentam pegar uma fatia, um fiapo do cotidiano. São romances, microcontos às vezes até épicos. Vão do nascimento à morte de seus personagens. Gosto muito desse livro. Gostei muito de me dedicar a essa forma, aos instantâneos. No início, eu me fechei num quarto e escrevi o máximo que eu podia, uns dez microcontos. Para poder fazer os seguintes com mais tempo. Então, eu sempre tinha dois, três, quatro textos já guardados na redação. Textos que tratavam das coisas com um tom mais artístico. Porque a maneira como algo é dito talvez seja mais importante do que aquilo que é dito. É uma questão. Acho que são microcontos, sim, mas também têm um pouco de romance. O Carelli tinha razão nisso. E foi ele quem fez a organização. Eu não consegui fazer. Não consegui pinçar os contos e pensar em que ordem ficariam. O Carelli fez isso. E deu os títulos gerais para cada grupo de textos. Eu gostaria muito de retomar essa experiência. Gostaria muito. (...) Mas só escrevo ficção. Não sei fazer crônica.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;• Forças excretoras&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Até no momento de ir ao banheiro podem se infiltrar, aqui e ali, coisas líricas. Agora, as ações dos meus personagens não são hierarquizadas. Ir ao banheiro pode ser tão importante quanto uma noite de amor. Acho que é isso. Muitas vezes, o lirismo pode se infiltrar aí. E por quê? Porque esse é um momento artístico também. Eles (os seus personagens) são muito de celebrar as coisas, de celebrar os instantes. E até o momento de ir ao banheiro pode ser algo cultivado, chegando, às vezes, a certo lirismo. No Lorde, quando o cara rouba um inglês numa estação de trem e vai para o banheiro, aquele é um momento de profunda celebração. O cara se eleva a partir do momento em que sente que ali, naquela carteira, tem grana suficiente para um belo estágio da vida dele. E também eu sempre fiquei muito curioso com essas coisas. É muito difícil o cinema, e mesmo a literatura, mostrar esses momentos. Mas a minha literatura consagra muito, cultiva muito as forças excretoras do corpo. A urina. O esperma. Os fluxos menstruais. A própria merda. São coisas bastante louvadas. Nesse sentido, faço uma literatura muito materialista. Existe um cultivo muito grande na matéria humana.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;• Corpo nostálgico&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Estou muito ligado à produção de dissertações e teses de doutorado sobre o meu trabalho nas universidades brasileiras. E elas estão, em sua maioria, no meu site. O que também é muito bom, porque mantém as pessoas da academia informadas sobre as novas pesquisas. Gosto muito. E estou sempre à disposição de quem quiser conversar comigo acerca de seus trabalhos. (...) Aliás, várias dessas teses se referem a essa questão do corpo. A essa questão da materialidade. Muitas vezes, as excreções humanas não são exatamente convertidas em algo muito lírico, não. Mas o lirismo se faz a partir do peso dessa substância, do peso do corpo e dessa sua densidade, muito concentrada. Porque, às vezes, ele (o seu personagem) tem que cantar entre o espaço vazio e essa concentração do humano. E isso, essa concentração, também se desfaz, se esfarela um pouco. As pessoas viram flutuantes - isso também está aparecendo muito nas minhas coisas. É isso. Um corpo talvez nostálgico. Uma saudade de um corpo que nunca realmente se fez. E a infância.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;• Uma promessa de afeto&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;A infância tem uma importância enorme para mim. É sempre um momento de delícia. Esse meu personagem (de Acenos e afagos) sempre encontra crianças que nunca mais vão aparecer no livro. Mas são encontros muito significativos. Os sorrisos... Isso me lembra muito um filme do Fellini, muito importante para mim: La dolce vita, com Marcelo Mastroianni, que também é um ator-fetiche para mim e para a minha geração. Eu, às vezes, imagino esse meu protagonista como o Marcelo Mastroianni. Porque o Mastroianni é um personagem mais real. Não posso imaginar James Dean para esse cara, uma coisa totalmente recriada por Hollywood, algo que não é real. Mas, no final de La dolce vita, o Marcelo Mastroianni, depois de uma noitada de sexo e de álcool, vai até uma praia deserta e, lá longe, ele vê um riachinho, e vê uma menina, que não se sabe quem é, não se sabe por que entrou ali no filme. Mas o que essa menina tem para dar ao Marcelo Mastroianni é o seu sorriso. Ela o chama. Ela faz um gesto para chamá-lo. E ele não consegue ir. Ele se paralisa. Essa lembrança está muito viva na minha memória. Por isso há essas crianças tão comuns no que escrevo. (...) Uma criança, um adolescente, uma promessa de afeto, de libido - por que não? Esse sentimento de promessa que a juventude pode nos legar é muito poderoso. A juventude ou a criança. O sujeito adulto se renova com esses momentos. O que temos ali, em termos materiais, é um corpo, claro. Mas novo. Um corpo ainda virgem, de alguma forma. E isso é uma maravilha. Isso é uma maravilha. (lê mais um trecho de Lorde)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Edição: Luís Henrique Pellanda&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-5514282912562445528?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/5514282912562445528/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=5514282912562445528' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/5514282912562445528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/5514282912562445528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2009/12/noll-para-o-jornal-rascunho-curitiba-pr.html' title='Noll para o Jornal Rascunho (Curitiba-PR)'/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-5972144705910060544</id><published>2009-12-12T14:10:00.006-02:00</published><updated>2010-01-15T12:45:26.770-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rascunhos literários'/><title type='text'></title><content type='html'>eu sou capaz de esperar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de escrever mil poemas tristes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de me distrair com trava-línguas, filmes noir, livros pela metade, arrumação de casa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas não consigo, não, não consigo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ficar em estado de pausa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de breque&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de prostração&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;diante de algo que eu quero entender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;++&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;anseio por palavras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;suas palavras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por favor, me escreva, me diga, me envie um sinal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que minha antena capte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;++&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;estou aqui, à minha maneira calma&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;estou aqui, à espera dos dias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;estou aqui, à espera de novos sinais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;++&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sou eu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;você se lembra?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-5972144705910060544?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/5972144705910060544/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=5972144705910060544' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/5972144705910060544'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/5972144705910060544'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2009/12/eu-sou-capaz-de-esperar-de-escrever-mil.html' title=''/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-5138694659079853151</id><published>2009-12-11T15:17:00.003-02:00</published><updated>2010-01-15T12:46:49.832-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rascunhos literários'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;ultimamente&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;sinceramente&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;eu queria o coração apagado&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-5138694659079853151?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/5138694659079853151/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=5138694659079853151' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/5138694659079853151'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/5138694659079853151'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2009/12/ultimamente-sinceramente-eu-queria-o.html' title=''/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' 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title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=8323914695891459354' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/8323914695891459354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/8323914695891459354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2009/12/ja-teve-sensacao-de-falar-falar-falar-e.html' title=''/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-9135906598125683168</id><published>2009-12-05T12:21:00.003-02:00</published><updated>2010-01-15T12:48:40.484-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rascunhos literários'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ccccff;"&gt;pareço oca, nos últimos dias. alguma coisa me corrói. eu procuro e só vejo a chuva e o barulho bom que tem água e depois da água o passarinho e depois do passarinho o grilo, a cigarra, o sapo. vejo imagens de pele com pele e estremeço, não tenho, não tenho mais a pele com o calor do meu outro eu. leio que se eu parecer frágil demais eu posso me quebrar. leio que se eu disser que estou estremecendo a cada vez que imagino sentir a sua pele eu posso ficar ainda mais distante desse calor. leio que se eu disser tudo de mim eu ficarei para trás, esquecida, feito a chuva, que empoça e depois some, evapora. ninguém mais se lembra. e aí ficarei no frio. não, não é isso o que quero. mentirei?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-9135906598125683168?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/9135906598125683168/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=9135906598125683168' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/9135906598125683168'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/9135906598125683168'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2009/12/pareco-oca-nos-ultimos-dias.html' title=''/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-3127538036627593694</id><published>2009-11-20T15:23:00.000-02:00</published><updated>2009-11-20T15:24:53.025-02:00</updated><title type='text'>aproveitando o dia 20...</title><content type='html'>estou com a consciência negra!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-3127538036627593694?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/3127538036627593694/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=3127538036627593694' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/3127538036627593694'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/3127538036627593694'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2009/11/aproveitando-o-dia-20.html' title='aproveitando o dia 20...'/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-4560368623662535973</id><published>2009-10-28T21:19:00.003-02:00</published><updated>2009-10-28T21:27:40.655-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ccffff;"&gt;os últimos dias têm sido de chuva, e eu, invariavelmente trabalhando com textos, tenho uma impressão engraçada de que eu aqui, esses textos, o dia passando por mim e eu com esses textos, bem. tenho uma impressão engraçada de que eu aqui, o dia, a chuva, o barulho shhhhhhhhhhhhhhh, depois para, depois volta o barulho shhhhhhhhhhhhhhhh, e ficam umas gotinhas grossas que ficam caindo depois de um tempo sem chuva ainda, e fica o barulho de água que sempre cai no vizinho aqui, num sei lá o que que tem aqui do lado que sempre acaba a chuva e parece que ainda está chovendo, bem. bem, está sempre chovendo. e eu aqui com os textos. se não são as redações, são as monografias, e eu com elas, e eu sem elas penso que deveria estar com elas, e tudo com uma cara de que está acabando, mas não acabou, como a chuva, shhhhhhhhhhhhhh, bem. tenho uma impressão de que eu aqui, em silêncio, e nos últimos dias tenho deixado a televisão ligada, e se não é a televisão, é o rádio, quando vão dizer as notícias paro e escuto, falam sobre concursos, sobre o tempo. todos gostam tanto de falar sobre o tempo. repara que tempo e trânsito são OS assuntos. tempo e trânsito é tudo o que a gente precisa. estão certos, os programas da tevê, os programas do rádio, a imediatice, bem. o caso é que eu tenho pensado muito aqui, nesses últimos dias, com a chuva, com os textos, comigo aqui tentando romper o silêncio que eu faço, o silêncio que fazem, para uma pequena evidência de coisas bem simples: que eu aqui, assim, com essas coisas, tenho a impressão engraçada de que tudo o que eu faço me retrocede. e eu digo retrocede não porque seja ruim, mas porque eu não sinto que melhoro, sinto que continuo, e isso não é melhorar. então, retrocede. e eu preciso ficar muito atenta para me prender, logo que passe, à coisa que me faça avançar, andar, cair em novos buracos, em novas armadilhas. pois não foi isso o que vinícius disse hoje, que a vida é criar armadilhas e cair nelas? ou foi que a vida é criar armadilhas e cair em armadilhas, não necessariamente nas próprias? ah, não tenho mais certeza. quero é mais as armadilhas. e que tudo mude, que eu estou aqui, morrendo de medo de a chuva parar de me proteger, de a casa parar de me proteger, de eu parar de me proteger de mim.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-4560368623662535973?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/4560368623662535973/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=4560368623662535973' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/4560368623662535973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/4560368623662535973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2009/10/os-ultimos-dias-tem-sido-de-chuva-e-eu.html' title=''/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-2181780081766546986</id><published>2009-10-27T21:48:00.000-02:00</published><updated>2009-10-27T21:49:56.368-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc99;"&gt;dizem que a sexta é a última temporada de Lost. se a quinta termina com a explosão (explosão? não se sabe) que pode ter terminado ou iniciado tudo o que é Lost, um john locke talvez transmutado, faraday morto (claro! e agora quem vai explicar o trânsito entre os tempos?), a evolução de um jacob fantasmagórico para um jacob que aparece para todo mundo e não envelhece...apenas sobrou richard alpert, até então o personagem que eu acho que pode ter alguma coisa de interessante ainda, talvez pela ligação com jacob e locke, pelo fato de estarem em um misto de trânsito e permanência, ou talvez por transitarem os tempos... não sei. só torço para que tudo NÃO acabe em romance, porque aí serão duas: 1- um saco. 2- um tempo perdido. e toda a curiosidade despertada teria sido em vão.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-2181780081766546986?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/2181780081766546986/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=2181780081766546986' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/2181780081766546986'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/2181780081766546986'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2009/10/dizem-que-sexta-e-ultima-temporada-de.html' title=''/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-100607270943447433</id><published>2009-10-16T23:33:00.001-03:00</published><updated>2010-01-15T12:49:50.399-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rascunhos literários'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ccccff;"&gt;tinha feito uma música, assim, sem mais nem menos. enquanto esfriava a sopa e bonner dizia boa noite, boa noite, a música lhe veio. lendo nos lábios o boa noite, as lentes embaçadas de fumaça da comida quente, lá pelas oito da noite, hora dos desatentos, lhe veio a música, sim, ela inteira, de um jato. pensou nos dedos e os dedos nas cordas, e o balanço dos dedos dos pés marcaram o refrão, sim, é este o refrão, nesse pedaço aqui, mostrou com a colher, aqui é o refrão, e mete pra dentro o líquido amarelo, sobrou a cebolinha, gostosa cebolinha verde, mas o que faço com ele, o que ele me diz? boa noite, boa noite. vai comer mais, deixou nada pra mim, olha o refrão de novo, propaganda de desodorante, e olha o fraseado, verdadeira feira montada na sua cabeça, e as propagandas, e o sangue do jornal, e a mãe, e a sopa. verdadeira maravilha cotidiana, não dá para &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ccccff;"&gt;fazer música disso. nem da cebolinha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-100607270943447433?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/100607270943447433/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=100607270943447433' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/100607270943447433'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/100607270943447433'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2009/10/tinha-feito-uma-musica-assim-sem-mais.html' title=''/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-1331711363848706963</id><published>2009-10-16T23:23:00.004-03:00</published><updated>2010-01-15T12:50:34.997-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rascunhos literários'/><title type='text'></title><content type='html'>- se eu te pego te faço um traço, uma reta, uma curva louca.&lt;br /&gt;- faça-me rosa tatuada. tua rosa.&lt;br /&gt;- eu posso olhar você assim milhão de vezes e sempre te achar diferente.&lt;br /&gt;- é o tempo passando em mim. segura e olha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-1331711363848706963?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/1331711363848706963/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=1331711363848706963' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/1331711363848706963'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/1331711363848706963'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2009/10/se-eu-te-pego-te-faco-um-trato-uma-reta.html' title=''/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-2451910842148499335</id><published>2009-10-13T14:52:00.007-03:00</published><updated>2010-01-15T12:51:35.721-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rascunhos literários'/><title type='text'>mosaico de tempos ou isso é só literatura.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;ele me segurou firme como quem está prestes a beijar, e me chamava repetidamente falsa magra, falsa magra, gostosa, uma falsa magra. me pegava os braços e a barriga, encontrava meu umbigo e remexia nele, me abraçava a encostar umbigos, querendo na certa que eu sentisse uma excitação que se iniciava. e que eu o beijasse ali mesmo, de pronto, aquela hora. não, não havia motivo para beijar, e uma série de coisas fez meu pensamento tornar-se um todo turvo, como quem repassa um arquivo para escolher uma página, como quem procura uma palavra para encontrar a expressão, um trecho de um conto, uma até então aparente citação que se quer comprovar, mas está ainda no momento da procura, a repassar, procurar, tentar visualizar um ponto pequeno no todo enorme que se apresenta. não, não, não vou te beijar, eu vou embora, não ficarei, não há por que ficar. e me pegava a barriga, mostrando-a à noite, é branquinha, é tão branquinha, tão parecida comigo, veja como somos parecidos, e me mostrava a barriga, os braços, o peito desnudado. procurei ao redor lugar para me encostar que não fosse nele, procurei ao redor pessoa a quem recorrer que não fosse ele, mas nos rostos ao redor não havia rosto, nas paredes ao redor não havia apoio, não havia ponto em que me recostar. havia a rua, fria, mal iluminada, e a noite, que, por isso, era um tanto escura. nada que não fosse ele a esperar o beijo inexistente, o beijo que ficaria, por mim, apenas no pedido, no desejo. não, não haveria beijo. fique comigo, beberemos vinho, veremos as monalisas, já viu as monalisas em exposição? não, não vi, não vi as monalisas. são cem, são cem as monalisas, todas loucas, tão loucas, feitas pelo pó, pelo samba. o samba endoida? endoida, endoida sim, gargalhamos, só não endoida mais que a poesia, e eu vou ler um poema meu para você, mas só depois do seu beijo. sem beijos, sim, sem beijos, e eu preciso ir. você não precisa ir nada, não precisa ir, ninguém precisa ir. precisamos ficar, ver o vinho e beber as monalisas. isso sim, beber a noite, beber até a noite desistir e dar lugar ao dia, e dizermos palavras loucas, e dizermos apenas em poesia. não, não hoje, hoje eu preciso ir. sabe o que acontece? sabe o que você faz comigo? eu sou bipolar, já te disse? ou eu era bipolar, já fui, me tratei, não sei mais, sei que há tempos não sinto essas coisas, não sei bem o que são. e sabe o que vai acontecer? por sua causa eu voltarei a ser bipolar. você vai me fazer bipolar mais uma vez, e você não pode fazer isso. você vai me deixar bipolar de novo, sua puta, sua vaca, você vai me deixar doido e eu vou ficar aparecendo como quem te assombra só para que você saiba que a culpa é toda sua. enquanto eu me afasto, passo apressado, mãos agarradas em mim, para amenizar o frio, ainda escuto: bipolar, bipolar, bipolar, é isso o que você vai fazer comigo. me deixar bipolar. você é louca, sua louca, linda e louca.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-2451910842148499335?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/2451910842148499335/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=2451910842148499335' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/2451910842148499335'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/2451910842148499335'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2009/10/mosaico-de-tempos-atras-ou-isso-e-so.html' title='mosaico de tempos ou isso é só literatura.'/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-7206067912462998059</id><published>2009-10-07T22:31:00.002-03:00</published><updated>2009-10-07T22:59:40.234-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/Ss1HOtJTcSI/AAAAAAAAAJU/TPbLwf1sDKg/s1600-h/untitled.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5390042646994710818" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 289px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/Ss1HOtJTcSI/AAAAAAAAAJU/TPbLwf1sDKg/s320/untitled.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Rise&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Eddie Vedder&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Such is the way of the world&lt;br /&gt;You can never know&lt;br /&gt;Just where to put all your faith&lt;br /&gt;And how will it grow&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gonna rise up&lt;br /&gt;Bringing back holes and dark memories&lt;br /&gt;Gonna rise up&lt;br /&gt;Turning mistakes into gold&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Such is the passage of time&lt;br /&gt;Too fast to fold&lt;br /&gt;And suddenly swallowed by signs&lt;br /&gt;Low and behold&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gonna rise up&lt;br /&gt;Find my direction magnetically&lt;br /&gt;Gonna rise up&lt;br /&gt;Throw down my haste in the road&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-7206067912462998059?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/7206067912462998059/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=7206067912462998059' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/7206067912462998059'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/7206067912462998059'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2009/10/rise-eddie-vedder-such-is-way-of-world.html' title=''/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/Ss1HOtJTcSI/AAAAAAAAAJU/TPbLwf1sDKg/s72-c/untitled.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-8586975771469396671</id><published>2009-09-28T18:10:00.000-03:00</published><updated>2009-09-28T18:11:45.737-03:00</updated><title type='text'>esparsos.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Hoje vi um filme que há muito tempo eu queria ver. Era Into the wild, e eu queria ver porque conta uma dessas histórias que se dizem de verdade e é sobre um sujeito que viaja sozinho. Bobagem. Não se está sozinho. A gente transita e se modifica, mas não se modifica sozinho. As coisas ao redor contribuem para que se mude e mudam também.&lt;br /&gt;Hoje dei algumas aulas mesmo sem acreditar muito nelas. Não sei por que é preciso fazer tanto esforço para que as pessoas fiquem felizes em olhar pra elas mesmas. O que parece faltar é isso: olhar a si. Lançar o olhar. Ter a coragem de. Olhar.&lt;br /&gt;O que os alunos querem? Reconhecerem-se? Distinguirem-se? Saber quem são? Saber que é preciso o outro para que se reconheça a si, e, mais, reconheça-se sempre novo, sempre em mudança, sempre estrangeiro?&lt;br /&gt;O que é que eu quero? Reconhecer-me, também, em mim, ou em alguém?&lt;br /&gt;Sinto falta da luz toda que minha mãe tem e que ela trouxe para cá enquanto estava comigo. Talvez nem sinta falta, mas só esteja pensando nisso porque ela está brilhando aqui ainda. Talvez nem esteja pensando nisso, mas constatando a presença dela.&lt;br /&gt;Há uma mesa de papéis que ficaram sem caixas e roupas esperando para serem guardadas. Coisas da casa. Ordenar para desordenar. É muito curioso isso.&lt;br /&gt;Ontem vimos os vagalumes. Os bichos. A tarde caindo. Aquele silêncio todo, com ventania. Você no vento, na água, você em silêncio, com os vagalumes. Você é sempre lindo.&lt;br /&gt;Há ainda duas toalhas penduradas, o que me faz lembrar que você estava aqui comigo. Tudo o que vale a pena vem em duplo, estava em Berkeley em Bellagio. Tudo o que vale a pena vem em duplo. Tudo o que vale a pena vem em duplo?&lt;br /&gt;Minha cabeça não doeu mais, eu te disse. É verdade. E eu estava precisando do que eu fiz hoje: fui dormir. Pensei. Fui dormir. Pensei. Chorei também, porque acabo sempre chorando. Mas aí eu tomo um banho, dou uma risada, e vou ler.&lt;br /&gt;Eu estava esperando um acontecimento, na verdade o que eu tinha que buscar era um pouco de paz.  E ela veio. Ela só estava em mim o tempo todo, e eu sem conseguir alcançá-la. O acontecimento não trouxe a paz, apenas apaziguou e fez pensar. Pensar que nem sempre se acredita muito no que se faz, e isso não é grave. Pensar que talvez sonhar com uma carreira seja uma bobagem. O que de fato importa? Modificar-se.&lt;br /&gt;Então vou ali na água. &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-8586975771469396671?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/8586975771469396671/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=8586975771469396671' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/8586975771469396671'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/8586975771469396671'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2009/09/esparsos.html' title='esparsos.'/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-2079227860821825887</id><published>2009-09-12T16:58:00.005-03:00</published><updated>2009-09-12T17:03:52.331-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;Mais uma da Folha de que gostei bastante. Aliás, gosto muito do Moacyr Scliar.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;São Paulo, segunda-feira, 07 de setembro de 2009 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O congestionamento e o espectador &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;MOACYR SCLIAR&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O carreteiro olhava a cena, sem entender. Quem eram aquelas pessoas? Certamente era gente importante&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo apresenta tráfego congestionado no feriado prolongado do Dia da Independência.&lt;br /&gt;Folha Online&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;SEGUNDO nos mostra o quadro "O grito do Ipiranga", de Pedro Américo, a proclamação da Independência teve um espectador. O único, aliás, dentre os moradores da pouco povoada região.&lt;br /&gt;Era um carreteiro. Conduzindo sua carreta, puxada por bois, ele vinha vindo pela estradinha, entoando uma melancólica canção, quando, de súbito, viu surgir à sua frente um grande grupo de cavaleiros, homens trajando roupas ricamente decoradas e montando soberbos cavalos. Arreda, gritou um deles, e o carreteiro, intimidado, tratou de tirar a carreta do caminho, instantaneamente congestionado: outro grupo de cavaleiros se aproximava. À frente deles, um homem ainda jovem, de chapéu e com uma elegante casaca.&lt;br /&gt;Detiveram-se, os dois grupos, e um dos homens entregou ao jovem cavaleiro uma carta. Sem apear do cavalo, ele abriu o envelope, leu a carta, ficou um instante em silêncio e depois, puxando da espada, bradou: "Independência ou morte!". Ao que o grupo todo prorrompeu em aplausos.&lt;br /&gt;O carreteiro olhava a cena, sem entender. Quem eram aquelas pessoas? Certamente era gente importante, mas ele, homem simples, voltado exclusivamente para as lides do campo, não tinha a menor ideia de quem poderiam ser aquelas pessoas.&lt;br /&gt;Suspeitava que tinha presenciado um episódio importante, um episódio que teria, talvez, profundas consequências. Mas o que, mesmo, teria acontecido? "Independência ou morte", bradara o homem, que, claramente era o mais importante daquele grupo, mas o que significariam aquelas palavras? Bem que ele perguntaria a algum dos cavaleiros, mas não tinha coragem para tanto. Nem houve tempo para isso: minutos depois eles seguiam o seu caminho. O homem trouxe de volta o carro de boi para a esburacada estrada, agora deserta, e seguiu em frente.&lt;br /&gt;Já estava anoitecendo quando ele chegou à casa, um ranchinho de pau a pique na beira do caminho. Entrou, e ali estava a mulher -rodeada pela filharada (cinco crianças, a maior de dez anos)- cozinhando. Como foi o seu dia, ela perguntou.&lt;br /&gt;Bem, disse ele, e pensou em contar o que tinha visto: encontrara um grupo de cavaleiros e um deles, depois de ler a carta que lhe havia sido entregue, puxara da espada gritando "Independência ou morte". Mas desistiu. Se ele não entendera o que havia se passado, ela também não entenderia. Além disso, estava muito atarefada, preparando o ensopado, e ele, morrendo de fome, queria que ela terminasse de uma vez.&lt;br /&gt;Presenciara alguma coisa importante? Talvez sim, mas não tinha a menor ideia a respeito. Em relação ao mundo, e ao Brasil, ele era apenas um resignado espectador. De mais a mais, não queria fazer especulações a respeito. Queria apenas comer, porque estava faminto, e deitar no catre, porque estava cansado.&lt;br /&gt;No dia seguinte, como de hábito, estaria na estrada, transportando cana em sua carreta. A longa e tediosa jornada de sempre. Mas, pelo menos, ninguém lhe diria para sair do caminho. Que, pelo menos, não estaria congestionado por desconhecidos cavaleiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MOACYR SCLIAR escreve, às segundas-feiras, um texto de ficção baseado em notícias publicadas na Folha.&lt;br /&gt;moacyr.scliar@uol.com.br&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-2079227860821825887?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/2079227860821825887/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=2079227860821825887' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/2079227860821825887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/2079227860821825887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2009/09/mais-uma-da-folha-de-que-gostei.html' title=''/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-8626139053298434603</id><published>2009-09-12T16:54:00.001-03:00</published><updated>2009-09-12T16:57:25.160-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffff33;"&gt;&lt;strong&gt;Da Folha, que recebi por email.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffff33;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffff33;"&gt;&lt;strong&gt;São Paulo, domingo, 06 de setembro de 2009 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Collor agora integra time dos "imortais" que não se destacam por seus livros &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffff33;"&gt;&lt;strong&gt;RODRIGO VIZEU/MATHEUS PICHONELLI&lt;br /&gt;DA AGÊNCIA FOLHA&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffff33;"&gt;&lt;strong&gt;Ao ser eleito para a Academia Alagoana de Letras na semana passada, o senador Fernando Collor (PTB-AL) passou a integrar o grupo de "imortais" que se destacaram mais pela atuação política do que pelos dotes literários.&lt;br /&gt;Autor de mais de 30 obras, o premiado escritor Ignácio de Loyola Brandão esperou 42 anos após lançar seu primeiro livro para se tornar acadêmico em São Paulo. Mas se para os escritores em geral o caminho para a imortalidade é longo, para Collor, que jamais escreveu um livro, o critério para integrar a casa que já abrigou Jorge de Lima e Aurélio Buarque de Holanda foi mais generoso: levou em conta artigos, planos de governo e até discursos.&lt;br /&gt;É comum a presença de políticos nas academias, apesar do pouco entusiasmo dos leitores por suas obras. Na ABL (Academia Brasileira de Letras), três ex-presidentes já usaram o fardão que um dia vestiu Machado de Assis e Guimarães Rosa: Getúlio Vargas, Aurélio Lyra Tavares -que integrou a Junta Militar de 1969- e o ainda imortal José Sarney (PMDB-AP).&lt;br /&gt;Autor de "Marimbondos de Fogo" (1978) e "O Dono do Mar" (1995), Sarney foi eleito em 1980 sucessor de José Américo de Almeida, um dos pais do regionalismo. Sarney é "imortal" também na Academia Maranhense de Letras, onde tem a companhia de seus irmãos Ivan e Evandro.&lt;br /&gt;Na ABL, Sarney é colega do senador Marco Maciel (DEM-PE). O pernambucano -imortal também na Academia Pernambucana- tem quase 30 obras, a maioria publicada por órgãos oficiais, mas seu nome não aparece nas principais lojas virtuais.&lt;br /&gt;Outro duplo imortal é o ex-senador Jarbas Passarinho -autor de "Hamlet Revisitado" (1995) e "O AI-5 é Transitório" (1977). É acadêmico pelo Acre, onde nasceu, e pelo Pará, onde foi eleito senador. Na academia acriana, tem ainda como colega o senador Tião Viana (PT-AC).&lt;br /&gt;No caso de Ronaldo Cunha Lima (PSDB), acadêmico da Paraíba acusado de tentar matar um adversário, a imortalidade veio com "150 Canções de Amor e Um Poema de Espera" (2005). O time de ex-governadores conta ainda com Lúcio Alcântara (Ceará) e João Alves (Sergipe).&lt;br /&gt;O primeiro escalão do governo Lula também está representado: o ministro Patrus Ananias é membro da Academia Mineira, que já abrigou Tancredo Neves.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-8626139053298434603?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/8626139053298434603/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=8626139053298434603' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/8626139053298434603'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/8626139053298434603'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2009/09/da-folha-que-recebi-por-email.html' title=''/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-1125823724952992369</id><published>2009-09-11T15:09:00.003-03:00</published><updated>2009-09-11T15:18:02.967-03:00</updated><title type='text'>você aí parado também é explorado!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;esqueci de contar outra coisa da bia. &lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;primeiro da sua frase, que estampa o título desse post.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;segundo.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;é que a gente estudava de madrugada. muitas vezes a gente mais conversava do que estudava e, se eu estava interessada em literatura acabava discutindo história da arte. se eu tinha que fazer um trabalho ficava era ouvindo sobre história dos annales. além dos planos de invasão de reitorias e do porquê que o ichs era um instituto meio esquecido da ufop. havia também as histórias fabilarabulosas e miracolantes de bia, que, para a surpresa e felicidade de todos, foram todas confirmadas como verdadeiras, ainda que se mantenha um pouco de suspeita de todas.&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;e um dia desses, olha, juro que fumarei um charuto com você, no posto de gasolina de frente da boate, por volta de cinco da manhã. ouvindo mutantes, claro.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-1125823724952992369?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/1125823724952992369/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=1125823724952992369' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/1125823724952992369'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/1125823724952992369'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2009/09/esqueci-de-contar-outra-coisa-da-bia.html' title='você aí parado também é explorado!'/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-6825727967350081135</id><published>2009-09-10T19:45:00.002-03:00</published><updated>2009-09-10T20:06:49.188-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/SqmBs8q3_1I/AAAAAAAAAJM/TXlPAbDNF0k/s1600-h/sandubaonoreservado.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5379973839070953298" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 216px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/SqmBs8q3_1I/AAAAAAAAAJM/TXlPAbDNF0k/s320/sandubaonoreservado.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; bia me escreveu aqui no blogue, e eu fiquei tão feliz por ela ter aparecido, porque eu sinto saudade demais dela, das meninas, da época em que moramos juntas. viu, bia, eu tb sinto muita saudade!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;então demorei um pouco a manifestar qualquer coisa porque eu precisava achar essa foto. sim, essa que coloquei aqui. porque fora o dia em que dançamos com as saias-feito-vestidos, o dia que eu só de lembrar rio sozinha é esse aí do sanduíche na Estela.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;a gente vivia comendo gororoba. algumas vezes almoçávamos bem, em outras comíamos o que aparecesse - pão com chuchu e cenoura, coxinha com arroz e feijão, feijoada enlatada, e por aí vai. o melhor era a conta no reservado - a mercearia, bar, restaurante, lanchonete, secos e molhados da Estela. então tudo o que a gente queria a gente corria e buscava lá. aí teve esse dia, queríamos sanduíches, mas a Tatiana, que ajudava a Estela, já tinha ido embora, e a Estela, morrendo de preguiça de fazer sanduíche pra gente, falou que se a gente quisesse mesmo, que a gente mesmo fizesse. e fomos pra chapa. lembro que o grande vacilo foi ter deixado os ovos pra fritar por último. lembro também que nesse meio tempo em que estávamos lá operando a chapa, apareceu um sujeito que pediu um sanduíche, e fizemos um pra ele também.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;lembro que a Estela chamava a gente de "coisinha". chega Estela: "ô coisinha, o rapaz pediu um sanduíche aqui, faz aí o sanduíche pra ele, pro outro cara aqui." aí pegou. era o sanduíche "do outro". ficaram caprichados, todos. gostosos também. e o mais engraçado foi ficar no meio da bagunça que era lá, uma mistureba de maquinário pra fazer de tudo: sanduíche, pizza, frango, almôndega, e sei lá mais o quê.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;uma pena foi que gabi não apareceu - foi ela quem tirou a foto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;lembro ainda outros episódios engraçados do reservado. fomos lá um dia à noite pra pegar sei lá o quê. cheio de gente, a Estela sozinha. vem Estela "ô coisinha, me ajuda aqui, o rapaz pediu uma porção". vai a gente fazer uma porção de palmito com azeitona pro sujeito, que pediu pra acompanhar uma dose de, se não me engano, natu nobilis. e acho que era esse cara mesmo que, ao descobrir que morávamos na república ali perto, contou que ele era garçom de um bar em mariana e que já tinha "conhecido" uma já ex-aluna da república. não teve zoeira melhor com a ex-aluna. porque depois da história de charles, "the man of the water" (que merda), teve a história de varli, ou varlei, ou varlan, o garçom.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;e a Estela quando vendia alguma coisa pra gente e ficava com vontade de comer a tal coisa, ela pedia pra gente fazer e levar pra ela.  e a gente levava. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;fora o reservado, só o corujão mesmo. ou o caem. ah, são histórias demais. coisas felizes de se lembrar. coisas engraçadas demais. que só voltam assim. com a gente reescrevinhando. recontando. rememorando. pra elas não ficarem perdidas por aí. pra elas ficarem bem dentro da gente. pra elas então lembrarem a gente de que a época nossa foi tão absurda de boa que às vezes até parece mentira. e não é.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;bia, um beijo!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-6825727967350081135?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/6825727967350081135/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=6825727967350081135' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/6825727967350081135'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/6825727967350081135'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2009/09/bia-me-escreveu-aqui-no-blogue-e-eu.html' title=''/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/SqmBs8q3_1I/AAAAAAAAAJM/TXlPAbDNF0k/s72-c/sandubaonoreservado.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-4583932500570090310</id><published>2009-08-16T11:27:00.003-03:00</published><updated>2010-01-15T12:52:41.881-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rascunhos literários'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#336666;"&gt;&lt;strong&gt;eu gosto de ser eu assim, por escrito. minhas palavras mostram (ou escondem) as coisas que eu tenho certeza vou demorar a dizer. as palavras ditas engasgam, mas as escritas saltam.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#336666;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#336666;"&gt;&lt;strong&gt;um brinde às palavras que, ainda que em estado de dicionário, podem extrapolá-lo e fazem-se, ainda que em desvios, as setas e as flechas certeiras, doce veneno nelas impregnado, para o bem ou para o mal, que acerta justo onde o olho e o coração alcançam, para que se cale (ou se alimente) o anseio, meu desejo.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#336666;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#336666;"&gt;&lt;strong&gt;eu sou, viva, palavra.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-4583932500570090310?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/4583932500570090310/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=4583932500570090310' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/4583932500570090310'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/4583932500570090310'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2009/08/eu-gosto-de-ser-eu-assim-por-escrito.html' title=''/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-3387957088545467675</id><published>2009-08-15T19:44:00.003-03:00</published><updated>2009-08-15T19:50:27.463-03:00</updated><title type='text'>provisório ou improvisado.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Queria ter você aqui, no quarto ao lado, desenhando seus mapas. Eu estaria entre meus papéis e a escrita caótica de um texto que eu suponho já terminado mas sei que não está. Venho há meses tentando esconder de mim que não quero terminá-lo, mas religiosamente minuto a minuto penso que o estou terminando, o estou terminando, mas isso de fato não acontece.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Agora penso que irei terminá-lo, exteriorizá-lo, ou exterminá-lo, se juntar pedaços dos verbos. Sei que depois de um julgamento ele estará pronto para ir para o lixo, para exercer o seu papel de inutilidade, de a nada servir. Não entendo o que me motiva a terminá-lo que não seja vaidade, a campeã na lista dos meus pecados, constatação que me deixa triste.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se você sentisse fome, vontade de banho, de cantar uma música, de deitar ou pedir colo, você apareceria simplesmente, pés no chão talvez. Me gritaria do outro lado da parede, se precisasse fazer barulho. Eu gritaria de cá, para desconcentrar-me e descansar um pouco, coisas de que de tempos em tempos necessito muito fazer.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não gosto de marcar de te ver. Não gosto de ficar te esperando, vendo as horas. Queria nem pensar nas horas, no lugar, se limpei ou não limpei a casa, se há meias limpas para o caso de você pedir. Queria que você simplesmente me habitasse, fosse e viesse, a transitar por caminhos que em alguns trechos coincidiriam com os meus, cotidianamente, na simplicidade das coisas sem previsão, sem arranjo. Ver, encontrar, bom dia, boa tarde, boa noite, vamos dormir, vamos dançar, vem comigo, comprei laranjas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O que desejo é apenas estar por perto, mais vezes por dia, ao alcance das palavras pensadas, você me esperando ou não, você reparando ou não.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-3387957088545467675?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/3387957088545467675/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=3387957088545467675' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/3387957088545467675'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/3387957088545467675'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2009/08/provisorio-ou-improvisado.html' title='provisório ou improvisado.'/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-3145082926865479683</id><published>2009-08-12T07:11:00.006-03:00</published><updated>2010-01-15T12:53:39.174-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rascunhos literários'/><title type='text'>um poema sem título para um motivo qualquer.</title><content type='html'>as emoções estarão esperando para serem tocadas&lt;br /&gt;(leve ou bruscamente)&lt;br /&gt;para logo se dissolverem ao mais brando toque dos dedos,&lt;br /&gt;da pele,&lt;br /&gt;do corpo que se joga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tal qual um desmemoriado&lt;br /&gt;busco-as&lt;br /&gt;pela egoísta expectativa da repetição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11/08/09. vanessa soares de paiva. 18:32h.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-3145082926865479683?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/3145082926865479683/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=3145082926865479683' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/3145082926865479683'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/3145082926865479683'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2009/08/um-poema-sem-titulo-para-um-motivo.html' title='um poema sem título para um motivo qualquer.'/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-7454760669666877719</id><published>2009-08-12T07:07:00.002-03:00</published><updated>2009-08-12T07:10:51.339-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;eu gostava de engenheiros do hawaii. eu não sei o porquê, eu gosto dos intertextos deles, mas acho que tudo se consolidou quando eu escutei filmes de guerra, canções de amor, que é um disco lindo demais. eu conhecia outras coisas deles, mas esse disco me emociona até hoje. era quase 97 e meu pai comprou um som novo lá pra casa, um som que ainda está lá, um som mto bacana. aí veio ele com uns cedês, e um deles era o filmes, que ele comprou pq eu já ouvia os outros, como a revolta dos dândis, ouça o que eu digo, não ouça ninguém, alívio imediato, e tal. do filmes, a minha música era mapas do acaso. e o engraçado é que ainda hoje (acho que eu não mudei muito não, haha) eu sou fascinada por terras, distâncias, viagens, percursos. e o acaso, claro. eu gosto do aleatório, eu deixei há um tempo de pensar tão rigidamente no que vai acontecer. às vezes a paranóia volta, talvez porque eu sinto o tempo passando, e fico com medo de ficar muito dentro de mim e pronto. quero a expansão, quero os mapas mas quero também o acaso. ainda me sinto muito presa dentro de mim, com medo das coisas. são âncoras que eu mesma crio, âncoras com que eu me afundo, e fico lá, com meus silêncios, esperando alguém me puxar de volta, para a borda, para o ar, para a luz do sol, para o vento, a música do dia, a música de todo dia. a música que não para de tocar. a música da vida de verdade, fora do computador, fora dos textos que se cria ou que se é forçado a criar, fora, do lado de fora, sem concha nenhuma.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;olha aí. se rolar, escuta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mapas do Acaso         &lt;br /&gt;Humberto Gessinger&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não peça perdão, a culpa não é sua&lt;br /&gt;estamos no mesmo barco e ele ainda flutua&lt;br /&gt;não perca a razão, ela já não é sua&lt;br /&gt;onda após onda, o barco ainda flutua&lt;br /&gt;ao sabor do acaso&lt;br /&gt;apesar dos pesares&lt;br /&gt;ao sabor do acaso... flutua&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;então, preste atenção: o mar não ensina, insinua&lt;br /&gt;estamos no mesmo barco, sob a mesma lua&lt;br /&gt;no mar, em marte, em qualquer parte&lt;br /&gt;estaremos sempre sob a mesma lua&lt;br /&gt;ao sabor da corrente&lt;br /&gt;tão forte quanto o elo mais fraco&lt;br /&gt;ao sabor da corrente... sob a mesma lua&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;âncora, vela&lt;br /&gt;?qual me leva?&lt;br /&gt;?qual me prende?&lt;br /&gt;mapas e bússola&lt;br /&gt;sorte e acaso&lt;br /&gt;?quem sabe (?) do que depende?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-7454760669666877719?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/7454760669666877719/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=7454760669666877719' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/7454760669666877719'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/7454760669666877719'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2009/08/eu-gostava-de-engenheiros-do-hawaii.html' title=''/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613395.post-8588739808576669573</id><published>2009-07-02T12:30:00.005-03:00</published><updated>2009-07-02T12:55:18.175-03:00</updated><title type='text'>Ninguém pediu, então eu divulgo.</title><content type='html'>Conheci Josué quando estávamos fazendo concurso na UFV.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bebemos no Leão, trocamos sites de download de rock progressivo e conversamos sobre Claudio Manuel da Costa, então o tema da prova didática e sobre as nossas escolhas - mais palavras e poemas e ventania verborrágica do que uma proposta didática coerente, coesa e bem definida. Nenhum de nós passou na prova.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Josué apresentou-nos ainda a cachaça Terra Brazilis (Brasilis ou Brazilis ou Brazillis?), aprovadíssima por todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Josué estava pelo Triângulo querendo voltar pra Beagá (fraga?), e de fato voltou. Agora ele anda distribuindo por aí um boletim, o Artistas Frustrados, que recebi faz alguns dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostei da estatística que ele lançou: &lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;"90% da população mundial é composta por seres humanos artistas frustrados. Os outros 10% são os artistas profissionais."&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se frustrados ou não, pelo menos insistentes são esses 90%. Eu estou entre esses aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma outra coisa de que gostei muito foi o poema assinado por Pablo Gobira, também presente no boletim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;O homem industrial é carente.&lt;br /&gt;Carente de imaginário&lt;br /&gt;no mundo das imagens.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;[Pablo Gobira]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu fiquei pensando muito a respeito desse poema. A carência de imaginário poderia até ser a grande responsável pela sem-graceza da maioria das coisas - ou pela "medianice" das opiniões por aí, das publicações, o nível informativo das notícias a que assistimos/ouvimos/raramente lemos -, e pela prostração que assumimos diante do que poderia provocar as mais diversas coisas, tal como a ira, o descontentamento, ou a alegria pura, puríssima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Titãs em sintaxe quebrada: é, eu não quero só comida. Quero a vida. A diversão e a arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Façam contato e recebam o boletim: &lt;a href="mailto:osartistasfrustrados@gmail.com"&gt;osartistasfrustrados@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros versos aqui ressignificados, interpretados por Secos e Molhados:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;Eu não sei dizer&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;nada por dizer&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;então eu escuto&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;Eu só vou falar&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;na hora de falar&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;Então eu escuto&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Fala!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613395-8588739808576669573?l=vanessapaiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/feeds/8588739808576669573/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613395&amp;postID=8588739808576669573' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/8588739808576669573'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613395/posts/default/8588739808576669573'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vanessapaiva.blogspot.com/2009/07/ninguem-pediu-entao-eu-divulgo.html' title='Ninguém pediu, então eu divulgo.'/><author><name>Vanessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_MckeHxBpPy4/TI7cut5BzHI/AAAAAAAAAQ4/PHRfCfx-36s/S220/100_1193.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
